A Activision lançou ontem os aguardados ports de Black Ops e Black Ops 2 para PlayStation 4 e PlayStation 5. Embora as novas versões tenham chegado cercadas de expectativas, análises técnicas revelam que a experiência visual nos consoles da Sony apresenta uma vantagem nítida em relação ao que é oferecido atualmente nas plataformas da Microsoft.
Desempenho técnico de Black Ops favorece plataforma da Sony
De acordo com testes realizados pela Digital Foundry, os novos ports de Black Ops rodam em uma resolução nativa de 1080p com taxa de quadros travada em 60 FPS. Essa configuração é aplicada tanto no PlayStation 4 quanto no PlayStation 5, oferecendo uma imagem mais limpa do que as versões disponíveis no ecossistema Xbox.
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Atualmente, os jogadores de Xbox Series X e Xbox Series S dependem da retrocompatibilidade para acessar os títulos originais do Xbox 360. Como resultado, o hardware da Microsoft permanece limitado à resolução original de 608p. No PlayStation, as versões desenvolvidas com auxílio da Iron Galaxy funcionam como builds nativas, o que permite o ganho de nitidez para o padrão Full HD, embora fiquem abaixo dos 4K esperados pela comunidade para o hardware atual.
Ausência de melhorias gráficas e polêmica de preços
Apesar da vantagem em resolução, os ports foram recebidos com críticas por parte dos especialistas e fãs. A ausência de recursos modernos, como suporte a 120 FPS, controles de campo de visão (FOV) e anti-aliasing, fez com que as versões fossem classificadas como conversões simples em vez de remasterizações. O PlayStation 5 teria poder de processamento suficiente para entregar 4K nativo, mas a Activision optou por uma entrega mais conservadora.
Outro ponto de discórdia é o modelo de comercialização. Cada jogo está sendo vendido por 40 dólares, sem incluir os pacotes de conteúdo adicional, que exigem a compra separada de passes de temporada. Assinantes do PlayStation Plus receberam um desconto inicial, reduzindo o valor para cerca de 20 dólares por título. Além das limitações visuais, jogadores notaram a remoção do contador de jogadores ativos, funcionalidade presente nos lançamentos originais de 2010 e 2012.
O lançamento desses ports no PlayStation ocorre em um momento em que a marca Xbox detém a propriedade da franquia. A discrepância técnica gerou debates sobre a priorização de plataformas, visto que uma versão nativa otimizada para o Xbox Series X ainda não possui uma data de lançamento confirmada pela editora.
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