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Análise: Yaga é um indie com boas ideias e uma execução mediana

Jogo traz um conceito muito interessante, mas com muita repetição e um gameplay pouco atrativo

Yaga é o mais novo jogo desenvolvido pela Breadcrumbs Interactive e distribuído pela Versus Evil onde foca no folclore Eslavo e te coloca na pele de Ivan, o ferreiro mais azarado do mundo. Será que a ideia deste jogo vinga? Confira em nossa análise.

Yaga já está disponível para Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC via Epic e Steam. A análise foi feita graças a um código cedido pela a Produtora.

A bruxa Baba Yaga, o Czar e Ivan o azarado

Esse conto folclórico começa quando o a Bruxa Baba Yaga entra em um reinado onde seu líder, o Czar dessas terras, era reconhecido por ser muito arrogante e cruel. Com isso ela testa o Czar e após ele falhar miseravelmente no teste de humildade, ela joga uma maldição sobre ele onde um homem azarado de seu reino será o motivo do fim de seu reinado.

Um tempo depois, o ferreiro Ivan, que desconhecia o azar, vai para a floresta coletar alguns itens para forjar e é amaldiçoado por uma bruxa. Antes de ter a vida ceifada, a Bruxa Baba Yaga salva a vida dele.

Ao tomar conhecimento do azarado Ivan, o Czar começa a passar tarefas quase impossíveis onde seus pedidos são claramente movidos pelo medo e pelo egoísmo ao pedir par buscar itens de força, beleza e juventude.

A aventura é bem interessante e tanto a história principal como os personagens que encontrará e as missões secundárias são muito bem construídas e intrigantes. A narrativa é um ponto extremamente forte no jogo incluindo sua dublagem que é impecável.

Ambientes feito a mão com direito a hip-hop e dubstep

Algo que me encantou muito em Yaga, antes mesmo de jogá-lo, foi sua arte. Tendo todos cenários e personagens feito a mão, é tudo muito lindo e cheio de detalhes. Os personagens são icônicos e diferenciados e as áreas tem seus muitos detalhes representando as devidas áreas.

O ponto negativo é que o cenário acaba se repetindo muito. A cada nova tarefa, você terá uma nova área para se aventurar e pelo jogo te dar um novo terreno de forma procedural, por mais linda que seja a arte, ela cansa rapidamente.

A parte de fazer as fases de forma procedural, simplesmente tiram um pouco do encanto e diversidade que os mapas poderiam ter. Esse foi o problema que o jogo Gods Will Fall iria ter caso fizesse seus cenários (também feitos a mão) de forma procedural. Por isso optaram em manter os cenários fixos que deu muito certo.

Para acompanhar os belos e repetitivos cenários, nós somos brindados a uma trilha sonora muito boa. Além da música de fundo, diversas vezes temos músicas no estilo dubstep, hip hop ou até vocalizada que se encaixará em uma situação específica como uma luta ou chefão.

E por mais que seja um grande acerto, também há um problema na parte musical, os loops são muito curtos. Toda vez que começava uma música eu pensava “nossa, que incrível esse ritmo”. Um minuto depois eu falava “nossa, já está repetindo pela quarta vez o trecho”.

Ou seja, tanto na parte visual e sonora nós temos um trabalho base digno de um sonoro 10, porém, a repetição constante faz com que o brilho se perca ao longo do caminho.

Yaga e seu Gameplay duro

Na descrição oficial do jogo, Yaga se auto intitula um jogo de RPG e sendo sincero, ele está muito mais para um jogo de aventura/exploração do que RPG.

Algo muito legal mesmo nele é que você irá tomar escolhas em todas as etapas do jogo. Será possível poupar inimigos, evitar confrontos, conseguir mais dinheiro e por ai vai. No geral você tem quatro tipos de escolhas onde afetarão sua “honra”. Por exemplo, é possível ser justo, brigão ou sempre pedir uma recompensa extra.

Além das escolhas dentro do jogo com os NPC’s, você, por diversas vezes antes e após missões, poderá optar por algum tipo de bônus ou melhoria. Ao escolher um dia específico da missão poderá dar mais dano, receber menos dano, ter mais sorte e mais. Já ao acabar a missão, será possível ver o que aprendeu com a missão podendo melhorar seu vigor, ataque, uso de item e mais.

Tendo essa parte de escolhas, que funciona muito bem e proporciona mais de um final, posta de lado, o gameplay simplesmente não ajuda a experiência em Yaga.

O combate simples tem um ataque básico, arremessar seu martelo, esquiva, utilizar um item mágico e um item normal por vez. A falta de dinamismo e uma movimentação dura e lenta simplesmente torna a experiência desinteressante na hora da pancadaria. Somente uma simples adição para poder trocar seus itens rapidamente já seria uma melhoria significativa.

Outra coisa chata é que é possível forjar inúmeros martelos que dão os mais distintos e interessantes status, porém, eles quebram fácil e rápido. Após ter um martelo ou quebrado ou a ponto de quebrar, você tem que pausar o jogo e trocar manualmente de arma. O mesmo serve para todos os itens. Isso é simplesmente uma péssima decisão de game design.

Conclusão

No geral, Yaga é sim uma boa experiência, mas que poderia ter sido ótima ou excelente. De um lado temos uma narrativa fortíssima, um mundo lindo desenhado a mão e cheio de detalhes juntamente com uma trilha sonora muitas vezes magnifica.

Infelizmente, o jogo acaba pecando em sua repetição e um gameplay apenas mediano. Por mais que temos presente um bom sistema de escolhas e opções de diversos itens, o jogo perde força em um gameplay muito duro e nada dinâmico ou inteligente. Outro ponto negativo acaba sendo a repetição dos cenários e um loop muito curto da música que tira o brilho de pontos que tinha tudo para ser excepcional.

Aqui temos uma boa experiência no geral onde algumas decisões de game design não fizeram o jogo se destacar.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Yaga é bom, mas tinha tudo para ser excelente

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 6.5
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 8
Narrativa - 8.5

7.6

Bom

Yaga acaba tendo ideias muito boas em sua jornada juntamente com lindos gráficos feito a mão e uma narrativa muito forte. Infelizmente, más decisões de game design, repetição exagerada e um gameplay duro acabam tirando o brilho do jogo.

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Leonardo

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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