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Análise: Narita Boy é o herói que o mundo precisa

REST THE FORCE

Desenvolvido pelo visionário desenvolvedor Studio Koba em parceria com o estúdio Team17, Narita Boy chegou para trazer uma proposta inédita de cyberpunk.

A análise dessa aventura pixelada foi possivel graças a chave cedida pela publisher. O jogo já está disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Quer saber do que se trata Narita Boy? Continue lendo que contaremos tudo.

Seja o herói lendário Narita Boy

Quando um temível programa chamado Him consegue afetar o desenvolvedor Lionel, a profecia do mundo cibernético começa a ser cumprida. Com o “criador” fora de jogo e com as memórias bagunçadas, o lendário herói Narita Boy surge para conseguir deixar tudo em ordem.

Sua missão não é apenas descer a pancadaria no terrível Him e seus capangas, os Stallions, mas também será necessário auxiliar a Motherboard a recuperar as memórias perdidas de seu criador.

No decorrer dessa jornada, Narita Boy encontrará diversos personagens peculiares que servirão para aprofundar a mitologia desse mundo pixelado. O mais fascinante é a “religião” existente entre os programas (personagens), fazendo que eles venerem o programador Lionel como um deus ou algo do gênero. Uma cultura religiosa que trata tecnologia como algo místico me lembrou vagamente de Horizon Zero Dawn, mas obviamente com um contexto bem diferente.

A história do jogo se separa em duas vertentes: o mundo virtual com a missão do protagonista e as memórias de Lionel.

Sem dúvidas, ver as memórias de Lionel e passar pelos momentos marcantes de sua vida desde o nascimento até a vida adulta é onde o jogo mais brilha, já que em diversos momentos conseguimos nos conectar com o personagem e seus traumas. Esse jogo consegue ter uma segunda camada que realmente mexe com o jogador.

Narita Boy traz desafios e muita ação

O game não tem apenas uma boa história, mas também um gameplay bastante agradável. O jogo mescla alguns momentos de plataforma 2D com sistema de combate repleto de ação.

No geral, você vai caminhando pelo mapa até encontrar uma horda de inimigos que, inclusive, são bem diversificados. Nesse momento, você é impedido de avançar e terá que lidar com seus opositores.

Ataque corpo-a-corpo, a distância, golpe especial e salto. Essas serão suas “armas” iniciais ao utilizar a espada de três cores do Narita Boy. Posteriormente, novos golpes e ações são liberadas, mas nem tudo são flores em 8bit. Afinal, os inimigos são bem diversificados juntamente de suas fraquezas e virtudes.

No começo quando temos que lidar com hordas pouco variadas é até fácil, contudo, quando o jogo começa a mandar diversos inimigos ao mesmo tempo… A situação complica.

A proposta é bacana em separar bem os momentos do jogo, porém, as vezes senti que as hordas de inimigos eram um pouco longas demais a ponto de trazer aquela sensação de “chega, por favor, para!”.

Outra coisa que as vezes dá um tanto de preguiça é ter que realizar um vai e vem em busca de chaves para seguir adiante no game. Não é linear, já que você precisa ir, voltar, ir, voltar e assim por diante. Tornando a jornada levemente cansativa em alguns momentos.

O mundo pixelado mais bonito que você vai ver hoje

Algo que eu venho notando em games indies é a forma que estão evoluindo constantemente os trabalhos envolvendo pixel art, um exemplo disso temos o Cloudpunk que apresentava gráficos de pixel art incríveis. Natira Boy não fica para trás! A direção de arte dele é incrível trazendo gráficos lindos e uma coloração de tirar o fôlego. Realmente não parece que é tudo feito de pixel.

O mundo é vivo, fluido e com iluminação bem dinâmica de acordo com o ambiente, não focando apenas numa tonalidade do começo ao fim.

Aproveitando a oportunidade, preciso elogiar a música que é INCRÍVEL!

Nota do redator: Estou ouvindo a OST, enquanto escrevo.

Retornando para a análise… A soundtrack de Narita Boy é realmente maravilhosa, tendo uma música mais techno na maioria dos momentos, porém, quando estamos vendo as memórias de Lionel somos envolvidos por uma trilha sonora mais calma e nostálgica deixando mais imersivo o momento.

Conclusão

Apesar de vários momentos você “rest in force” durante o game, viverá uma experiência incrível.

Cada minuto dedicado ao desenrolar da trama seja valioso. O gameplay é divertido e desafiador, deixando tudo melhor. Realmente Narita Boy foi uma das melhores surpresas desse primeiro semestre de 2021.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Narita Boy save the world

Visual, ambientação e gráficos - 10
Jogabilidade - 8.5
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 10
Narrativa - 10

9.3

Excelente

Narita Boy é um baita jogo que tem grandes chances de ser um dos maiores destaques independentes de 2021, principalmente por seus gráficos, trilha sonora e narrativa. Apesar de alguns deslizes, o brilho dele não é ofuscado. Narita Boy save the world!

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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