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Capcom revela projeto REX para evoluir a RE Engine; saiba o que muda

A empresa detalhou o roteiro tecnológico para integrar inteligência artificial no desenvolvimento de franquias como Resident Evil.

Bruno Degering ·

O que é o projeto REX da Capcom

A Capcom detalhou oficialmente o futuro de sua principal infraestrutura tecnológica durante uma conferência técnica proprietária. A empresa revelou o projeto REX, um plano de melhorias iterativas que visa transformar a RE Engine em um motor de jogo focado em integração com inteligência artificial para otimizar a produção de grandes títulos.

Segundo relatórios apresentados pela GameBiz, o objetivo da Capcom é enfrentar os desafios impostos pela escala crescente dos projetos modernos. A nova fase do motor busca aprimorar a eficiência do fluxo de trabalho, reduzir o excesso de dados nos arquivos e garantir que o hardware dos consoles e PCs seja utilizado de forma mais eficaz, mantendo a estabilidade técnica.

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RE Engine e a eficiência no desenvolvimento

A RE Engine tem sido a espinha dorsal da Capcom desde sua estreia em 2017. Desde então, a tecnologia foi expandida para suportar gêneros diversos, desde o combate técnico de Street Fighter até as vastas áreas de Monster Hunter. Com o projeto REX, a empresa planeja implementar seis subprogramas específicos baseados em inteligência artificial e aprendizado de máquina para sustentar essa versatilidade.

A implementação desses módulos ocorrerá de forma segmentada, abrangendo áreas como a detecção automática de erros e a otimização de renderização em tempo real. Ao tornar o motor mais compreensível tanto para programadores quanto para sistemas automatizados, a Capcom espera encurtar os ciclos de produção sem comprometer a qualidade visual característica de suas franquias.

Diferença entre AI-generation e conteúdo gerado por IA

É importante notar que o conceito de AI-generation adotado no projeto REX não se refere ao uso de inteligência artificial generativa para criar ativos artísticos ou substituir o trabalho de designers. Em vez de focar na criação de imagens ou roteiros via IA, a Capcom está construindo um ecossistema onde a tecnologia serve como uma ferramenta de suporte para a engenharia de software.

Essa tecnologia será utilizada para lidar com tarefas repetitivas e complexas de otimização, permitindo que a equipe de criação tenha mais tempo para se dedicar aos aspectos artísticos e à narrativa. A ideia é criar um ambiente onde humanos e ferramentas de IA colaborem para manter a estabilidade de jogos que exigem alto processamento gráfico e computacional.

Impacto técnico nos próximos lançamentos

A transição para o modelo REX será feita de maneira iterativa, integrando gradualmente os novos recursos às ferramentas já existentes. A Capcom explicou que a modernização do motor é vital devido ao número massivo de colaboradores que utilizam a ferramenta em diferentes escritórios globais. Com sistemas mais inteligentes de gerenciamento de recursos, a empresa acredita que poderá entregar experiências mais estáveis e com menor necessidade de correções urgentes pós-lançamento.

A iniciativa reflete uma tendência da indústria em automatizar processos de garantia de qualidade e compilação de código. Para a Capcom, o projeto REX representa a próxima etapa lógica para manter sua produtividade e o padrão técnico observado em seus lançamentos mais recentes nas plataformas PlayStation, Xbox e PC.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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