ANÁLISESNINTENDONOTICIASREVIEWS

Análise: Final Fantasy VII Remake Intergrade Switch 2

Mais um excelente port para o Switch 2

Lançado originalmente em 2020 para PlayStation 4, Final Fantasy VII Remake passou por um caminho longo até chegar ao Nintendo Switch 2. Em 2021, o jogo recebeu a versão Intergrade, trazendo melhorias técnicas e a DLC Intermission focada em Yuffie, inicialmente exclusiva do PlayStation 5. No ano seguinte, em 2022, essa mesma edição chegou ao PC, consolidando a versão mais completa do remake.

Agora, em 2026, praticamente seis anos após seu lançamento original, Final Fantasy VII Remake Intergrade finalmente estreia também no Xbox Series e no Nintendo Switch 2, já incluindo todo o conteúdo adicional lançado até aqui. Com isso, o remake de um dos RPGs mais importantes da história dos games passa a estar disponível fora da “família Playstation”.

Nesta análise, o foco é entender como Final Fantasy VII Remake Intergrade se comporta no Nintendo Switch 2 e claro, se vale a pena revisitar Midgar — ou conhecê-la pela primeira vez — no novo console da Nintendo?

Aproveite e compre Final Fantasy VII Remake Intergrade em nossa parceira Nuuvem

Um remake que amplia (e estica) Midgar

Lançado originalmente em 1997, Final Fantasy VII marcou a história dos videogames como o primeiro título da franquia totalmente em 3D. Já Final Fantasy VII Remake parte desse legado, mas com uma proposta bem específica: reimaginar apenas o arco inicial da história, ambientado na cidade de Midgar.

No jogo original, essa introdução durava cerca de quatro horas. No Remake, ela é expandida para algo em torno de 40 horas de conteúdo, o que ajuda a explicar uma das críticas mais recorrentes ao título. Existe, sim, uma sensação de “barriga” em alguns momentos da campanha, com trechos que poderiam ser mais enxutos para manter um ritmo mais consistente.

Ainda assim, o trabalho feito aqui é impressionante. Final Fantasy VII Remake Intergrade não apenas recria Midgar, mas dá escala e vida à cidade de uma forma que simplesmente não era possível em 1997. Ruas mais amplas, setores bem definidos, NPCs comentando os acontecimentos, jornais espalhados pelo cenário, minigames e atividades paralelas ajudam a construir um mundo muito mais crível e ativo.

O sistema de combate também é um dos grandes acertos do Remake. Ele abandona os turnos tradicionais, mas não ignora suas raízes. A ação acontece em tempo real, com ataques, esquivas e movimentação constante, enquanto o uso de habilidades e magias pode ser pausado para decisões mais estratégicas. Isso cria um equilíbrio interessante entre dinamismo e planejamento, agradando tanto novos jogadores quanto fãs do sistema clássico.

Narrativamente, o jogo se mantém bastante fiel ao material original, mas introduz novidades importantes, especialmente em seus momentos finais — sem entrar em spoilers. Essas mudanças foram, e ainda são, alvo de discussões entre os fãs, mas fazem parte da identidade desse projeto como um remake que também se permite reinterpretar a obra.

Desempenho e ajustes no Nintendo Switch 2

Ver Final Fantasy VII Remake Intergrade chegando ao Nintendo Switch 2 é, por si só, algo interessante. Além de finalmente tirar o jogo da antiga exclusividade do ecossistema PlayStation (e PC), essa versão chama atenção principalmente por rodar em um hardware mais limitado quando comparado ao PS5 ou Xbox Series, ainda mais sendo um console híbrido, com modo portátil.

A primeira impressão, no entanto, é bastante positiva. Trata-se de uma versão estável, visualmente bonita e que preserva boa parte das melhorias da edição Intergrade, mesmo com os ajustes necessários. Não é uma experiência idêntica à do PS5, mas também passa longe de ser uma conversão problemática.

O uso do DLSS é um dos pontos centrais aqui. A tecnologia funciona bem no geral, ajudando na reconstrução da imagem e mantendo uma boa definição, mas também traz alguns efeitos colaterais perceptíveis. O mais evidente está nos cabelos dos personagens, especialmente no Cloud. Seu visual mais estilizado acaba sofrendo com um certo granulado e instabilidade, algo que também pode ser visto em outros personagens, ainda que de forma menos intensa.

Outro ponto que chama atenção são alguns efeitos visuais específicos. Cenas com fogo e explosões, por exemplo, apresentam uma iluminação menos refinada e, em certos momentos, até estranha. Não chega a comprometer a experiência, mas deixa claro que houve cortes e simplificações para manter Final Fantasy VII Remake Intergrade rodando de forma consistente.

Em relação às texturas, a versão de PS4 do jogo foi bastante criticada no lançamento original, e a Intergrade resolveu grande parte desses problemas. No Switch 2, o resultado fica em um meio-termo entre PS4 e PS5. Há melhorias claras, especialmente na iluminação global, que funciona muito bem aqui, mas ainda surgem algumas texturas em baixa resolução que destoam em certos cenários e objetos. São detalhes perceptíveis, mas que, durante o jogo normal, passam longe de serem algo constante ou realmente incômodo.

Um ponto que gerou certa decepção para parte do público é o fato de que Final Fantasy VII Remake Intergrade roda apenas a 30 quadros por segundo. Por outro lado, esses 30 fps são bastante estáveis. Ao longo das sessões, as quedas foram raras e pontuais, sem prejuízo real à fluidez. Além disso, o próprio sistema de combate ajuda a minimizar esse impacto, já que o jogo permite desacelerar o tempo para tomar decisões estratégicas, mesmo em meio a muitos efeitos visuais e partículas na tela.

Ainda sobre a imagem, o DLSS também acaba introduzindo um serrilhado perceptível em objetos em movimento, como a Buster Sword do Cloud. É algo que aparece principalmente quando o personagem se movimenta rápido, mas segue dentro do esperado para uma conversão desse porte.

No comparativo entre jogar no modo dockado ou portátil, a performance se mantém praticamente idêntica. Não há diferenças significativas em taxa de quadros ou estabilidade. A principal mudança está na percepção visual: na TV, especialmente em telas grandes, os defeitos ficam mais evidentes; já no modo portátil, eles são naturalmente camuflados pelo tamanho reduzido da tela. Em contrapartida, algumas cenas no portátil parecem ligeiramente mais embaçadas, principalmente em diálogos com personagens mais distantes.

Final Fantasy VII Remake Intergrade vale a pena mais uma vez?

No fim das contas, Final Fantasy VII Remake Intergrade no Nintendo Switch 2 se mostra um excelente port por parte da Square Enix. O jogo chega completo, com todo o conteúdo da versão Intergrade e a DLC focada na Yuffie, oferecendo facilmente entre 40 e 50 horas de jogo.

A experiência é sólida, estável e visualmente muito competente para o que o hardware do Switch 2 se propõe a entregar. Existem, sim, algumas concessões técnicas ao longo do caminho: texturas em baixa qualidade aqui e ali, efeitos de fogo que nem sempre convencem e o cabelo do Cloud que acaba sendo o ponto visual mais problemático do jogo. Tudo isso está presente e é perceptível, especialmente para quem analisa o jogo de forma mais técnica.

Ainda assim, esses sacrifícios fazem parte do pacote para garantir exatamente o que essa versão entrega de melhor: boa estabilidade, preservação da identidade visual da Intergrade e uma experiência consistente do começo ao fim. Nada disso compromete o jogo de forma significativa, especialmente durante a jogatina normal.

E, claro, existe um bônus difícil de ignorar: poder jogar Final Fantasy VII Remake de forma portátil, com esse nível de qualidade, é algo extremamente bem-vindo. Para quem tem o Nintendo Switch 2 ou busca essa flexibilidade de jogar em qualquer lugar, essa versão se firma como uma opção totalmente válida e recomendada, sem deixar de lado o peso e a grandiosidade de um dos RPGs mais importantes da geração.

Essa análise de Final Fantasy VII Remake Intergrade para Switch 2 segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Um divisor de águas, agora sempre ao seu lado

Visual, ambientação e gráficos - 9
Jogabilidade - 9.5
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 10

9.4

Excelente

Final Fantasy VII Remake Intergrade no Nintendo Switch 2 entrega exatamente o que se espera de uma conversão desse tipo: bons compromissos técnicos, desempenho sólido e uma experiência muito próxima das versões maiores, considerando as limitações do hardware. Para quem já está acostumado a jogar títulos ambiciosos no formato híbrido da Nintendo, essas concessões não chegam a surpreender — e dificilmente vão afastar quem quer jogar esse clássico moderno no console.

User Rating: Be the first one !

Leonardo

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Acesse nossa página Política de Privacidade e Termos de Uso para saber mais.