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Romeo is a Dead Man

Romeo é um homem pronto para ler essa análise

O que esperar das mentes por trás de No More Heroes e LET IT DIE? Obviamente, algo tão insano quanto seus antecessores. Romeo is a Dead Man é exatamente isso: um título inusitado, frenético e que desafia todas as leis da lógica.

Mas será que essa loucura é suficiente para sustentar a experiência? Vamos conferir nesta análise do novo jogo da Grasshopper Manufacture, que mistura multiverso, zumbis e uma história de amor muito melhor que Crepúsculo.

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Romeo é um homem com história

O protagonista é Romeo Stargazer, cuja vida vira de cabeça para baixo após resgatar uma mulher desacordada chamada Juliet. Mal sabia ele que ela não era uma pessoa comum: logo após se recuperar, Juliet é abduzida para algum lugar perdido no multiverso. Para piorar, Romeo é atacado por zumbis e quase morre, sendo salvo por seu avô, um cientista brilhante que o transforma em uma mistura rara de humano, zumbi e máquina… Um Deadman.

Recrutado por uma divisão do FBI especializada em problemas interdimensionais, Romeo parte em busca de sua amada enquanto confronta variantes malignas dela (incluindo uma claramente inspirada no Doom Slayer).

A narrativa abraça o absurdo. A equipe de Romeo varia de pessoas normais a animais falantes e seres inexplicáveis. A Grasshopper Manufacture não mediu esforços para criar um enredo “fora da caixinha”, repleto de carisma e referências à cultura pop, que vão de DOOM a Gundam.

Romeo é um homem pronto para lutar

Como um legítimo Hack ‘n Slash, o combate lembra clássicos como Devil May Cry e o próprio No More Heroes. Romeo empunha uma espada laser para o corpo a corpo e um blaster para ataques à distância. Embora a espada resolva a maioria dos problemas contra zumbis comuns, inimigos mutantes exigem estratégia, possuindo pontos fracos que só podem ser explorados com tiros precisos.

O arsenal é variado, com quatro armas de curto alcance e quatro de longo alcance, cada uma alterando levemente o estilo de golpes fracos, fortes e especiais. No entanto, a profundidade para por aí. Os combos são limitados, criando uma sensação de repetição do início ao fim. Além disso, a ausência de mecânicas de defesa mais refinadas, como um parry ou contra-ataque, impede que o combate atinja seu potencial máximo.

A exploração utiliza uma mecânica temática de “entrar em TVs” para transitar entre áreas do mundo paralelo. Inicialmente divertido, o sistema se torna confuso em fases maiores: a falta de indicação clara sobre qual TV leva ao objetivo correto pode transformar a navegação em uma experiência frustrante de tentativa e erro.

Romeo é um homem evoluído

A progressão é criativa e baseada em fliperamas retrô. Para ampliar os atributos básicos de Romeo, por exemplo, o jogador deve vencer um minigame estilo Pac-Man, coletando bônus em um labirinto. Um ponto positivo é a flexibilidade: é possível resetar e refazer a build do personagem a seu bel-prazer.

As armas também podem ser evoluídas, permitindo escolher atributos como aumento de dano ou absorção de sangue. Os equipamentos, chamados de “Bottoms”, funcionam como acessórios que concedem efeitos passivos (aumentar drop de itens, mais vida, ou dano extra em situações de risco).

Apesar desses sistemas de RPG serem interessantes, eles não escondem a falha central do combate: mesmo evoluindo a arma, o repertório de combos não se expande significativamente.

Romeo é um homem colecionador

O jogo apresenta um sistema hilário chamado Bastardos: zumbis companheiros que você cultiva plantando sementes. Cada “Bastardo” tem nome, atributos e uma personalidade peculiar (como “sente vergonha alheia”), desempenhando funções de suporte em batalha, como curar, explodir ou atacar.

Você pode equipar até quatro deles nas missões. Além do cultivo, é possível fundi-los de maneiras nada convencionais para criar versões mais poderosas. É, essencialmente, uma paródia grotesca de Pokémon, contando até com uma enciclopédia para catalogar sua coleção de mortos-vivos.

Romeo é um homem visual e sonoro

Visualmente, este é o jogo mais polido da Grasshopper Manufacture. Os cenários equilibram detalhismo e realismo sem abandonar a estética cel-shaded estilizada típica do estúdio. O design dos personagens é icônico e cheio de personalidade. Além disso, o jogo brinca constantemente com o estilo gráfico, alternando para visuais 2D retrô dentro da nave ou durante os minigames que homenageiam clássicos como ligar a nave jogando uma partida de Pong.

A trilha sonora é enérgica e mantém o ritmo lá em cima, acompanhada por uma dublagem excelente. O único ponto fraco no áudio é a falta de ambientação sonora nos cenários, que às vezes parecem silenciosos demais fora do combate.

Romeo é um homem que conclui a análise de Romeo is a Dead Man

Romeo is a Dead Man é a quintessência da Grasshopper Manufacture: estranho, exagerado e caótico. A narrativa abraça o absurdo sem medo, misturando multiverso, zumbis e conspirações em uma história de amor improvável, sustentada pelo carisma dos personagens e pelo estilo inconfundível do estúdio.

No gameplay, o jogo oferece ação direta e sistemas criativos, como os “Bastardos” e os minigames de progressão. No entanto, a falta de profundidade nos combos, a ausência de parry e o design confuso de algumas fases impedem que o combate seja tecnicamente brilhante.

No fim, Romeo is a Dead Man não tenta agradar a todos. Ele aposta tudo em personalidade e irreverência, mesmo que isso custe o polimento técnico. Para quem busca experiências autorais e com identidade própria, este é facilmente um dos títulos mais memoráveis do catálogo da desenvolvedora.

Essa análise de Romeo is a Dead Man segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Ótimas ideias, mas não aproveita todo o seu próprio potencial

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 7
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 7
Narrativa - 10

7.6

Bom

Romeo is a Dead Man entrega uma experiência fiel ao estilo irreverente da Grasshopper Manufacture, com uma narrativa caótica, personagens carismáticos e sistemas criativos que sustentam sua identidade única. Apesar do combate limitado em profundidade e de algumas decisões de design frustrantes, o jogo se destaca pelo visual, trilha sonora e ousadia, sendo uma experiência recomendada para quem busca algo fora do padrão.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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