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Análise: Reigns: The Witcher

O bruxo favorito de todos em uma aventura inesperada

Nesta análise, vamos falar de Reigns: The Witcher, novo capítulo da franquia Reigns, que desta vez mergulha no universo de The Witcher 3: Wild Hunt e da obra da CD Projekt.

Para quem não conhece, Reigns é uma série conhecida pela mecânica simples: decisões tomadas ao deslizar cartas para a direita ou esquerda. Aqui, essa estrutura casual é totalmente adaptada ao mundo de Geralt de Rívia. A proposta é direta — pegar a fórmula enxuta da franquia e aplicá-la ao universo de The Witcher. Portanto, vamos conferir se essa combinação funciona e, principalmente, se vale o seu tempo.

Sobre Reigns

Antes de entrar especificamente no conteúdo de The Witcher, vale contextualizar o que é Reigns. Publicado pela Devolver Digital, o jogo já recebeu diferentes versões temáticas ao longo dos anos.

A mecânica é simples: cartas surgem na tela com situações ou diálogos, e você decide arrastando para a esquerda ou direita. Cada escolha impacta quatro medidores principais — normalmente ligados a aspectos como poder, popularidade, recursos ou conflitos. Se algum deles chega ao extremo, sua jornada termina.

É um jogo assumidamente casual. Sessões podem durar poucos minutos — às vezes até menos, dependendo das decisões. Por isso, embora esteja disponível para PC e mobile (eu joguei no PC), a experiência claramente funciona melhor no celular. No computador, a sensação é de estar diante de algo que pede interação rápida e tátil, não longas sessões sentado à mesa.

Esse ponto é importante: Reigns: The Witcher não é um RPG tradicional. Ele é estruturado para partidas curtas, repetíveis e leves.

Dandelion é o astro principal?

A franquia Reigns sempre se apoia em uma temática forte. Já houve versões inspiradas em séries como Game of Thrones, onde o jogador assumia decisões no Trono de Ferro.

Aqui, o foco é o universo de The Witcher — mas com um toque diferente. Em vez de simplesmente controlar Geralt em missões isoladas, o jogo usa Geralt de Rívia como protagonista das histórias contadas por Dandelion, o bardo.

A ideia apresentada em Reigns: The Witcher é interessante: Dandelion narra e musicaliza as aventuras, muitas vezes exagerando ou distorcendo eventos. Cada “run” é uma nova história sendo construída. Quanto mais tempo você sobrevive dentro dela, mais experiência Dandelion ganha, desbloqueando missões específicas — quase como capítulos especiais para serem apresentados a nobres ou figuras importantes.

Personagens como Triss Merigold e Yennefer de Vengerberg ou até Cirilla Fiona Elen Riannon (Ciri) aparecem ao longo das decisões, assim como monstros clássicos da franquia.

Mas é importante alinhar expectativas: Reigns: The Witcher não é uma grande saga narrativa. São pequenas histórias, rápidas, muitas vezes imprevisíveis e com humor leve. Funciona como uma coletânea de situações dentro do universo Witcher e não como uma nova aventura épica de Geralt.

Gameplay inova até certo ponto

O núcleo do gameplay permanece o mesmo: decisões rápidas que afetam medidores. A novidade aqui está na contextualização e em pequenos acréscimos de mecânica.

No início de cada jornada, você escolhe três cartas que funcionam como objetivos para aquela história. Pode ser sobreviver por mais turnos, desenvolver um romance, usar determinados sinais mágicos ou derrotar certos inimigos. Isso dá uma direção mínima para cada partida.

As decisões continuam afetando os quatro indicadores principais, e parte da estratégia está em equilibrá-los. Muitas vezes, o efeito da escolha não é totalmente previsível, o que obriga o jogador a aprender com tentativa e erro.

Contudo, uma adição interessante em Reigns: The Witcher é o sistema de combate. Ele funciona como uma pequena matriz em que blocos descem verticalmente — lembrando vagamente um Tetris simplificado. Você move Geralt para a esquerda ou direita para evitar ataques e capturar espaços que representam golpes ou sinais mágicos. É simples, mas adiciona variedade ao fluxo de decisões.

Essas mudanças não transformam radicalmente a fórmula, mas ajudam a diferenciar essa versão das anteriores.

Reigns: The Witcher vale a pena?

No fim das contas, Reigns: The Witcher é exatamente o que o nome sugere: um Reigns ambientado no universo de The Witcher.

Ele incorpora bem a estética e os personagens da franquia, introduz pequenas variações como o sistema de combate e o progresso de Dandelion, e consegue criar situações divertidas dentro dessa estrutura de cartas. Nesse sentido, cumpre o que promete.

Por outro lado, continua sendo um jogo extremamente casual. Não é uma grande aventura de Geralt, nem algo que vá aprofundar a lore do universo. E, pessoalmente, não é uma experiência que considero ideal para longas sessões no PC. Ele funciona muito melhor no mobile, em partidas curtas e rápidas.

Vale a pena? Para quem já gosta da fórmula Reigns, sim. Para fãs de The Witcher que entendem a proposta leve e experimental, também. Mas se a expectativa for encontrar uma nova grande história no universo da franquia, talvez seja melhor ajustar as expectativas antes de jogar.

Essa análise de Reigns: The Witcher segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Um sólido jogo da franquia Reigns

Visual, ambientação e gráficos - 7.8
Jogabilidade - 7.8
Diversão - 7.8
Áudio e trilha-sonora - 7.8

7.8

Bom

Reigns: The Witcher adapta a fórmula já conhecida da franquia ao universo criado por Andrzej Sapkowski, colocando Geralt no centro de histórias curtas e imprevisíveis narradas por Dandelion. A proposta continua simples: decisões rápidas com cartas que impactam medidores e definem o rumo da aventura, agora com pequenas novidades como combates em formato de minigame e missões especiais ligadas à progressão do bardo. Funciona melhor no mobile, em sessões curtas, do que no PC. É uma boa variação para quem gosta do estilo casual da série e quer ver o universo The Witcher sob uma abordagem mais leve, mas não é indicado para quem busca uma narrativa profunda ou algo próximo de um RPG tradicional da franquia.

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Leonardo

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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