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Análise: Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name

Esse jogo é uma carta de amor aos fãs de Yakuza

Quando Ichiban Kasuga virou protagonista da consagrada franquia Yakuza, agora conhecida por Like a Dragon, acreditávamos que Kiryu finalmente havia se aposentado, principalmente após a conclusão de Yakuza 6: The Song of Life. Porém, o Ryu Ga Gotoku Studio anunciou o retorno do lendário Dragão de Dojima como protagonista de um novo jogo spin-off contando o que ele viveu até os acontecimentos de Yakuza: Like a Dragon. Nossa análise de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name trará tudo sobre essa nova história de Kazuma Kiryu.

Essa análise de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name foi feita graças a um código de PS5 cedido pela Sega. O jogo se encontra com legenda em pt-br.

O homem abandonou a própria vida

Como vimos no final de Yakuza 6: The Song of Life, Kiryu abriu mão de sua vida para que ele pudesse proteger as crianças do orfanato. Pois enquanto ele vivesse sempre haveria um alvo sobre essas crianças. Por mais difícil que a decisão tenha sido, ele forjou a própria morte com auxílio da facção Daidoji que precisava calar o protagonista, uma vez que o mesmo havia descoberto um grande segredo relacionado a esta facção.

Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name se passa três anos após este ocorrido e de forma simultânea com Yakuza: Like a Dragon. Aqui temos Kiryu já estabelecido como um agente da Daidoji e realizando trabalhos para eles com o nome de Joryu.

Apesar dele ter conseguido se afastar do seu passado por tanto tempo, um grande acontecimento que vai mudar totalmente a existência da Yakuza começa a puxar Joryu de volta para a sua antiga vida. Isso faz com que ele precise uma vez mais auxiliar seus antigos aliados.

Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name traz uma história repleta de camadas. Inicialmente lidamos com essa nova vida de Joryu, mas ao mesmo tempo vemos como o passado sempre retorna para cobrá-lo. Aqui temos um desenvolvimento inédito ao personagem, vendo o nível de lealdade com seus aliados e principalmente com os seus ideais. Além disso, o jogo também trabalha com questões que foram apresentadas nos primeiros jogos e que até hoje assombram a vida do protagonista.

Juntamente disso, temos novos personagens que também enriquecem a experiência narrativa. Adicionalmente, eles criam conexões com os acontecimentos de Yakuza: Like a Dragon.

Análise Like a Dragon Gaiden

Bem-vindo a cidade do entretenimento e ao castelo flutuante

Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name se passa predominantemente em duas localizações distintas. A primeira é em Sotenbori que se baseia na região do entretenimento de Osaka. Já o outro mapa é um enorme barco conhecido por Castelo que simula os ambientes de Sotenbori, mas com maior extravagância e sem leis.

Como de costume em jogos da franquia, aqui temos inúmeras atividades pela cidade e também no navio. Entre elas temos minigames envolvendo karaokê, partidas de golfe, sinuca, casa de entretenimento e muitas outras coisas. Isso permite ao jogador aproveitar ao máximo a cidade sem precisar seguir apenas a história principal.

Além do que foi citado, há também várias missões secundárias que diferente dos outros jogos da série, essas missões não vão surgir do absoluto nada. Desta vez, Joryu trabalhará para Akame, uma mulher que auxilia a população de Sotenbori pelas sombras.

Dito isso, você receberá inúmeros trabalhos vindo de Akame e que resultará nas missões secundárias do jogo. Fazê-las tem uma importância sem igual, pois em Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name a evolução de Joryu é comprada por dinheiro e pontos da Akame. Algo familiar ao que vemos em Yakuza 0, porém, com um custo adicional.

Análise Like a Dragon Gaiden

Inúmeros combates estão por vir

Além das atividades citadas, também há o coliseu que se encontra dentro do Castelo. Aqui temos a oportunidade de enfrentar inúmeros oponentes e também administrar a nossa própria equipe de combatentes para lutas em conjunto ou até mesmo controlar esses personagens durante algumas opções de combate.

É possível conseguir novos combatentes ao realizar missões secundárias ou por meio de um gacha que vai sortear um novo membro para a sua equipe, podendo ser um lutador excepcional ou, infelizmente, alguém bastante fraco.

Cada lutador possui um tipo próprio, podendo ser ataque, defesa ou suporte. Com os nomes bem auto explicativos, eles possuem habilidades específicas que servem para auxiliar a equipe em combate.

Dentro do coliseu teremos combate de 1 versus 1, 1 versus vários, combates especiais e, por fim, combate de gangues. E é aqui onde utilizamos os personagens que citei mais acima.

Essas batalhas de gangues são contra inúmeros inimigos onde um ou mais são “gigantes”. Diferente das outras batalhas, o efeito dos personagens da sua gangue é algo extremamente importante para garantir a sobrevivência e vitória neste modo.

Lute como um dragão ou um agente secreto

Falando em lutas, Joryu possui dois estilos de luta que são bastante distintos em Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name. Primeiramente somos apresentados ao estilo de “agente secreto” que é baseado no estilo de combate da Daidoji. Juntamente a isto, podemos usufruir de apetrechos que deixam este estilo bem mais diversificado e divertido.

  • Aranha – Um fio de aço extremamente resistente que permite Joryu prender seus oponentes, puxá-los ou desarmá-lo. À medida que você evolui este fio, é possível enrolá-lo num número maior de adversários.
  • Vagalume – São mini bombas em forma de cigarros. Apesar de haver um delay para explodir, a área de alcance e o dano recompensam essa demora.
  • Vespa – Drones controlados por inteligência artificial. Eles atacam os inimigos que estão próximos de Joryu, causando dano e também atrapalhando seus movimentos.
  • Serpente – Apesar do nome, se trata de sapatos a jato que permitem Joryu planar em grande velocidade mesmo que muito próximo do solo. Com eles, você simplesmente atropela os seus inimigos.

Esses acessórios foram muito bem encaixados na jogabilidade do estilo agente, uma vez que basta apenas manter pressionado um dos botões como X, quadrado, bola e triângulo (jogando no dual sense) para acioná-los.

O outro estilo disponível é baseado no estilo tradicional de luta, onde Joryu se permite agir como Kiryu uma vez mais. Aqui os golpes são bem mais brutais e permite que você carregue os socos e chutes para causar mais dano. Mas infelizmente não é possível utilizar os apetrechos quando luta como o Dragão de Dojima.

Gráficos e trilha sonora

Já falamos dos maiores pontos positivos do jogo, então agora chegou a vez de citar uma falha de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name. Em momentos que cutscenes são utilizadas temos gráficos extremamente bonitos e realistas, trazendo uma experiência visual familiar ao que vimos em Yakuza 6: The Song of Life e Yakuza Kiwami 2. No entanto, quando estamos vendo cenas que utilizam a engine “in-game”, os gráficos se mostram consideravelmente inferiores. Ainda mais se levarmos em conta que se trata de um jogo que se encaixa na transição de gerações.

Em especial o primeiro juntamente do último capítulo proporcionam a melhor experiência visual dentro de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, se destacando por completo dos outros capítulos.

Agora falando sobre o áudio e trilha sonora, apenas consigo elogiar. Como de costume, a trilha sonora é excelente e também traz a sua própria versão da soundtrack “Receive You”, mas além disso também temos uma performance fantástica aos dubladores que deram suas vozes para esse novo capítulo da franquia.

Conclusão da análise de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name

Apesar dos gráficos não serem surpreendentes e não ousarem abusar do poder da nova geração, Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name consegue trazer uma experiência muito mais do que satisfatória. Ele é um jogo consideravelmente curto, ainda mais se formos comparar com os outros games da franquia, mas ainda assim consegue proporcionar uma narrativa profunda e muito bem construída mesclada de gameplay refinado, trilha sonora envolvente e inúmeros conteúdos pela cidade e também no Castle. Aqui temos um jogo que é simplesmente obrigatório para todo e qualquer fã de Yakuza.

Essa análise de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Análise - Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name

Visual, ambientação e gráficos - 6
Jogabilidade - 8
Diversão - 10
Áudio e trilha-sonora - 10
Narrativa - 10

8.8

Ótimo

Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name tem um poder narrativo enorme, ainda mais por conseguir trabalhar de maneira tão brilhante um personagem que já havia sido bem escrito e estabelecido. É um jogo necessário para todos os fãs.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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