A Luz Retorna ao Santuário: Nossas primeiras impressões do Paladino em Diablo IV
Poderoso, nostálgico e refém da sorte.

Se você, como eu, acompanha a franquia desde o primeiro Diablo e sentia falta de empunhar um escudo sagrado, a espera acabou. Com o anúncio da expansão Lord of Hatred, a Blizzard finalmente trouxe de volta uma das classes mais amadas: o Paladino. Disponível antecipadamente na Temporada 11 para quem fez a pré-compra, a classe chega carregada de nostalgia, mas com atualizações necessárias para modernizar o arquétipo do guerreiro sagrado.
Como um veterano que hoje prefere uma jogatina mais relaxada, sem a pressão insana do competitivo, testei a novidade a fundo. A sensação de usar a Luz contra as trevas é fantástica, mas nem tudo é perfeito neste lançamento. Preparei este resumo para você saber o que esperar, desde o combate até uma decisão de design questionável que pode atrapalhar seu início de jogo.
O Melhor de Dois Mundos: Paladino Clássico e Cruzado
Ao controlar o Paladino em Diablo IV, percebe-se uma “crise de identidade” muito bem-vinda. Ele carrega o nome do antecessor de Diablo II, mas tem o DNA do Cruzado de Diablo III.
Para os puristas, o retorno de habilidades como Fervor (Zeal) e as clássicas Auras é um prato cheio. É possível reviver a glória do “Hammerdin”, enchendo a tela de martelos, ou focar em ataques rápidos corpo a corpo. A Blizzard acertou em cheio na fantasia do cavaleiro de armadura brilhante que faltava no tom sombrio deste quarto jogo.
Porém, a influência do Cruzado é clara, especialmente na robustez. Habilidades como Investida com Escudo (Shield Charge) e Escudo Abençoado (Blessed Shield) trazem peso e defesa brutal. O resultado é uma classe que mistura a agilidade e as auras do passado com a resistência do Cruzado. Para o jogador casual, isso é ótimo: as sinergias são visuais e fáceis de entender, sem a complexidade excessiva que vimos no Espiritualista (Spiritborn).

Como Funcionam os Juramentos (Oaths)
A personalização do Paladino gira em torno de sua mecânica única: os Juramentos. Mais do que simples passivas, eles definem seu estilo de jogo. O recurso principal é a Fé (Faith), usada para canalizar dano Físico, de Fogo e Sagrado através de espadas, maças e manguais.
Veja como os quatro arquétipos funcionam na prática:
- Zealot (Zelote): Para quem busca velocidade. Foca na habilidade Zeal, incentivando velocidade de ataque e chance crítica. Gera Fervor, fazendo seus críticos ecoarem com dano extra.
- Juggernaut (Colosso): A escolha do tanque. Utiliza acúmulos de Resolve para aumentar o tamanho do personagem e a defesa. Ideal para quem joga Hardcore ou detesta morrer.
- Judicator (Julgador): O “mago de batalha”. Especialista em dano em área (AoE), aplica a marca de Judgment nos inimigos, que explode causando dano massivo.
- Disciple (Discípulo): O mais estiloso. Permite transformar-se em um “Arbiter” angélico, garantindo buffs e mobilidade. O objetivo é manter essa forma ativa pelo maior tempo possível.
A Build “Simulador de Caminhada”
Se a complexidade assusta, a comunidade já encontrou uma solução perfeita para relaxar: a build de “Auradin”, ou “Simulador de Caminhada”.
A estratégia é simples e eficaz: empilhar o máximo de auras possível. Com uma luva Única específica, runas e a ajuda de Mercenários, você cria um círculo de fogo sagrado que causa dano passivo. Basicamente, você anda pelo mapa e os demônios derretem. Embora haja rumores de que o dano esteja alto demais devido a bugs (o que pode levar a um nerf em breve), é uma forma divertida e inédita de jogar Diablo IV. Se você procura uma build passiva para farmar sem prestar muita atenção, vale a buscar esse tipo de build por aí.


O Problema: A Loteria dos Aspectos
Infelizmente, nem tudo funciona bem. Há uma falha de design crítica no lançamento: a obtenção de Aspectos Lendários.
Normalmente, olhamos no mapa qual Masmorra (Dungeon) fornece o Aspecto necessário e vamos buscá-lo. Com o Paladino, a Blizzard mudou a regra: nenhum dos novos Aspectos tem queda garantida em Masmorras. Se você precisa do Aspect of the Golden Hour ou do Judicator, não há onde farmar especificamente.
Você fica refém da sorte (RNG), dependendo de baús da Maré Infernal ou da Árvore dos Sussurros. Isso torna a montagem de builds iniciais um teste de paciência, colocando o Paladino em desvantagem comparado a outras classes que conseguem planejar sua evolução com muito mais clareza.

Conclusão: O Arauto de uma Nova Era
Apesar da frustração com os Aspectos Lendários, a chegada do Paladino é um triunfo. A classe preenche uma lacuna temática importante e oferece diversidade para agradar tanto veteranos quanto novos jogadores. Seja como um anjo vingador ou caminhando tranquilamente enquanto tudo queima ao redor, a sensação de poder é satisfatória.
O Paladino é apenas o começo da expansão Lord of Hatred, que chega em 28 de abril com o retorno de Lilith e a nova região de Skovos. Se você já tem acesso, vale muito a pena testar. Afinal, nada limpa a alma como jogar um pouco de fogo sagrado em uma horda de demônios.
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