Análise: Denshattack!

Definitivamente um jogo muito louco.

Anderson Mussulino ·

O que poderia dar errado em um jogo onde você dirige um trem em alta velocidade e precisa mantê-lo nos trilhos? É exatamente sobre isso que se trata Denshattack!, desenvolvido pela Undercoders. Embora não seja o primeiro título do estúdio, é, sem dúvidas, o que ganhou mais destaque até agora, principalmente por sua temática bastante peculiar. Vamos descobrir tudo sobre esse jogo inusitado e o que achamos dele nesta análise.

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Japão distópico com trens… Quem nunca?

Denshattack! se passa em um Japão devastado por inúmeras catástrofes climáticas. Esses eventos dividiram o país entre a elite e a população menos privilegiada. As megacorporações controlam livremente as poucas áreas que ainda possuem ar puro, enquanto os sobreviventes das condições escassas precisam se locomover pelos trilhos e até mesmo disputar territórios contra violentas gangues ferroviárias.

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Nessa ambientação, conhecemos Emi, uma entregadora por locomotiva que atua como uma rebelde contra a megacorporação Miraido. Durante a jornada, ela conhece Fernando, que serve como instrutor e grande amigo, ensinando os principais truques de condução na cidade. Aos poucos, a dupla acaba enfrentando as gangues e se consolidando como a principal força de oposição à Miraido.

O elenco é muito carismático e possui personalidades extremamente distintas. Isso garante uma história de fundo divertida e interessante para acompanhar enquanto superamos os desafios de cada fase.

Denshattack

Um Subway Surfers de trem bastante dinâmico

Na jogabilidade, Denshattack! lembra bastante títulos de corrida infinita como Subway Surfers, onde o personagem corre sem parar e o jogador deve desviar dos obstáculos. Contudo, o jogo da Undercoders é muito mais dinâmico e desafiador, principalmente pela grande quantidade de comandos que pode facilmente dar um “nó” na cabeça do jogador no meio da ação.

Para se ter uma ideia, os controles funcionam assim:

  • Analógico direito: Aciona a buzina para espantar o que estiver no caminho.
  • Direcional esquerdo: Alterna rapidamente entre as linhas de trilho.
  • Gatilho ZR: Faz o trem saltar.
  • Gatilho ZL: Realiza um drift com a locomotiva.
  • ZR + ZL simultâneos: Faz o trem despencar com tudo no chão para desviar de obstáculos aéreos durante um pulo.

Parece simples na teoria, certo? Porém, em alta velocidade, as combinações acabam confundindo bastante, e você certamente vai errar algumas vezes. Mas isso não é uma crítica: essa curva de aprendizado deixa o gameplay muito mais desafiador e recompensador.

Durante a campanha, também ocorrem eventos exclusivos que quebram o ritmo padrão. Em um determinado momento, o trem entra em um barco e você passa a controlá-lo, ganhando liberdade para desbravar o mar e surfar nas ondas!

Como se não bastasse, o título conta com um sistema de manobras (sim, como se o trem fosse um skate). Ao saltar, você pode mover o analógico direito para executar truques no ar. Também é possível deslizar por canos de aço no melhor estilo Tony Hawk’s Pro Skater, exigindo que você mantenha o equilíbrio para evitar acidentes catastróficos.

Se o trem bater ou descarrilar, o jogo retrocede alguns instantes e permite que você tente novamente a partir de checkpoints bem distribuídos pela fase. Vale citar que alguns níveis não são lineares, exigindo a conclusão de missões variadas de coleta ou interação usando a buzina.

Gráficos e trilha sonora

Na parte visual, os personagens possuem design de anime, mas só aparecem em belas ilustrações 2D durante os diálogos. Os gráficos in-game (durante o controle do trem) são totalmente em 3D, apresentando um estilo cel-shaded muito estilizado, repleto de cores vivas e vibrantes. Acredito que este seja o melhor e mais polido trabalho já feito pelo estúdio.

A dublagem é excelente, com atuações que combinam perfeitamente com a personalidade do elenco. O design de som das fases também manda muito bem, elevando a imersão na loucura caótica da tela. Tudo isso é embalado por uma trilha sonora absurdamente boa, que mescla batidas instrumentais e vocais em ritmos animados que casam 100% com a energia de Denshattack!.

Conclusão da análise de Denshattack!

Denshattack! é uma grata surpresa ao transformar uma ideia aparentemente simples em uma experiência divertida e repleta de personalidade. A mistura de corrida infinita com condução ferroviária, manobras de skate e eventos dinâmicos faz com que cada fase seja intensa e distinta da anterior.

A ambientação distópica, o elenco carismático e a trilha sonora de ponta constroem uma identidade marcante. Embora a quantidade de comandos exija um período de adaptação, esse desafio faz parte do charme da obra. No fim das contas, Denshattack! prova que ainda há muito espaço para a criatividade no gênero, entregando uma aventura tão inusitada quanto empolgante.

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70 Nota

Denshattack!

Bom

Denshattack! aposta em uma proposta diferente e consegue executá-la com competência, oferecendo fases rápidas, desafiadoras e cheias de personalidade. A jogabilidade dinâmica, a boa ambientação e a excelente trilha sonora fazem do título uma experiência bastante divertida, mesmo exigindo um tempo de adaptação aos seus diversos comandos. É um jogo criativo que merece a atenção de quem busca algo realmente fora do comum.

Desenvolvedor Undercoders
Publicadora Fireshine Games, Boltray Games
Lançamento 15/07/2026
Plataformas Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, PC (Microsoft Windows), PlayStation 5
Dublado PT-BR Não
Legendado PT-BR Sim
Cópia Cedida pela publicadora

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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