Depois de tantos, mas tantos rumores sobre a chegada de Diablo IV ao Nintendo Switch 2, eles finalmente se concretizaram. Diablo IV: Age of Hatred Collection desembarca no atual console da Nintendo trazendo não apenas o jogo base, mas também todas as expansões inclusas, garantindo que os novos jogadores tenham a experiência completa deste incrível RPG. Mas será que a adaptação ficou boa no console híbrido? Vamos descobrir agora.
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Diablo IV: O que é? Onde vive? E o que come?
Diablo IV mantém a essência da franquia com suas cinco classes iniciais (Bárbaro, Feiticeira, Renegada, Druida e Necromante), mas também inclui os heróis que chegaram posteriormente (Natispírito, Paladino e Bruxo). O jogo amplia imensamente as possibilidades de evolução por meio de robustas árvores de talentos e diferentes builds. Cada escolha influencia diretamente o estilo de combate, e a jornada pode ser aproveitada tanto sozinho quanto em grupo.
A principal novidade está na estrutura do mundo, que agora é aberto e vivo. O jogador pode explorar diferentes regiões livremente e deparar-se com missões secundárias, eventos em tempo real, masmorras instanciadas e World Bosses. As montarias e o teletransporte direto para cidades e waypoints tornam a exploração muito mais dinâmica e prática. Essas mudanças dão um respiro à fórmula tradicional da franquia e aproximam o título de uma experiência autêntica de mundo compartilhado.
Visualmente, o título se destaca como o Diablo mais cinematográfico já feito até então, ostentando cutscenes grandiosas, ótima dublagem, cenários ricos em detalhes e uma trilha sonora de alta qualidade. A ambientação ganha força extra ao contar pequenas histórias macabras através do próprio mapa e das missões paralelas. Você pode conferir mais detalhes nas nossas análises anteriores sobre o jogo base e sobre a expansão Lord of Hatred.

Gráficos e desempenho no Nintendo Switch 2
Não chega a ser uma surpresa que os gráficos de Diablo IV: Age of Hatred Collection não se equiparem ao que vemos no PlayStation 5 ou no PC. Ainda assim, o jogo entrega uma experiência visual bastante competente, principalmente se você jogar no modo portátil, onde a resolução inferior é mascarada pelo tamanho da tela.
Em questão de desempenho, o título oferece duas opções gráficas:
- Modo Qualidade: Traz ray tracing, melhor resolução, maior densidade de detalhes e sombras otimizadas, mas crava a taxa de quadros em 30 FPS.
- Modo Desempenho: Desativa a maioria dos efeitos adicionais (como o ray tracing) para rodar o jogo a fluidos 40 FPS, algo muito familiar ao que vimos no excelente port de Cyberpunk 2077 para o Switch 2.
Quem for jogar Diablo IV na TV precisa ter ciência de que terá a experiência visual mais modesta entre todas as plataformas disponíveis no mercado. Por isso, aconselho fortemente o uso do modo portátil. Vale lembrar que, como o nome sugere, esta edição engloba todo o conteúdo e expansões já lançadas, entregando a jornada definitiva de Santuário em um único pacote.

Utilização das funções do Nintendo Switch 2
Esta coletânea desempenha um papel muito superior a inúmeros ports que o console recebe e que simplesmente ignoram as características nativas do aparelho. Primeiramente, devo parabenizar o áudio 3D no modo portátil, que está incrivelmente imersivo. Além disso, o título usufrui da touchscreen para agilizar a navegação nos menus, levando em conta que a interface de Diablo IV exige muitos comandos de botão nos consoles tradicionais.
Infelizmente, o uso do Joy-Con como ponteiro de mouse não foi aproveitado, o que poderia trazer uma camada tática muito interessante para o gameplay. Contudo, o Switch 2 permite que você conecte mouse e teclado USB para jogar de modo semelhante ao PC.
Como recomendei fortemente o modo portátil no tópico anterior, é vital fazer um alerta: devido à exigência de estar sempre conectado aos servidores da Blizzard, é necessário ter uma rede Wi-Fi ativa o tempo todo para jogar. Isso acaba atrapalhando e limitando a verdadeira portabilidade do aparelho em viagens.

Conclusão de Diablo IV: Age of Hatred Collection
Diablo IV: Age of Hatred Collection no Nintendo Switch 2 é o pacote definitivo para quem deseja levar a guerra contra os Males Supremos na mochila. Ao incluir o jogo base e todas as expansões lançadas até o momento, a coletânea entrega centenas de horas de conteúdo formidável e combates viciantes.
Embora o modo TV evidencie os inevitáveis sacrifícios gráficos da adaptação, o modo portátil brilha intensamente ao disfarçar as limitações visuais e aproveitar os recursos do console (como o excelente áudio 3D e a navegação por tela de toque). A ausência de suporte aos Joy-Cons como mouse é uma oportunidade perdida, e a exigência de conexão constante com a internet pode frustrar a jogatina na rua. Contudo, desde que haja um Wi-Fi por perto, esta é uma conversão sólida, polida e muito bem-vinda que enriquece a biblioteca do híbrido da Nintendo.

