REVELAÇÕES sobre o conturbado lançamento de COD: Modern Warfare III

Bruno Degering ·

O lançamento de COD: Modern Warfare III foi marcado por uma série de desafios e polêmicas, segundo relatos recentes. O jogo, que já está disponível em todas as plataformas, teve sua recepção inicial, especialmente a campanha que foi lançada na semana passada, classificada como especialmente ruim.

De acordo com um novo relatório publicado na Bloomberg, a desenvolvedora Sledgehammer Games foi pressionada a produzir o jogo na metade do tempo normalmente concedido para um novo título da franquia Call of Duty. Tradicionalmente, a Activision concede ciclos de três anos entre seus três principais estúdios (Infinity Ward, Treyarch e Sledgehammer), mas COD: Modern Warfare III teria sido desenvolvido em menos de um ano e meio.

Relatos anteriores já indicavam que o jogo deste ano poderia ser um DLC de Modern Warfare II. Essa informação é reforçada pelo novo relatório, que acrescenta que o projeto, codinome Jupiter, era para ser uma experiência menor e derivada, ambientada no México. No entanto, no verão de 2022, executivos da Activision instruíram a Sledgehammer Games a produzir uma sequência direta e completa do jogo do ano anterior, com uma história mais uma vez centrada no antagonista Vladimir Makarov.

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A equipe de desenvolvimento foi forçada a trabalhar noites e fins de semana para concluir Call of Duty: Modern Warfare III a tempo. Além do estresse, a Sledgehammer foi prometida que não haveria repetição do que ocorreu com Call of Duty: Vanguard de 2021, que também foi criado em um período de desenvolvimento reduzido e não teve um bom desempenho crítico ou comercial em comparação com a média da franquia.

Após Vanguard, a Sledgehammer havia originalmente apresentado a ideia de Advanced Warfare 2 para a Activision. O projeto, codinome Anvil, era ambicioso e incluía uma campanha completa, multiplayer e modo Zombies. No entanto, teve que ser rapidamente deixado de lado para dar lugar ao novo capítulo de Modern Warfare. Por fim, a Bloomberg reportou queixas de funcionários da Sledgehammer em relação à supervisão obrigatória da Infinity Ward, que teria tornado o desenvolvimento ineficiente devido a idas e vindas e, por vezes, mudanças indesejadas impostas de cima.

Felizmente para o estúdio baseado em Foster City, tal modo de operação provavelmente será deixado para trás agora que a Microsoft adquiriu a Activision Blizzard. A Microsoft é conhecida por ser menos intervencionista com seus estúdios e, apenas ontem, o chefe dos Xbox Studios, Matt Booty, enfatizou a importância de permitir que a criatividade das equipes flua livremente, fazendo os jogos pelos quais são apaixonados, ao invés de projetos impostos pelos superiores. Além disso, o presidente da Blizzard, Mike Ybarra, revelou que também gastou tempo lidando com executivos da Activision. Ele acredita que a tomada de decisões será mais rápida sob a Microsoft.

Clique AQUI e confira nossa análise da campanha de Call of Duty: Modern Warfare III

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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