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Hands-on: Shadowverse: Worlds Beyond Latam

Anderson Mussulino ·

Shadowverse é uma franquia de card game digital desenvolvida pela Cygames, o mesmo estúdio responsável pelo sucesso Granblue Fantasy. A marca conseguiu grande destaque quando seu anime foi lançado em 2020, ganhando inclusive uma sequência em 2022 intitulada Shadowverse Flame. Inicialmente, o jogo de cartas era acessível exclusivamente no simulador Shadowverse CCG, lançado em 2016 para Android, iOS e Windows. Devido à fama crescente, a franquia ganhou um jogo exclusivo para Nintendo Switch e, posteriormente, o título mais recente chamado Shadowverse: Worlds Beyond, lançado em 2025.

Agora, em 2026, nos preparamos para receber Shadowverse: Worlds Beyond Latam. Trata-se do relançamento do jogo partindo da sua primeira temporada, mas com um diferencial gigantesco: legendas em português do Brasil, o que facilitará imensamente a entrada de novos jogadores interessados no universo. Hoje, dia 22 de setembro, fomos convidados para o hands-on da versão Latam durante um evento que aconteceu no famigerado maid café no bairro da Liberdade, em São Paulo. Vamos contar agora o que achamos da experiência.

Como jogar Shadowverse: Worlds Beyond?

Para entender o jogo, basta encará-lo como uma batalha de estratégia onde o objetivo principal é zerar os 20 pontos de vida do líder adversário antes que ele faça o mesmo com você.

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A partida sempre começa com os dois jogadores recebendo quatro cartas. Se você não gostar do que veio na mão inicial, é possível trocar quantas cartas quiser logo de cara ( temática conhecida como mulligan) para buscar uma estratégia melhor. No primeiro turno, você começa com apenas 1 ponto de energia (chamado de Play Point, ou PP). A cada novo turno, você ganha um ponto adicional, até acumular o máximo de 10. Toda carta jogada consome uma quantidade específica desses pontos, garantindo que o jogo escale e fique naturalmente mais intenso com o passar do tempo. Um detalhe crucial: os PP não se acumulam de um turno para o outro, portanto, não adianta guardar energia esperando usá-la na rodada seguinte.

No tabuleiro, você utilizará três tipos de cartas: os Seguidores (as criaturas usadas para atacar e defender), os Feitiços (que causam um efeito imediato e somem do campo) e os Amuletos (que permanecem no tabuleiro concedendo bônus passivos). A regra de ouro dos Seguidores é o famoso “enjoo de invocação”: quando entram em campo, eles não podem atacar o adversário logo de primeira, precisando esperar até o próximo turno para agir.

É exatamente aí que entra o grande diferencial do jogo: a mecânica de Evolução. A partir de um certo momento da partida, você ganha pontos para transformar suas criaturas em versões muito mais fortes. Quando você evolui um Seguidor, além de ganhar bônus nos atributos de ataque e defesa, ele quebra a regra de espera e pode atacar uma criatura inimiga imediatamente. Em Worlds Beyond, a Cygames elevou o nível com a Super Evolução, que ativa poderes extremamente apelões, garantindo que a sua criatura não receba nenhum dano enquanto limpa o campo do oponente durante o seu turno.

O que achamos?

A temática e as mecânicas de Shadowverse: Worlds Beyond abrem margem para estratégias variadas, mesmo quando o jogador opta por um arquétipo de deck bem específico. Para os novatos, é possível construir um baralho competitivo rapidamente utilizando o construtor automático do jogo, que possui uma inteligência baseada nos principais decks do meta atual, poupando muita dor de cabeça na hora da montagem.

A jogabilidade é bastante fluida. Graças à mecânica de Super Evolução, as partidas são marcadas por constantes reviravoltas. Outros card games acabam pecando por criarem cenários irreversíveis (o famoso “um joga e o outro apenas chora”), onde não há muito o que fazer depois que o oponente estabelece o campo. Shadowverse quebra esse padrão indesejado e entrega um jogo desafiador, frenético e divertido, onde os dois jogadores possuem chances reais de vitória até o último minuto, desde que saibam administrar bem os seus recursos e não gastem suas Super Evoluções à toa.

Conclusão de Shadowverse: Worlds Beyond Latam

Com as duas partidas que jogamos neste hands-on, ficou evidente o quanto este título tem um futuro promissor no mercado nacional. Shadowverse: Worlds Beyond Latam entrega um formato evoluído e otimizado de um ecossistema que já acumula 10 anos de bagagem e lapidação de mecânicas. A adição de legendas em português do Brasil quebra a maior barreira de entrada da franquia, enquanto o sistema de Super Evolução garante combates dinâmicos que recompensam a leitura de jogo e a estratégia.

Se você procura um card game digital competitivo, com belíssimas artes e onde nenhuma partida está ganha até o último ponto de vida cair, fique atento neste lançamento.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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