
Diferente das análises habituais, o foco desta matéria é estritamente prático: os clássicos Pokémon FireRed e LeafGreen valem o investimento no Nintendo Switch, considerando o preço salgado de R$ 120,00 no Brasil?
Como a história e o gameplay já estão cravados na memória dos fãs (sendo este o primeiro remake da franquia, lançado para o Game Boy Advance oito anos após o original), vamos pular as apresentações. O objetivo aqui é ir direto ao ponto: o que este relançamento realmente entrega pelo seu dinheiro?
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A experiência crua (e lenta) do GBA
A primeira coisa a se ter em mente é que este lançamento não é um remaster. Trata-se de um port direto. O visual não foi adaptado para o formato widescreen, o que significa que o jogo não preenche toda a tela do Switch, apresentando bordas laterais.
Além disso, não há nenhuma melhoria de desempenho. O jogo roda na exata mesma velocidade do GBA original. Isso pode ser um choque de realidade hoje em dia, considerando que quase todo mundo que o jogou por meios “não oficiais” se acostumou com a opção de acelerar a velocidade em, no mínimo, 2x para acelerar as batalhas e também a exploração.
Ou seja, falta recursos de “Qualidade de Vida” comuns em relançamentos modernos como save states a qualquer momento, filtros visuais ou um modo acelerado (como a Square Enix faz em seus clássicos). O que deixa a experiência engessada e exige paciência do jogador que se acostumou com os RPGs de ritmo moderno.

Atualizações pontuais e uma vitória histórica
Para não dizer que nada mudou, o jogo conta com ajustes necessários para o hardware atual. Com a óbvia extinção do Cabo Game Link, a Nintendo implementou uma conexão wireless local para batalhas e trocas. Embora seja uma adaptação funcional, é decepcionante não terem incluído servidores online. A exigência de ter um amigo fisicamente próximo dificulta a conclusão da Pokédex ou a organização de torneios pela comunidade. Felizmente, os jogos receberá compatibilidade com o Pokémon HOME, permitindo transferir seus monstrinhos para títulos mais recentes.
No entanto, o verdadeiro trunfo desta versão é o conteúdo: a Nintendo liberou o acesso nativo às Ilhas de Evento, que antes só podiam ser recebidas via Mystery Gift em eventos oficiais presenciais. Agora, é possível viajar para essas áreas e capturar lendários míticos como Lugia, Ho-Oh e Deoxys. Como esses eventos oficiais praticamente nunca chegaram ao Brasil na época do GBA, esse é, na prática, um conteúdo inédito para os jogadores brasileiros.

Conclusão da análise de Pokémon FireRed e LeafGreen
Pokémon FireRed e LeafGreen no Nintendo Switch entrega exatamente o que promete: uma viagem ao passado, sem filtros e sem facilidades modernas. Trata-se de um port cru, com ajustes pontuais de conectividade.
Por R$ 120,00, o pacote pesa no bolso. O maior incentivo para a compra é estritamente a nostalgia e, claro, a oportunidade histórica de explorar as ilhas que nenhum jogador brasileiro teve a oportunidade de fazer. Se você quer reviver a aventura em Kanto da forma mais tradicional possível e finalmente adicionar Lugia, Ho-Oh e Deoxys à sua equipe de forma legítima, este é o bilhete de entrada. Caso contrário, a falta de modernizações pode tornar o preço difícil de justificar.

Essa análise de Pokémon FireRed e LeafGreen segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.
Um port que cumpre seu papel, mas possuí apenas nostalgia como justificativa
Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 7
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 7
Narrativa - 7
7
Bom
Pokémon FireRed e LeafGreen no Nintendo Switch entrega exatamente o que promete: uma viagem ao passado, sem filtros e sem facilidades modernas.





