Análise: CONVERGENCE diverte com uma jogabilidade desafiadora e muito dinâmica

Nicolas Togashi ·

Pouco mais de um mês após o lançamento de The Mageseeker, a Riot Forge lançou CONVERGENCE (Estilizado como CONV/RGENCE), o novo capítulo que coloca em análise histórias de personagens populares do universo de League of Legends. Desta vez dando holofotes a Ekko e a ambientação de Zaum, o jogo apresenta uma jogabilidade focada em plataformas e movimentação que possuem uma enorme e satisfatória curva de aprendizado.

Totalmente diferente do último jogo lançado pela produtora, desta vez o desenvolvimento do game ficou nas mãos da canadense Double Stallion. Com dois projetos anteriores lançados, o estúdio é conhecido por possuir um estilo artístico bastante cartunesco e polido. E CONVERGENCE chega como o grande título produzido pela companhia, colaborando com a Riot Games para dar vida a uma história obscura e dinâmica.

Essa análise de CONVERGENCE: Uma História de League of Legends foi feita graças a um código de PS5 cedido pela desenvolvedora. CONVERGENCE: Uma História de League of Legends será lançado em 23 de Maio para Playstation 4 e 5, Xbox One e Series, Nintendo Switch e PC (via Steam Epic Games Store), totalmente localizado em Português do Brasil.

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O lance não é quanto tempo você tem, é como você usa

Situado na distópica Zaum, a narrativa foca totalmente no protagonista Ekko e as pessoas à sua volta. O jovem inventor utiliza suas habilidades para criar invenções capazes de manipular o espaço tempo, e serve como um jovem herói à população do local obscuro que habita. Com grandes problemas de criminalidade, gangues e sendo a escória do reino de Piltover, Zaum também é conhecida pelo ar tóxico resultante de experimentos e indústrias altamente poluentes. E por ser localizado logo abaixo de Piltover, a realidade da nação é pouco notada pelos seus colegas da elite.

Neste cenário, Ekko conhece seu eu do futuro, que promete trazer uma maneira de consertar os erros de seu tempo, com a utilização de suas diversas engenhocas para resgatar materiais perigosos e evitar catástrofes ainda maiores. Com isso, o Ekko do presente entra em um paradoxo temporal repleto de reviravoltas.

O jogo conta com a participação de diversos personagens conhecidos de League of Legends e colecionáveis que referenciam skins e outros elementos do jogo original. Ainda, há uma representação divertidíssima das mais diversas habilidades do protagonista, perfeitamente traduzidas para uma jogabilidade nada semelhante ao LOL que conhecemos. Fora isso, a narrativa aprofunda e muito a história do universo, expandindo a ambientação que vimos tanto no jogo quanto na popular série Arcane.

O dia de alguém tá prestes a ser detonado

Com a proposta de entregar um jogo focado em exploração e combate inspirado por platformers conhecidos, CONVERGENCE traz uma perspectiva que se converte muito bem ao ambiente que cerca Ekko. Em uma terra repleta de construções decadentes, sucatas, canos e indústrias, faz total sentido vivenciar a aventura por meio de plataformas. A mobilidade pelos cenários é divertida e, no melhor estilo Metroidvania, os jogadores são desafiados a navegar por cenários enormes e cheios de caminhos expansivos que recompensam com colecionáveis e melhorias, se corretamente navegados.

Ekko pode utilizar de diferentes ataques e mecânicas para enfrentar seus inimigos, com melhorias para cada uma de suas habilidades. Ainda, há a possibilidade de desbloquear mais tipos de ataque com a quantidade de engrenagens que possuir. Mas em relação a seu kit de habilidades básicas, o personagem conta com ataque corpo-a-corpo, desviar de ataques e seu principal poder: Voltar no tempo.

Como mecânica central da aventura, e referenciando o jogo original, Ekko possui uma quantidade de cargas para retornar no tempo e refazer seus erros. Isto é útil tanto em combate, para recuperar pontos de vida perdidos, quanto em momentos que os jogadores errarem o tempo de sua movimentação. Essa habilidade pode ser recarregada ao coletar itens no cenário, e é possível aprimorar este número de retornos ao coletar certos colecionáveis. Vale ressaltar que esta é apenas uma das diversas habilidades desbloqueáveis durante a aventura.

Cada segundo importa

Apesar do game contar com diversas maneiras de garantir que você refaça seus erros, ainda é possível (e mais frequente que eu esperava) chegar a zero vidas e zero retornos no tempo. No entanto, a experiência não é muito punitiva e é divertido tentar novamente. Fora isso, a quantidade de mecânicas diferentes torna a jogabilidade dinâmica a todos os momentos, e não é muito espaçado o desbloqueio de novos poderes.

Assim, o jogo se torna cada vez mais complexo, e certos objetivos adicionais devem colocar a coordenação motora à prova para serem coletados. Em certos pontos, existem seções quase que inteiramente focadas em mobilidade e que contam com um tempo limitado para serem completadas. Estas seções são bem desafiadoras, mas trazem um sentimento prazeroso de conquista se vencidas. Fora isso, recompensas extras referenciam personagens e skins de LOL, trazendo uma graça a mais para fãs da franquia.

Vale ressaltar que todo o kit de habilidades de Ekko e inclusive de outros personagens de League of Legends foram fielmente traduzidos em CONVERGENCE. A quantidade de referências é extensa e todas as falas dos personagens são dubladas pelas mesmas pessoas que os dublam nos outros jogos e séries. Isto mostra ainda mais o capricho empenhado pela Riot Games na publicação do game.

Zaun é o futuro

A retratação visual de Zaum é fiel a outras mídias, principalmente ao que vimos em Arcane, da Netflix. Com um ar caótico, referências a personagens-chave deste ambiente e uma visualização da população desolada que vive ali, é imersivo experienciar a narrativa. Fora isso, a trilha sonora remete diversas melodias de Arcane e nos trazem ainda mais ao mundo industrial que Ekko habita.

No entanto, em meio a isso, certos personagens continuam esperançosos em tornar o lugar mais digno. E este sentimento transparece aos jogadores durante toda a experiência. Também, não podemos nos esquecer de reviravoltas que fazem a narrativa progredir de maneira inesperada e interessante.

Análise CONVERGENCE

Ekko também recebe uma grande evolução em sua personalidade, mostrando nuances pouco abordadas acerca do personagem nas obras anteriores. A narrativa de CONVERGENCE inicia com pensamentos e ideologias concretas no que o mesmo acredita, mas conforme experiência os diferentes acontecimentos, suas crenças são colocadas em análise a fim de definir sua própria moral.

Ninguém pode me segurar

CONVERGENCE coloca em análise diversas ideias inovadoras para o universo de League of Legends, tanto em sua narrativa quanto na jogabilidade. Com a tradução extremamente fiel da obra original nas mecânicas de Ekko e também na personificação do protagonista, o game consegue divertir e desafiar os jogadores em um ótimo platformer.

Análise CONVERGENCE

Servindo como um Metroidvania leve e com um grande fluxo de novas mecânicas, o jogo exigirá dedicação dos jogadores para se movimentarem pelos cenários, e enfrentar grandes quantidades de inimigos e oponentes desafiadores. No entanto, a jogabilidade não é punitiva e é fácil retornar ao ponto anterior para realizar uma nova tentativa. Fora isso, a quantidade de retornos no tempo não é escassa e deve permitir muitas segundas chances antes de apresentar uma tela de derrota.

O jogo instiga tanto fãs de League of Legends pela quantidade de referências a este universo mas, assim como The Mageseeker, não se limita a um nicho específico e nem a conhecimentos anteriores para entregar uma experiência completa.

Análise CONVERGENCE

A análise de CONVERGENCE: Uma História de League of Legends segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Nicolas Togashi

Graduado em desenvolvimento de jogos e aficionado por essa mídia, perde mais tempo jogando do que efetivamente utilizando a graduação para alguma coisa. Ama RPGs, e se esforça para ser um bom aliado nos jogos online.

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