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Gamescom Latam: O futuro de Pokémon Go

Bruno Degering ·

Durante a Gamescom Latam 2024, tivemos a oportunidade de conversar com Alan Mandujano, Head da América Latina, e Eric Araki, Country Manager do Brasil da Niantic, sobre o impacto e as iniciativas do Pokémon GO na região.

A entrevista revelou diversas estratégias e desafios enfrentados pela empresa, além de insights valiosos sobre o comportamento dos jogadores latino-americanos. Aqui, exploramos os pontos mais relevantes discutidos durante nossa conversa.

Fortalecendo as comunidades locais

A Niantic reconhece a importância das comunidades para o sucesso de Pokémon GO, especialmente no Brasil. Alan Mandujano destacou que uma das principais iniciativas da empresa é o programa “Clube Campfire”. Este programa visa ajudar as comunidades locais através de um sistema de classificação, onde os jogadores podem competir em diferentes lojas e aprender a melhorar suas comunidades. Além disso, a Niantic oferece promoções e recompensas em dinheiro, incentivando a participação e o engajamento.

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Este programa abrange mais de 80 comunidades em mais de 65 cidades pelo Brasil. Isso demonstra o compromisso da Niantic em não apenas promover o jogo, mas também em fortalecer os laços sociais entre os jogadores.

Alan mencionou que mais de 20.000 pessoas saem de suas casas para jogar Pokémon GO, socializar, fazer amizades e se exercitar. Para a Niantic, é essencial mostrar como o jogo pode influenciar positivamente a vida das pessoas, incentivando-as a explorar o mundo ao seu redor.

Adaptando Pokémon Go para o Brasil

Os jogadores da América Latina têm fornecido um feedback valioso à Niantic, ajudando a empresa a adaptar o jogo às necessidades locais. Eric Araki explicou que o Brasil, por ser um país de grandes dimensões, apresenta desafios únicos, como a quantidade de PokéStops. A Niantic está trabalhando para aumentar a jogabilidade em cidades brasileiras, tornando-as comparáveis a grandes metrópoles como Tóquio.

Uma das estratégias adotadas pela Niantic é a integração de dados de código aberto para aumentar o número de PokéStops, garantindo que os jogadores tenham locais seguros para jogar. Além disso, a empresa fez mudanças na estrutura de preços para tornar o jogo mais acessível, introduzindo o uso do PIX como método de pagamento. Isso reflete a importância de entender e atender às necessidades específicas de cada mercado local.

Desafios de segurança

A segurança é uma preocupação constante para a Niantic, especialmente no Brasil, onde a violência urbana pode ser um obstáculo para os jogadores. Alan Mandujano e Eric Araki discutiram várias iniciativas para mitigar esses riscos, incluindo a criação de “player heavens” em shoppings e locais seguros. Esses espaços oferecem infraestrutura adequada, como banheiros e praças de alimentação, permitindo que os jogadores se encontrem e joguem em um ambiente protegido.

Além disso, a Niantic organiza encontros comunitários que reúnem milhares de jogadores. Essas reuniões não só fortalecem a comunidade, mas também ajudam a reduzir a violência, pois criminosos são desencorajados a atacar grandes grupos de pessoas. Essas medidas demonstram o compromisso da Niantic em proporcionar uma experiência de jogo segura e agradável para todos os jogadores.

Pokémon Go e as lições da pandemia

A pandemia de COVID-19 apresentou desafios significativos para um jogo que incentiva a exploração ao ar livre. No entanto, a Niantic adaptou-se rapidamente, introduzindo oportunidades de jogo remoto e outras alterações que foram bem recebidas pelos jogadores. Alan Mandujano mencionou que, na América Latina, o recurso de PvP (player versus player) ganhou destaque durante esse período, com muitos jogadores brasileiros e mexicanos se destacando no cenário competitivo.

A Niantic continuou a apoiar o jogo competitivo após a pandemia, organizando eventos de transmissão ao vivo e campeonatos regionais. A empresa também transmitiu pela primeira vez o Campeonato Latino-Americano de Pokémon GO em espanhol e português, mostrando seu compromisso em tornar o jogo acessível e envolvente para todos os jogadores da região.

Perfis e comportamentos dos jogadores brasileiros

Os jogadores brasileiros são conhecidos por sua competitividade e espírito de cooperação. Eric Araki, com sua experiência em esports, destacou que os brasileiros têm um desejo intenso de provar suas habilidades e mostrar ao mundo seu talento. Mesmo com recursos limitados, muitos jogadores conseguem se destacar em Pokémon GO, graças à natureza acessível do jogo.

Além da competitividade, a comunidade brasileira valoriza o jogo em grupo. Diferente de outras culturas, onde os jogadores podem preferir jogar em pequenos grupos, os brasileiros gostam de se reunir em grandes grupos, formando laços de amizade e cooperação. Essa característica fortalece ainda mais a comunidade de Pokémon GO no Brasil, criando um ambiente acolhedor e inclusivo para todos os jogadores.

Planos Futuros para a América Latina

A Niantic está comprometida em expandir e melhorar a experiência de Pokémon GO para os jogadores latino-americanos. A empresa reconhece que a região foi historicamente subestimada por muitas empresas de jogos, mas está determinada a mudar essa realidade. Alan Mandujano e Eric Araki, ambos com raízes em eventos comunitários de Pokémon, entendem a importância de atender às necessidades dos jogadores locais.

Os planos futuros incluem mais eventos localizados, promoções e iniciativas que refletirão as culturas e tradições únicas da América Latina. A Niantic está dedicada a fazer com que os jogadores latino-americanos se sintam valorizados e incluídos, garantindo que Pokémon GO continue a ser um jogo amado e jogado por milhões de pessoas na região.

A entrevista com Alan Mandujano e Eric Araki revelou a dedicação da Niantic em fortalecer as comunidades de jogadores de Pokémon GO no Brasil e na América Latina. Através de iniciativas inovadoras, adaptações locais e um foco constante na segurança e acessibilidade, a Niantic está moldando uma experiência de jogo que ressoa profundamente com os jogadores latino-americanos, garantindo que Pokémon GO continue a prosperar e unir pessoas de todas as idades.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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