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Micro RGB: a nova aposta da Samsung mira o topo absoluto do mercado de TVs

Anunciada na CES deste ano, a tecnologia promete cores próximas do que o olho humano consegue enxergar, com preço bem mais acessível que a Micro LED

Anderson Mussulino ·

Se Mini LED, Neo QLED e OLED já davam conta de organizar a base, o meio e o segmento gamer do portfólio, a Samsung reservou o topo absoluto da hierarquia para uma tecnologia completamente nova: a Micro RGB. Apresentada oficialmente na CES em janeiro, ela chega como a flagship da marca, a opção para quem quer o que existe de mais avançado em imagem sem recorrer a soluções de nicho extremo, como a Micro LED.

Uma evolução direta do conceito por trás do Mini LED

Assim como o Mini LED revolucionou o mercado ao reduzir drasticamente o tamanho dos LEDs para otimizar o controle de brilho, a Micro RGB leva esse mesmo princípio a um novo patamar. Ela é cinco vezes menor que um Mini LED, com uma espessura comparável à de um fio de cabelo. Essa miniaturização extrema permite um envio de brilho ainda mais otimizado, direcionando exatamente a quantidade de luz necessária para cada ponto da imagem, com uma precisão que nenhuma geração anterior de Mini LED havia alcançado.

Vale destacar que a Micro RGB não deve ser confundida com a Mini RGB já disponível no mercado por outras fabricantes: são tecnologias diferentes, e a Samsung reforça que a sua é uma abordagem própria, desenvolvida internamente para essa nova geração de TVs.

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Cores nativas sem depender de filtros

Um dos diferenciais mais importantes da Micro RGB está na forma como ela gera cor. Diferente de tecnologias que dependem de filtros para separar as cores primárias, a Micro RGB já conta com LEDs nas três cores primárias diretamente na fonte de luz. Isso elimina a necessidade de qualquer filtro intermediário e resulta em uma cobertura de 100% da gama BT2020, um espectro que compreende bilhões de cores e cobre mais de 75% de tudo o que o olho humano é capaz de enxergar.

Some a isso um controle de iluminação a nível de subpixel e um processador mais avançado, responsável por gerenciar individualmente cada LED e realizar upscaling de imagem para até 3K, e fica claro o tanto de tecnologia embarcada nesse novo topo de linha.

A cor preta ainda é território da OLED, mas a Micro RGB chega perto

Uma dúvida natural para quem já conhece o mercado de TVs premium é como a Micro RGB se compara à OLED, especialmente no quesito preto profundo, historicamente o ponto mais forte da tecnologia orgânica. E aqui a resposta é honesta: nenhuma tecnologia baseada em LED, por mais avançada que seja, entrega o mesmo nível de preto perfeito que uma OLED, já que essa é uma vantagem intrínseca de pixels que se autoiluminam individualmente.

Ainda assim, a densidade de LEDs da Micro RGB é grande o suficiente para permitir um controle bem mais preciso das zonas de iluminação, reduzindo significativamente o vazamento de luz entre áreas claras e escuras da imagem, um dos principais problemas que tecnologias LED tradicionais sempre tiveram ao tentar se aproximar da OLED.

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Micro RGB não deve ser confundida com Micro LED

Outro ponto importante de esclarecer é a diferença entre a Micro RGB e a Micro LED, tecnologia que ficou conhecida nos últimos anos por TVs vendidas na casa das centenas de milhares de reais. São produtos completamente distintos: a Micro LED utiliza pixels semelhantes aos da OLED, capazes de gerar o preto perfeito, mas que não são orgânicos, o que exige um processo de fabricação muito mais caro e complexo. A Micro RGB entrega uma qualidade de imagem equivalente a esse patamar, mas com um custo de produção bem mais enxuto, o que se reflete diretamente no preço final ao consumidor.

A linha chega em dois modelos: a R85H, disponível em 55, 65 e 75 polegadas, e a R95H, exclusiva em 85 polegadas para quem quer a experiência no maior tamanho possível dentro dessa tecnologia.

Micro RGB

O topo de linha que a Samsung queria ter

Com a Micro RGB, a Samsung fecha a hierarquia do seu portfólio de TVs com uma proposta clara: entregar o que há de mais avançado em imagem sem empurrar o consumidor para os preços praticamente inacessíveis da Micro LED. É uma tecnologia ambiciosa, ainda restrita a um público bem específico pelo valor, mas que mostra o quanto a corrida por cores mais fiéis e controle de brilho mais preciso ainda está longe de ter um limite definido.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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