Hands-on: Stranger Than Heaven

John Century virará história

Anderson Mussulino ·

Como um grande amante da franquia Yakuza (Like a Dragon), eu não poderia ir à Brasil Game Show 2026 sem experimentar a demo do tão aguardado Stranger Than Heaven. O título promete trazer uma evolução absoluta de tudo aquilo que a RGG Studio aprendeu ao longo dos anos. Mas como foi esse passeio pelo Japão através de eras distintas? Vamos conferir agora mesmo.

Porradaria em três períodos diferentes

O que mais chama a atenção em Stranger Than Heaven é a jornada temporal do protagonista, Makoto Daito. Durante a demo, pudemos viajar para os anos de 1915, 1929 e 1943, visitando cidades completamente diferentes em virtude das localizações e dos recortes históricos específicos de cada época.

Por mais que a vontade fosse ignorar o objetivo principal para apenas explorar os mapas e aproveitar cada detalhe, a demonstração vai direto ao ponto. O intuito claro do estúdio era apresentar a ambientação e, principalmente, o novo sistema de combate (do qual falarei logo mais).

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Visualmente, a direção de arte do jogo é belíssima. Notei a presença de um certo serrilhado nas bordas, mas é difícil cravar se isso ocorreu por estarmos jogando muito perto da tela no estande ou se é apenas uma limitação natural desta build de testes. De qualquer forma, é impressionante ver como o mapa é vivo, repleto de NPCs se movimentando e interagindo de forma muito orgânica em tempo real pelas ruas.

Um combate inédito feito pela RGG Studio

Durante as lutas da demonstração, ficou evidente que os desenvolvedores buscaram criar algo genuinamente novo, distanciando-se da fórmula tradicional consagrada em Yakuza. Aqui, controlamos os braços de Daito de forma independente: os botões L e R desferem golpes com a mão correspondente. Os gatilhos inferiores assumem a função dos famosos ataques pesados. Além disso, ao segurar um dos botões, o protagonista concentra força para o próximo golpe, causando um dano devastador.

Daito não luta exclusivamente com os punhos. Ele tem à disposição uma faca yanagi e armas improvisadas brutais, como um pedaço de cano metálico ou os restos de uma placa de trânsito. Cada armamento possui uma utilidade única que altera completamente o ritmo e a abordagem dos confrontos. A mecânica de defesa também exige adaptação, pois é preciso combinar um botão de ataque com o Círculo/B. Já a esquiva fica fixada no X/A.

Os embates são extremamente coreografados. Esse brilho ganha destaque máximo na luta final da demonstração, contra um chefe armado com uma katana. Foi nesse momento que o verdadeiro potencial do novo sistema se revelou, já que exigia uma curva de aprendizado maior.

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Stranger Than Heaven

O que achamos de Stranger Than Heaven?

Stranger Than Heaven tem absolutamente tudo para se consagrar como o maior e mais ambicioso título já produzido pela RGG Studio. Mesmo em uma demo curta, ficou claro que a desenvolvedora reuniu toda a experiência acumulada ao longo de décadas para entregar uma fundação sólida.

Ao ousar com uma trama fragmentada no tempo e um sistema de batalha que abandona a zona de conforto do estúdio, a empresa prova que ainda tem muita criatividade a explorar. Se o produto final mantiver a qualidade técnica da imersão e a intensidade coreografada das lutas vistas nesta prévia, este será, sem sombra de dúvidas, o título responsável por abrir o ano de 2027 com chave de ouro.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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