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Preview: My Hero Academia All’s Justice

My Hero Academia All’s Justice será lançado no dia 6 de fevereiro e tivemos a oportunidade de conferir o jogo antecipadamente em uma sessão de aproximadamente três horas, cedida pela Bandai. Durante esse período, foi possível experimentar diferentes modos e ter um primeiro contato com as principais novidades do título, incluindo conteúdos que cobrem o arco final da narrativa do anime.

A partir dessas primeiras impressões, a ideia é responder a uma pergunta simples, mas importante: para quem acompanha My Hero Academia All’s Justice é um jogo que merece atenção no lançamento ou apenas mais uma adaptação licenciada?

Modo história: boas ideias, mas com alguns tropeços

O modo história foi algo relativamente rápido dentro da sessão de preview, mas ainda assim trouxe pontos interessantes. Dá para perceber que My Hero Academia All’s Justice trabalha com personagens centrais dentro de uma trama grande e complexa, o que faz sentido considerando a quantidade de heróis e vilões presentes no anime. Existe um caminho narrativo que destaca certos personagens em momentos específicos, em vez de tentar abraçar tudo ao mesmo tempo.

No nosso teste, tivemos um confronto usando o Bakugo contra uma das versões do All For One, o grande vilão da série. Esse trecho do modo história foi dividido entre partes de animação e partes jogáveis, com duas sequências de cada. Aqui, chama atenção a forma como a Bandai alterna estilos de apresentação. A primeira animação que introduz a luta é mais estática, lembrando aquele estilo mais “powerpoint” que infelizmente ainda aparece em alguns jogos licenciados de anime. Já a conclusão dessa sequência é o oposto: uma cena própria, extremamente dinâmica, bem animada e cheia de impacto visual. Fica claro que o estúdio escolhe onde investir mais esforço dependendo da importância narrativa do momento.

No que diz respeito às lutas em si, o desafio foi alto. Foram dois confrontos contra o All For One, ambos longos e difíceis, com um vilão cheio de artimanhas e golpes que exigem atenção constante. É cedo para afirmar como funcionará a curva de dificuldade no jogo final ou se haverá opções de ajuste, mas essa primeira impressão indica que o modo história pode exigir mais do jogador do que o esperado, especialmente em batalhas-chave.

Esses combates aconteceram em um cenário urbano, algo já visto em outros jogos da franquia. A destruição de prédios, carros e estruturas faz parte da proposta, com o ambiente se transformando ao longo da luta. No entanto, aqui surge um dos principais pontos negativos dessa experiência. Em vários momentos, ao ser arremessado contra prédios ou ao lançar o inimigo contra eles, o personagem simplesmente desaparecia da visão, restando apenas uma sombra projetada na tela. Além disso, os próprios edifícios acabavam bloqueando ataques, tanto seus quanto do adversário, criando situações imprevisíveis e frustrantes.

Esse excesso de detritos e obstáculos compromete a parte mais técnica da luta. Em alguns momentos, a sensação era de querer se esquivar, correr ou contra-atacar, mas não conseguir porque havia um prédio parcialmente destruído no caminho ou porque o combate havia migrado para uma área apertada, como uma viela. O cenário acaba ficando “sujo” demais para um jogo de luta que exige leitura de movimentos.

Curiosamente, depois que boa parte da cidade já estava destruída e o espaço ficava mais aberto, a luta fluía muito melhor. O problema é que, quando isso acontece, o combate normalmente já está avançado demais para um dos lados. Ainda assim, mesmo com esses tropeços, o modo história mostra potencial, tanto na forma como apresenta os personagens quanto no nível de desafio que propõe.

A cidade como hub: boas ideias, mas falta vida e polimento

Ao sair do modo história, que pode ser acessado diretamente pelo menu inicial, My Hero Academia All’s Justice apresenta uma cidade que funciona como um grande hub central. Essa cidade é uma representação virtual do universo de My Hero Academia e serve como ponto de conexão para diversos desafios e modos. O jogador pode caminhar livremente por esse espaço, passando por locais que remetem a pontos importantes do anime e interagir com diversos personagens, o que ajuda a criar uma sensação de imersão dentro daquele mundo.

A navegação é simples e funcional. A qualquer momento, é possível pausar My Hero Academia All’s Justice e acessar rapidamente menus e funções importantes, sem grandes complicações. Esse hub central funciona como uma espécie de base de operações, onde o jogador escolhe o que fazer a seguir.

Dentro desse espaço, um dos modos que mais chamou atenção foi a chamada Missão de Team Up (missão de equipe). Esse modo funciona como uma espécie de treinamento conduzido pelo Izuku Midoriya, o protagonista da série, que herdou o poder do One For All. A proposta é acompanhar uma série de exercícios e desafios realizados na cidade, em conjunto com professores da academia e outros personagens do universo do anime.

No total, existem cerca de 19 cenários diferentes dentro desse modo, todos relativamente longos. Cada um pode levar entre 20 e 30 minutos para ser concluído, dependendo do desempenho do jogador e das atividades disponíveis. Dentro desses cenários, há uma boa variedade de missões: combates que revisitam lutas clássicas do anime sob a ótica de treinamento, além de minigames mais simples, como correr pela cidade, subir prédios ou cumprir objetivos pontuais.

Outro modo apresentado foi o Diário do Herói (Hero’s Diary). Aqui, o foco são heróis específicos que não fazem parte do núcleo principal da narrativa. Sem entrar em muitos detalhes, trata-se de uma experiência mais leve, com um tom um pouco mais cômico. O jogador acompanha pequenas “aventuras” desses personagens, misturando missões bem simples com lutas ocasionais, sempre intercaladas por trechos narrativos.

Essas missões do Diário do Herói são curtas (cerca de três por personagem) e servem principalmente para aprofundar um pouco mais esses heróis secundários. Há bastante interação por meio de diálogos, mensagens e reações de outros personagens, algo que os fãs certamente vão apreciar. Não é um modo extenso, mas adiciona conteúdo e ajuda a dar mais personalidade ao elenco além dos protagonistas.

De forma geral, o hub da cidade cumpre bem o seu papel, mas deixa a sensação de que poderia ir além. A cidade funciona, tem pontos de interação, locais para recuperar energia durante as missões e áreas específicas para acessar atividades, mas falta um pouco mais de vida e identidade. Em alguns momentos, mesmo com o minimapa ativo, a navegação pode ficar confusa, e a estrutura do espaço não é tão intuitiva quanto poderia ser.

No fim das contas, é um hub competente, com boas ideias e modos interessantes conectados a ele, mas que claramente se beneficiaria de um polimento extra, seja na organização do espaço ou na forma como ele se apresenta ao jogador.

Combate evoluiu, mas ainda não é perfeito

A parte de luta de My Hero Academia All’s Justice foi, sem dúvida, um dos pontos que mais me surpreendeu positivamente durante a sessão de gameplay. Tivemos acesso praticamente ao elenco completo, que soma cerca de 70 personagens no total, já considerando as variações. Assim como acontece em outros jogos da Bandai baseados em anime, há personagens repetidos em diferentes momentos da história, com habilidades e estilos ajustados de acordo com sua evolução no anime.

O exemplo mais claro é o próprio Izuku Midoriya. É possível jogar com versões que representam desde o início da série até fases mais avançadas, quando ele já domina melhor o One For All e suas variações. A lógica lembra bastante jogos como Dragon Ball Sparking Zero, onde existem múltiplas versões do mesmo personagem, mas aqui em uma menor escala.

Os cenários de batalha também seguem essa proposta de representar momentos importantes do anime. São nove estágios diferentes, muitos deles associados a lutas marcantes da série. Em sua maioria, são arenas mais abertas, com poucos elementos destrutíveis, como pedras, carros ou estruturas simples. Nesses casos, o cenário funciona melhor para o combate.

No entanto, a lógica que comentei anteriormente sobre a cidade se repete em alguns estágios. Elementos destrutíveis demais acabam atrapalhando a leitura da luta, principalmente quando prédios ou estruturas maiores bloqueiam a visão dos personagens ou interferem diretamente nos ataques. Não chega a ser um problema constante, mas em cenários específicos, esse excesso tira um pouco da fluidez do combate. A cidade, em especial, foi o caso mais problemático nesse sentido.

Em termos de comandos, My Hero Academia All’s Justice segue a base já conhecida do jogo anterior da franquia, mas com ajustes e refinamentos. O esquema é intuitivo: ataques básicos ficam no X/quadrado, pulo no A/X, enquanto os ataques especiais são divididos entre dois botões — B/bola para o especial 1 e Y/triângulo para o especial 2. Defesa e esquiva consomem a barra de estamina, e há também um botão dedicado à corrida, que permite atravessar o cenário rapidamente e dar mais dinâmica às lutas.

My Hero Academia All’s Justice mantém as batalhas em equipe, o que funciona muito bem. Dependendo do combo executado, é possível trocar automaticamente de personagem, criando a sensação de que toda a equipe está participando ativamente do combate. Essa troca dinâmica deixa as lutas mais espetaculares e próximas do que se vê no anime.

O ataque Plus Ultra retorna como o golpe máximo de cada personagem, com animações longas, bem trabalhadas e visualmente impactantes. São ataques especiais que encerram combos ou mudam o rumo da luta, dando um tom cinematográfico ao jogo.

A grande novidade no sistema de combate é o modo Rising. Ao ativá-lo, o personagem entra em um estado temporário de fortalecimento, ficando mais rápido, com golpes mais fortes e alterações no alcance e no comportamento dos ataques. Esse modo dura algo em torno de 20 a 30 segundos e funciona como uma espécie de estado “hiper”, que muda bastante o ritmo da luta naquele momento.

Um ponto que merece destaque é como os personagens são realmente diferentes entre si. Ao contrário de jogos como Dragon Ball, onde muitos lutadores compartilham habilidades semelhantes (voar, disparar raios de energia, se teleportar), aqui cada herói e vilão tem uma identidade muito mais definida. Há personagens focados em longo alcance, outros em combate corpo a corpo, alguns mais rápidos, outros mais fortes, além de lutadores com habilidades de suporte ou ataques de área.

Isso permite montar equipes bem variadas e estratégicas, misturando estilos e funções. Essa diversidade torna as lutas mais interessantes e evita a sensação de que todos os personagens jogam da mesma forma.

Visualmente, o combate também agrada bastante. My Hero Academia All’s Justice é colorido, detalhado e mantém uma boa fidelidade ao visual do anime. As animações dos golpes, os efeitos visuais e a dublagem dos personagens ajudam a reforçar essa identidade, tornando as batalhas empolgantes, especialmente para quem é fã da série.

A principal crítica, além dos cenários excessivamente destrutíveis em alguns momentos, está na sensação de controle. Por tentar reproduzir a fluidez e o exagero do anime, o jogo acaba ficando um pouco solto demais em certas situações. Com a possibilidade de correr rapidamente pelo cenário e deslizar em direção ao oponente, nem sempre é fácil manter a precisão típica de um jogo de luta mais técnico.

Em alguns momentos, isso resulta em combos que não encaixam como o esperado, com o personagem atacando o vazio. Nessas situações, é preciso ter mais calma, reposicionar o personagem e escolher melhor o momento de atacar. É um preço a se pagar por um jogo que prioriza espetáculo e fidelidade ao anime, mais do que precisão competitiva.

No geral, o sistema de combate de My Hero Academia All’s Justice é divertido, variado e visualmente impactante, com boas ideias e uma identidade própria.

My Hero Academia All’s Justice é promissor

As primeiras impressões de My Hero Academia All’s Justice são positivas, especialmente para quem acompanha o anime. My Hero Academia All’s Justice permite revisitar todo o arco final da obra, acompanhando a evolução dos personagens ao longo da narrativa e oferecendo um pacote visual bastante agradável, que respeita bem a identidade da série.

O modo cidade funciona como um hub interessante, adicionando conteúdo extra e ajudando a dar mais contexto ao progresso do jogador. Ao mesmo tempo, ele também expõe alguns pontos que ainda merecem atenção, principalmente no polimento das batalhas. A presença de objetos físicos no cenário, que podem interferir diretamente no combate antes de serem destruídos, afeta a fluidez e a visibilidade em alguns momentos.

Além disso, o estilo de luta mais solto e cinematográfico, bastante alinhado com a linguagem do anime, pode não agradar quem busca um jogo de luta mais preciso e técnico. Ainda assim, dentro da proposta, All’s Justice entrega uma experiência consistente e alinhada com seu público-alvo.

De forma geral, My Hero Academia All’s Justice tem tudo para agradar os fãs de My Hero Academia. E quando ele for lançado oficialmente no dia 6 de fevereiro de 2026, traremos aqui no site a análise completa para avaliar como essas ideias se sustentam no produto final.

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Leonardo

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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