Análise: Gripper erra muito mais do que acerta

Bruno Degering ·

Gripper é um jogo de ação lançado para PC e Nintendo Switch, desenvolvido e publicado pela Heart Core. O jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico, onde uma inteligência artificial maligna ameaça a humanidade. O protagonista é None, um jovem que pilota uma moto equipada com um gancho, capaz de arrastar os inimigos e absorver suas habilidades. Nesta análise de Gripper, vamos abordar os principais aspectos do jogo e te mostrar porque você deve ter cautela ao pensar em comprar o jogo.

A análise de Gripper foi possível graças a um código de PC enviado pela distribuidora, a qual agradecemos a confiança e parceria.

Enredo de Gripper

Voltando para encontrar seu mundo natal destruído, None descobre que uma cabeça de robô chamada Zero (risos) é o responsável. Após um embate, None acaba na pior e é “revivido” por seu amigo Cat-Kit. Descobrindo que para viver, ele deve permanecer conectado à sua motocicleta para manter seu novo corpo meio cibernético carregado, Seu amigo gato então revela que ele também deve arrancar os corações de quatro robôs Guardiões para salvar seu mundo e derrotar Zero.

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Parece enredo de filme do Jason Statham, mas é Gripper…

A história de Gripper é contada por meio de cenas animadas e diálogos entre os personagens. O jogo explora temas como família, amizade, sacrifício e rebelião. None é um herói relutante, que precisa enfrentar seus medos e sua culpa para salvar seus pais, que foram capturados pela inteligência artificial. O jogo tem alguns momentos emocionantes e surpreendentes, mas também alguns clichês e furos de roteiro.

Visual e Jogabilidade

Como dito antes, Gripper é um jogo que te coloca na pele de um “homem-moto” armado com uma garra gigante. Você pode usar essa garra para agarrar objetos, inimigos e até partes do cenário para resolver os desafios e avançar na história. A jogabilidade é muito divertida e dinâmica no início, pois você tem que combinar a garra com outras armas e habilidades para enfrentar os perigos do mundo devastado. Porém, em pouco tempo você acabará enjoando de repetir sempre as mesmas manobras e ficar tacando qualquer coisa que seja nos inimigos.

Quando vamos para os gráficos, Gripper tem um visual estilizado, com cores vibrantes e cenários detalhados. O jogo usa uma perspectiva isométrica, que permite uma boa visão do campo de batalha. Os efeitos de luz e sombra são bem feitos, assim como as animações dos personagens e dos chefes.

O jogo roda de forma fluida na maioria das situações, mas pode apresentar algumas quedas de framerate em momentos mais intensos. Importante dizer que fiz a análise diretamente de um Steam Deck, e talvez por isso eu tenha achado a câmera distante demais e difícil de enxergar pequenos objetos em certos momentos.

Trilha-Sonora e alguns problemas complicados

A trilha sonora de Gripper é composta por músicas eletrônicas, que combinam com o clima cyberpunk do jogo. As músicas são variadas e dinâmicas, mudando de acordo com a situação. As músicas dos chefes são as mais marcantes, criando uma atmosfera de tensão e adrenalina. Os efeitos sonoros também são bem feitos, destacando os sons da moto, dos tiros e das explosões.

Apesar de ser um jogo desafiador, que exige habilidade e reflexos do jogador, o game tem alguns problemas que podem atrapalhar a experiência. Um deles é a falta de um mapa ou de uma indicação clara do objetivo, o que pode gerar confusão e perda de tempo.

Outro problema é a dificuldade desbalanceada, que pode frustrar os jogadores menos experientes ou pacientes que buscam outro tipo de experiência – já que a dificuldade não parece justa em alguns momentos, algo como aquele tipo de dificuldade da era 8 ou 16 bits. Além disso, o jogo tem alguns bugs e glitches, como travamentos, quedas no som e erros na interface.

Conclusão

Gripper pode até ser um jogo de ação divertido e empolgante em seus primeiros momentos, oferecendo muita velocidade, curvas fechadas e combate sobre duas rodas. Mas eele esbarra na repetição, na dificuldade baseada em decisões ruins de design de cenário e dano dos inimigos.

O jogo tem um visual bonito, uma trilha sonora envolvente e uma história interessante e louca. Mas mesmo assim, o que acaba sobressaindo são alguns problemas técnicos e de design, que podem comprometer a diversão do jogador.

Essa análise de Gripper segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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