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Análise: Total War Pharaoh não é tão inovador, mas é excelente

Além de uma linda representação do Egito antigo.

Desenvolvido pela Creative Assembly e distribuído pela Sega, recebemos uma cópia de mais um game da franquia de guerra massiva Total War. Dessa vez, teremos batalhas em desertos e utilizaremos a aproveitaremos das riquezas que as cheias do rio Nilo proporcionam. Será que conquistaremos o título de Faraó ou cairemos perante constantes invasões? Venha conferir em nossa análise de Total War Pharaoh.

O game está disponível para PC via Steam e conta com legendas e interface em PT-BR.

O Egito conflituoso do final da Era de Bronze

Total War Pharaoh se passa em uma época de conflitos, tanto políticos quanto de conflitos religiosos, no Egito, mais precisamente no final da Idade do Bronze. Como o faraó Merneptá está em seus momentos finais de vida, existe uma tensão entre as facções egípcias para decidir que será o próximo faraó. Isso gera intrigas, confrontos e guerras civis. Traições, tramas, assassinato, tudo será ferramenta para conseguir atingir nossos objetivos.

Junto a isso, invasões de misteriosos “Povos do Mar” eclodem pela região, tornando o clima ainda mais tenso e complicado. O game conta com 8 facções jogáveis e já existem planos para outras futuras em DLCs já confirmados. Podemos entrar na disputa política e na revolta civil que assola o Egito nessa época. Ou podemos escolher um dos povos invasores para saquear e conquistar toda a região.

Como sempre, Total War se passa em um período histórico, mas a liberdade de escolha e sempre nossa. Cada facção possui pontos fortes e fracos. Além de unidades específicas, mesmo se tratando da mesma etnia. Isso acaba tornando certas estratégias mais eficientes de acordo com o grupo escolhido. Por exemplo, o líder Canaanita Isur possui unidades fortes perfeitas para sua meta de invasão. Enquanto Ramsés, um dos líderes Egípcios, possui mais ações na corte – explicarei mais a frente – aumentando consideravelmente suas ações políticas. Cabe a gente, escolher a que mais nos agrada/diverte.

Uma linda representação das terras egípcias

Para os mais acostumados com a franquia, graficamente talvez o game possa decepcionar. Isso por que é utilizada a mesma engine dos games anteriores como Rome 2 e Troy, o que significa que ele possui basicamente os mesmos gráficos. Isso não é necessariamente ruim, pois por se tratar de um game com batalhas massivas entre diversos exércitos, não existe um aumento no que é exigido para rodá-lo. Da mesma forma, o que já era entregue nas versões anteriores da franquia, é algo bonito de se ver.

O principal destaque está em sua ambientação. Como um game que nos entrega liberdade, porém possui uma ambientação histórica, a reprodução da região do Egito está impecável. Os desertos, oásis, as cidades e estruturas típicas, assim como as unidades e seus uniformes, tudo está muito bonito e agradável de se ver. Junto a isso, temos tempestades de areia que atrapalham a visão das unidades entre outros efeitos muito bem-feitos.

Resumindo, no que diz respeito ao visual do game, os produtores estão de parabéns. Por um lado, não entregaram uma evolução que agrada os mais exigentes. Mas por outro, temos uma representação linda da cultura local, o que é um deleite visual, principalmente para os que gostam dessa ambientação.

Análise: Total War Pharaoh

Total War Pharaoh não traz grandes novidades, mas agrada – Análise

Total War Pharaoh segue praticamente os mesmos padrões da franquia. Temos mapa estratégico, onde administramos nossos exércitos, cidades e recursos em turnos. E temos o campo de batalha, onde precisamos usar o ambiente, relevo e até mesmo o clima como elementos estratégicos em batalhas com exércitos massivos.

O game entrega mais novidades na parte política, administrativa e religiosa. Como mencionado anteriormente, o principal – porém não único – objetivo é acendermos ao trono do Egito, ou seja, nos tronarmos faraó. O caminho para isso se divide entre politicagem e conflitos. Para o primeiro, precisamos aumentar nossa legitimidade e utilizar de ações por turno que envolvem tramas, fofocas, busca de apoio e até mesmo assassinato. O segundo já é autoexplicativo. Participar de guerras civis contra nossos rivais ao trono nos leva a guerra.

Análise: Total War Pharaoh

A parte administrativa envolve mais diplomacia e atenção aos eventos externos. Por se tratar de uma região dependente das cheias do rio Nilo, utilizar seus períodos férteis e produzir construções específicas ajuda a ter uma coleta mais eficiente de recursos. Da mesma forma, as regiões são mais eficientes em produção de certos recursos e a manutenção de um exército é algo extremamente caro. Logo, precisamos utilizar de acordos de permutas, onde trocaremos os recursos em abundância pelos que mais tivermos carência.

Por último, a parte religiosa é algo bastante interessante. Explorando os mapas e desenvolvendo pesquisas, conhecemos novos deuses e podemos cultuá-los construindo templos e cobrando favores religiosos. Cada um possui bônus administrativos e estratégicos, porém sua quantidade é limitada. Logo, precisamos escolher o que mais nos favorece de acordo com a estratégia que estamos abordando em nossa partida, pois sua escolha é permanente.

Análise: Total War Pharaoh

Depois da calmaria, vem a tempestade

Falando da experiência auditiva que tive com o game, já tive uma experiência agradável no menu inicial. Isso tem um quê de gosto pessoal, pois gosto muito da temática escolhida, o que ficou bem representado em sua trilha sonora também. O jogo entrega músicas egípcias bem características que são bem utilizadas. Enquanto escutamos algo mais calmo e agradável no desenrolar da parte estratégica, esbarramos com algo mais agitado e urgente nos confrontos.

E falando neles, a parte principal que sempre me agradou nos games da franquia são os efeitos nas batalhas. Eles sempre representaram bem um filme épico de guerra. O barulho aterrorizante da chuva de flechas, o estrondo e os gritos de guerra de exércitos de chocando, o som das carroças de guerra. Todos esses efeitos somados no campo de batalha chegam a dar arrepio, em especial para quem gosta de filmes com batalhas massivas.

Análise: Total War Pharaoh

A dublagem do game também é boa, embora eu ache estranho o inglês com sotaque. Isso não é uma característica exclusiva do game, pois vemos essa representação em diversas obras. Também é impossível de se fugir desse esteriótipo, pois não existem informações precisas de como era o egípcio falado dessa época. Porém não deixa de ser um pouco estranho.

Conclusão da nossa análise de Total War Pharaoh

Espero que meu julgamento não esteja comprado pela franquia, que já sou fã, e nem pela temática que eu amo. Mas me arrisco a dizer que Total War Pharaoh foi uma escolha bem assertiva de seus desenvolvedores. Trazendo de volta a temática histórica que franquia já teve, o game entra em um conflito que já foi esbarrado em versões anteriores, mas nunca explora tão afundo.

Junto a isso, temos uma representação linda do Egito e da cultura da época, o que foi um deleite para meus olhos, embora graficamente o game não possua uma evolução. Sua jogabilidade se mantém a mesma, mas também entrega algumas novidades bem agradáveis para o tema e época em que o game se passa.

Isso tudo somado a música temática, os efeitos clássicos dos conflitos fazem com quem Total War Pharaoh seja uma experiência extremamente agradável, em especial para os fãs do gênero. Talvez seu maior ponto fraco seja o preço um pouco salgado para pouca novidade. Logo, para os mais exigentes em pagar por algo mais inovador, aguardar por uma promoção pode ser mais interessante.

Essa análise de Total War Pharaoh segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Total War Pharaoh

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 8
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 8

8.3

Ótimo

Total War Pharaoh é mais uma escolha assertiva na temática da franquia que mantém a jogabilidade clássica enquanto entrega poucas novas, mas interessantes e desafiadoras.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.

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