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Análise: Artificial Extinction é Tower Defense com um pingo de FPS

Leonardo Coimbra ·

Artificial Extinction tenta pegar o já consolidado gênero de Tower Defense e adiciona uma pitada de FPS! Esqueça ter um visão de cima e colocar as torres para defender um caminho. Aqui você estará no meio da ação com sua sniper e deverá resistir por longos e difíceis 9 dias.

O jogo já foi lançado para PC e não possui legendas em Português. Adicionalmente, embora ele tenha suporte para controle, a parte de mira simplesmente não funciona como deveria e é horrível mirar com um controle. E para fechar essa introdução, vale dizer que o jogo foi desenvolvido somente por um única pessoa, Chris Dawson. Confiram abaixo nossa análise!

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Inteligência Artificial tomou conta de tudo

Em Artificial Extinction temos um grande pavor da modernidade que é um levante das máquinas através da Inteligência Artificial. Após a Terra ser dominada por máquinas, caberá a você reunir recursos o suficiente para fugir do planeta com sua família. E essa aventura durará 9 dias de terror!

Em sua jornada você terá um drone que possui uma inteligência artificial mais antiga, ou seja, ele não irá querer se juntar as outras máquinas e te matar. A medida que você vai passando ele vai contando um pouco da história da Terra e do levante das máquinas. Não espere nada profundo…

Belos gráficos na Unreal Engine

Algo que Artificial Extinction não deixa a desejar são os gráficos. Tendo por trás a poderosa Unreal Engine, você poderá ver diversos tipos de terrenos com uma excelente iluminação. Neles, sempre estarão uma Terra devastada e consumida pelas máquinas. Tendo a biosfera comprometida, sempre parecerá que está em um grande deserto onde a vida já acabou.

O interessante é que a medida que você vai evoluindo nos desafios, os cenários vão adicionando mais dificuldades através do game design. Como exemplo posso citar a inclusão de corredores ao invés de somente uma planície. Ou então diversos terrenos com alturas e estratégias diferentes.

Já algo que não se destaca é a trilha sonora. Ela é somente ok e encaixa razoavelmente bem, mas certamente não é memorável.

Tower Defense e FPS funciona em Artificial Extinction?

O gameplay de Artificial Extinction é um tanto simples. Sua missão principal é sempre pegar gasolina para poder chegar ao próximo ponto e resgatar sua família. Para tal você deverá encaixar um extrator em um ponto específico. Adicionalmente, você poderá encaixar até 5 extrator em um campo de energia e mais 5 em um campo de metais.

A partir daí você poderá construir torretas de longo alcance, curto alcance, disparar do mísseis e por ai vai. Sempre será necessário ficar de olho em seus recursos e da onde os inimigos estão atacando. É possível evoluir cada uma de suas defesas duas vezes a deixando mais forte e/ou rápida.

O legal é que a medida que o jogo vai avançando, novas estratégias podem ser montadas, além do fato de seu robô lhe dar valiosas dicas e ajudar na recuperação de seu arsenal.

E no meio desse tiroteio todas suas ações serão feitas no meio do campo de batalha e manualmente, tudo na perspectiva de primeira pessoa. Infelizmente o FPS fica por ai. Claro, é possível carregar uma arma e atirar nos inimigos, mas é tudo muito simples. Nem ao menos é possível sentir o peso da arma ou um bom design de som para os tiros. É tudo muito simples.

Funciona? Sim, funciona. Mas deixa a desejar, pois poderia ser muito mais.

Veredicto

Artificial Extinction cumpre o prometido e entrega um belo jogo com foco na mecânica de Tower Defense. Entendo que por ter sido feito por apenas uma única pessoa, ele conseguiu entregar um jogo muito sólido e competente.

Infelizmente ele não passa de um jogo “ok”. O jogo é sim muito desafiador, porém, com um pouco mais de polimento ele poderia se destacar. Como exemplo, é um tanto confuso saber que arma precisa ou não ser consertada. Não tem um indicador fácil no mapa ou que arma está sendo melhor utilizada, matando mais inimigos e em qual nível está.

Essas melhorias podem ser adicionadas em um update futuro e tornará o jogo muito melhor.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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