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Preview: The Library of Babel é um jogo “nissin miojo”

Até vejo um futuro muito bonito, mas o que importa é o presente.

Salve pessoas! Tranquilos? De antemão, agradeço a Neon Doctrine por nos convidar para o Closed Beta de The Library of Babel. A demo tem duração de aproximadamente 1 hora, porém já mostrou bem o que o jogo proporciona e agora trago-lhes minhas impressões. Por fim, vejam o trailer de anúncio do jogo:

The Library of Babel será lançado dia 07 de Abril de 2023 para Playstation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Playstation 4, Xbox One e PC (via Steam e Epic Game Store).

Sobre The Library of Babel

The Library of Babel é um jogo em 2D de plataforma com elementos stealth em uma aventura gráfica. Aqui assumimos o papel de Ludovic, um seeker (usarei o termo em inglês, porque o nome buscador não ficou legal) que tem como missão reportar o resultado da sua última busca à Matriarca. Mas, ao reportar-se para a Matriarca, um rebelde invade a sala e “toca o terror”. Por fim, a Matriarca lhe dá a missão de investigar este incidente e descobrir a razão deste incidente.

Por outro lado, o jogo não está legendado em PT-BR, e isso traz alguns problemas. Geralmente eu não cobro legendas em jogos (exceto da Square Enix), porém o jogo tem mecânicas de busca e junção de itens (para solução de puzzles) que são fundamentais e necessárias para avançar.

Graficamente agradável

Agora vamos falar do fator que mais chamou a atenção: os gráficos. Analogamente, este é um dos jogos mais lindos e atmosféricos que joguei. Em comparação, de maneira idêntica, eu o comparo a Song of Iron. Os tons das cores usadas deixam cada cena bem única, mostrando que não foi poupado esforços para nos dar uma experiência gráfica praticamente única. Logo, a alcunha de aventura gráfica não é só para criar uma “tag” nova para descrever jogos.

Porém…

Infelizmente, esta beta não é só flores. A jogabilidade de The Library of Babel é bem básica, e ainda falha em alguns pontos cruciais. Irei pontuar brevemente cada detalhe que me incomodou:

Por ser um jogo de plataforma em 2D, uma das coisas que mais ocorre no jogo é pular com o personagem. E como tem plataformas de distâncias diferentes, algumas delas precisam de um timing diferente para executar o pulo. Mas, ao contrário do que estou acostumado, não pode apertar o botão de pulo próximo a beirada da plataforma, senão o personagem cai. Parece que é uma reclamação pequena, mas nos momentos que precisamos correr e pular, isso “buga” um pouco e quedas injustas ocorrem, frustrando bastante.

Stealth simples demais

O elemento stealth baseia-se em simplesmente esconder-se atrás de objetos, enquanto o inimigo passa por você. Confesso que achei bem superficial e simples esta mecânica, passando a impressão que a única forma de subjugar seus inimigos é se escondendo deles. A série de jogos Assassin’s Creed Chronicles tem uma ideia semelhante a proposta apresentada, mas eu senti que a saga dos assassinos proporcionou melhores desafios e mais maneiras de se manter “escondidinho”.

Pelo menos temos um easter egg de Metal Gear Solid que achei interessante:

Sua única opção é se esconder ou correr.

O jogo não possui um sistema de combate, tornando a defesa do personagem exclusiva de “correr e esconder”. Sei que a proposta do jogo é se manter em modo stealth 100% das vezes, mas algumas vezes o inimigo vira apenas de relance e o mata instantaneamente. E voltar nas áreas que ainda tem inimigos, só para ficar aguardando eles virarem e não te acharem é uma perda de tempo que pode afastar muitos jogadores.

Level Design estranho

Por ser um jogo em 2D, para entrar em portas ou em outros ambientes, é necessário apertar o botão de ação. Só que algumas portas estão, literalmente, no canto da tela e se você não apertar o botão de ação, ficará alí, imóvel. Parece besteira reclamar disso, mas isso traz um atraso desnecessário ao jogo. E como o cenário é graficamente maravilhoso, as vezes não enxerga o botão de ação na tela, informando ao jogador que precisa apertar o botão para prosseguir. Aqui eu acredito que o mais natural seria apenas fazer a transição de cenário, deixando tudo mais fluído.

Uma prévia conclusão

The Library of Babel não é um jogo ruim, só que também não me pareceu muito bom. Por isso o comparei a um nissin miojo: na falta de algo para jogar, o jogo serve. Tenho ciência que a demo que foi apresentado não é o jogo completo, mas o que foi apresentado não foi agradável, além dos gráficos. A proposta stealth do jogo é bem básica e os outros elementos entregues ou são bem básicos ou bem confusos.

Contudo, nem toda a jogabilidade é “de se jogar fora”: os puzzles apresentados são até divertidos e a busca de objetos para progressão do jogo são legais de encontrar. Contudo, para saber o que fazer com os objetos ou é preciso ter sorte e tentar combinar todos os objetos até achar a solução certa, ou prepare-se para ler muitos diálogos…

Eder DZR13

Um rapaz descontraído, engraçado, esperto e dinâmico. Esse cara não sou eu, mas eu amo jogar e viver no mundo gamer. Ainda procurando os dias de glórias porque de tanta luta, eu acho que serei a próxima DLC de Street Fighter. Detentor da 5ª Esmeralda do Caos e 3 vezes campeão da liga de Brawlhalla do condomínio. E ontem eu acertei a tela branca do Akuma.

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