Análise: Bus Driver Simulator – o dia a dia de um motora

Bruno Degering ·

Desde o lançamento da franquia The Sims, eu sempre fiquei imaginando que deveriam fazer mais simuladores da vida real, principalmente do dia-a-dia do trabalhador. Alguns anos depois começaram a surgir vários simuladores com essa premissa e, ano após ano, foram se aperfeiçoando para trazer ainda mais a sensação de realidade. E em pleno 2020 temos em mãos para o Nitendo Switch o Bus Driver Simulator.

Baseado no que foi dito, estamos aí para mais uma análise de Bus Driver Simulator, nesse caso na versão para Nintendo Switch, onde a cópia foi cedida gentilmente pela produtora.

Falar de Bus Driver Simulator é fácil

Lançado no último dia 13/11 e produzido pelo estudio Russo KishMish Games, Bus Driver Simulator traz a tona a rotina de um motorista de ônibus que faz as linhas em duas cidades escolhidas pela produtora. Colônia na Alemanha e Serpukhov na Rússia.

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A ideia do jogo é simples e poderia ser inclusive mais criativa como jogos semelhantes, mas em Bus Driver você precisa dirigir escolhendo as rotas que irá cumprir, pegar os passageiros nas paradas de ônibus e arrecadar dinheiro para melhorar ou trocar o seu “possante”, ou melhor ônibus. Tudo isso obedecendo todas as normas de trânsito para não ser penalizado e cumprindo fielmente os horários nos pontos de partida.

Quando digo que é bem simples é porque no modo carreira poderia ter algumas coisas a mais para prender a atenção do jogador, como por exemplo: começar desempregado, ter de trabalhar para uma empresa, construir sua própria empresa e por aí vai. Não é o caso do jogo e isso acaba fazendo com que você perca o interesse rápido.

Como vão os gráficos no Switch?

A parte gráfica não é muito boa. A renderização ficou muito serrilhada e temos vários problemas de iluminação. Essa parte realmente não agrada muito e a impressão que eu tive foi de estar jogando um jogo no meu celular.

Destaco que a empresa se esforçou em fazer o mapeamento das cidades na vida real para trazer para o Bus Driver Simulator, tanto a cidade Alemã como a cidade Russa trouxeram uma certa realidade e por enquanto é o único ponto positivo nesse quesito.

Consegui até conteplar a praça Lenin na cidade Russa que ainda conta com a possibilidade de se jogar no inverno. A parte climática muda com o avançar das horas e também podemos ter variações de temperatura.

Alguns NPCs que caminham pelas ruas tem alguns movimentos muito engraçados e também alguns aparecem mexendo no celular enquanto caminham, ou até mesmo falando ao telefone. Isso demonstra um cuidado em trazer o dia a dia das pessoas, mas a movimentação de alguns deles foge muito da realidade.

No balanço do busão e no gingado da sanfona

A parte sonora do jogo é interessante, tanto a parte do motor, as aberturas das portas e as buzinas, ficaram bem incríveis. Durante os trajetos é possível ligar o rádio. Neste, não é possível escolher o estilo musical, mas o mesmo conta com uma variedade de músicas que vão agradar a todos.

Meu destaque negativo fica por conta de não ter controle de volume e acaba que a música fica muito alta, então preferi jogar com o rádio desligado por maior parte do tempo.

Mas esse jogo num console portátil?

Eu experimentei jogar tanto no mondo handheld, como no dock. A experiencia no dock é bem melhor, mas isso é meio óbvio por ter um televisor maior, conseguir enxergar as coisas com mais nitidez.

Já no modo portátil do Switch, fica bem dificil de visualizar, por exemplo, o velocímetro do ônibus, mas não é uma preocupação grande, já que o jogo não te penaliza por excesso de velocidade.

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Conclusão

Bus Driver Simulator é um título interessante mas que precisava de várias correções e polimentos. Eu curto bastante a ideia de simuladores (tanto que sou um fã de Euro Truck Simulator), mas sua parte gráfica não agrada e isso, aliado a falta de profundidade, torna o jogo monótono e sem desafios ou apelo visual.

E como sempre gosto de pontuar, não temos nossa língua nativa neste jogo. Apesar de não exigir muito da leitura e sim das suas habilidades automobilísticas.

O jogo também está disponível para PC através da Steam.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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