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Preview: Scott Pilgrim Ex

Um novo capítulo para Scott Pilgrim!

O universo de Scott Pilgrim sempre teve uma ligação direta com os videogames, indo muito além das referências contidas em suas páginas originais. Após o sucesso do jogo anterior e a recente expansão da franquia com a animação da Netflix, a expectativa por um novo título era alta. Tive a oportunidade de testar um preview de Scott Pilgrim EX (ja disponível na Steam), e o que encontrei foi um projeto que respeita suas raízes e referências enquanto busca uma identidade própria e mais robusta para os padrões atuais do gênero beat’em up.

A proposta não é apenas repetir uma fórmula de sucesso, mas expandir o que um beat ’em up moderno pode oferecer. Com o envolvimento direto do criador Brian Lee O’Malley, o título se posiciona como uma evolução natural, trazendo uma narrativa original que se passa após os eventos conhecidos, o que deve agradar tanto aos fãs veteranos quanto aos recém-chegados.

Uma Nova Batida em Toronto

A premissa da história de Scott Pilgrim EX é simples, mas serve como um ótimo motor para a jogabilidade: os instrumentos da banda Sex Bob-Omb foram roubados e espalhados por diferentes realidades. Isso permite que o jogo saia do cenário urbano comum de Toronto e explore situações bem mais surreais. Durante o teste, a variedade de ambientes impressionou bastante, mostrando que a equipe de criação não teve medo de ousar na ambientação.

Em um momento, eu estava enfrentando o Metal Scott em um confronto direto, e logo em seguida o cenário mudava drasticamente para uma praia onde veganos eram os adversários. Houve até uma sequência em no gelo – tudo é muito dinâmico. Essa alternância constante evita que o ritmo do jogo caia, mantendo o jogador curioso sobre qual será a próxima loucura visual que aparecerá na tela.

Pancadaria com Personalidade

O sistema de combate mantém a base sólida dos jogos de briga de rua, mas com adições que trazem mais profundidade. Além de Scott, o elenco selecionável conta com nomes como Lucas Lee e Roxanne Richter. O diferencial é que a jogabilidade muda significativamente dependendo da escolha. O Lucas Lee, por exemplo, é um personagem mais pesado e forte, utilizando seu skate para desferir golpes em área e controlar melhor o espaço ao redor, o que contrasta com a agilidade de outros lutadores.

A Tribute Games também foi responsável por jogos como Marvel Cosmic Invasion, então você já sabe o que esperar da gameplay: muita qualidade. Achei interessante que uma coisa que era muito comum no primeiro jogo do Scott Pilgrim não se perdeu aqui: Você precisa se movimentar e continuar sempre em movimento e desferindo golpes a todo momento. Se não, será encurralado pelos inimigos e tomara socos sem parar com aquele sentimento de que o jogo está completamente desbalanceado mas ele é assim mesmo e funciona !

Um Mundo que Respira (e que Cobra Caro)

Diferente da estrutura simples de fases da maioria dos títulos do gênero, Scott Pilgrim EX opta por uma abordagem em duas dimensões. Isso significa que, enquanto avança lateralmente, o jogador encontra missões secundárias e interações com NPCs que exigem tarefas específicas. Em uma das missões que testei, precisei transitar entre a cidade e a praia para desbloquear itens necessários para destruir um obstáculo, o que dá uma sensação de progressão muito mais recompensadora e orgânica.

O gerenciamento de recursos também ganhou uma camada estratégica interessante. As moedas podem ser usadas em lojas espalhadas pelo mapa para comprar itens de cura imediatos ou upgrades permanentes, como broches que melhoram os atributos básicos dos personagens. Essa dinâmica reforça a necessidade de trabalho em equipe, transformando a economia do jogo em uma parte vital da experiência e do seu estilo de jogo, afinal os itens adicionam pontos diretamente aos atributos de cada personagem.

Estilo Visual e Sonoro Impecáveis

No aspecto técnico, o trabalho de pixel art da Tribute é primoroso. As animações são fluidas e ricas em detalhes, desde as expressões dos personagens durante os golpes até os elementos de cenário que reagem à luta. Há um cuidado evidente em preencher o mundo com referências a outros jogos e elementos da cultura pop, tornando a exploração visual uma diversão à parte. Até mesmo itens simples, como as comidas vendidas nas lojas, receberam uma atenção especial em seu design.

A trilha sonora é outro pilar fundamental que retorna com força total. A banda Anamanaguchi assina novamente as composições, entregando faixas que misturam rock e chiptune com uma energia contagiante. Durante o preview, ficou claro que a música não é apenas um fundo sonoro, mas uma parte essencial da identidade do título. As batidas acompanham o ritmo frenético dos combates, garantindo que a imersão seja completa e que o jogador se sinta realmente dentro de um episódio da franquia.

Conclusão

Pelo que foi apresentado neste preview, Scott Pilgrim EX tem todas as ferramentas para se tornar uma referência moderna no gênero beat ’em up. O jogo consegue equilibrar com maestria o sentimento de nostalgia com mecânicas novas, como o mundo mais aberto e um combate sólido. É nítido que não se trata apenas de uma tentativa de capitalizar em cima de um nome conhecido, mas sim de um projeto feito por pessoas que entendem o que torna esse universo tão especial para o público.

A jornada para reaver os instrumentos da Sex Bob-Omb promete ser uma das experiências cooperativas mais divertidas de 2026. Com um visual vibrante, uma trilha sonora marcante e uma jogabilidade refinada, o título parece pronto para conquistar tanto quem passou horas no jogo original quanto quem está descobrindo essa Toronto agora. Resta-nos aguardar o lançamento final para confirmar se toda essa promessa se manterá ao longo de uma campanha completa, mas as impressões iniciais não poderiam ser melhores.

Scott Pilgrim EX será lançado em 3 de março de 2026 para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch e PC (via Steam).

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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