Análise: Like no Other é uma experiência interessante

Leonardo Coimbra ·

Like no Other é mais um jogo brasileiro que foi lançado neste ano e aqui nós trazemos sua análise para cravar se o jogo baseado em antigos jogos Point and Click, em especial nos da Lucas Arts, se sustenta em 2022.

A análise de Like no Other foi possível graças a um código cedido pela produtora. Ele já está disponível para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series e PC via Steam e conta com legendas em PT-BR.

Uma bela, mas curta aventura

Fazer a análise de Like no Other é um tanto complexa, não pelo jogo ser rico em detalhes e mecânicas, mas sim pelo exato oposto. É simples e até demais em alguns momentos. Para se ter ideia, eu finalizei o game em menos de 1 hora.

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Mas isso não chega a depor contra o jogo. Apenas tenha em mente que é um jogo para finalizar em uma única sentada.

Sobre sua história, Like no Other é bem direto ao ponto. Um senhor embarca em uma aventura para recuperar um livro em um mundo pós apocalíptico. Embora seja uma breve experiência, a dublagem é boa e te coloca no clima dessa aventura. Infelizmente o jogo não conta com nenhum tipo de reflexão ou personagens bem trabalhados. Apenas uma aventura para recuperar o livro.

Enquanto a história é apenas ok, a arte do jogo é de longe o grande destaque. É tudo muito bem feito dando a impressão de ter sido feito a mão. O mundo é extremamente detalhado e visualmente o jogo dá um show.

Por fim, e sendo um destaque positivo, a trilha sonora te bota no clima correto, embora não seja memorável.

Mecânicas

E indo para a parte do gameplay, Like no Other segue o estilo point and click, ou seja, você contará com o WASD para se movimentar e irá interagir com os itens através do mouse.

Em termos de mecânica, o jogo conta com alguns puzzles que são interessantes, mas particularmente achei eles bem fáceis não tendo que quebrar a cara para evoluir no jogo. No geral os puzzles se resumem a arrastar itens ou então a utilizar as ferramentas que você pega ao longo do jogo para ativar itens.  Como exemplo temos o taco de golfe que é usado até o fim que funciona como uma alavanca.

Algo que não me agradou muito é que muitos itens aparecem destacados no cenário, dentre eles muitas caixas, mas infelizmente nenhuma delas era efetivamente interativa e eu perdi tempo apertando todas as caixas para ver se aparecia algo.

E por fim, o jogo conta apenas com dois mapas. Isso acaba limitando tanto o fator história como as possibilidades de exploração.

Conclusão

Like no Other é um jogo gostoso e curto onde não irá quebrar a cabeça. Porém essa sua simplicidade acaba tolhendo o que ele poderia ser. Por que esse senhor quer tanto o livro? Quem é ele? Por que esse mundo está devastado? Essas são perguntas que não são respondidas e acaba deixando o jogo simples até demais.

Essa análise de Like no Other segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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