A polêmica recomendação de 32 GB de RAM
Microsoft removeu uma nota oficial que sugeria que PCs destinados a jogos rodando o Windows 11 deveriam ser equipados com 32 GB de RAM. A recomendação, descrita pela empresa como uma atualização sem preocupações, visava garantir fluidez em sistemas que executam títulos AAA simultaneamente a tarefas exigentes em segundo plano, como o Discord. A exclusão do conteúdo ocorreu após milhões de leitores reagirem negativamente ao que foi considerado um requisito excessivo.
A resposta negativa dos usuários foca principalmente na crise atual do mercado de hardware. O mundo enfrenta a pior escassez de DRAM já registrada, tornando a aquisição de novos módulos extremamente dispendiosa. Segundo o Windows Latest, a Microsoft deletou o post original após a repercussão negativa. Agora, o endereço antigo redireciona para o Windows Learning Center, um portal com dicas gerais que não menciona a necessidade dos 32 GB.
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Enquanto a Microsoft sugeria o upgrade, os preços de mercado tornaram a recomendação inviável para grande parte do público. Kits de 32 GB de memória DDR4 estão sendo comercializados por valores a partir de US$ 200, enquanto kits DDR5 variam entre US$ 360 e US$ 400. Para o jogador médio que monta um computador novo, especialmente nos segmentos de entrada ou orçamento limitado, investir tais quantias apenas em memória RAM é uma realidade distante.
Promessas de eficiência no Windows 11
A polêmica reacende discussões sobre o desempenho do sistema operacional. No lançamento, a Microsoft prometeu que o Windows 11 seria um sistema aprimorado, com interface uniforme e consumo de RAM reduzido. A companhia utiliza dados de telemetria e feedback de grupos Insiders para tentar otimizar a estabilidade e o design do software. Embora tenha se comprometido no início de 2026 a resolver queixas sobre a má gestão de memória, as atualizações efetivas ainda não foram entregues aos usuários.
A remoção do blog sugere que a Microsoft reconheceu o momento inoportuno para tal exigência de hardware. Entusiastas permanecem céticos, apontando que a recomendação de mais memória física parece uma solução paliativa para a falta de otimização de software. Sem as melhorias prometidas no código do sistema, os usuários continuam dependentes de hardware caro para manter a estabilidade operacional em multitarefa.
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