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Análise: Splatoon Raiders

Ação Solo Intensa, Caos Estratégico e Muito Estilo

Bruno Degering ·

Quem acompanha a trajetória da Nintendo sabe que poucas marcas modernas alcançaram um prestígio tão rápido quanto Splatoon. Nascida no Wii U, a franquia sempre teve seu coração pulsando nas arenas multijogador competitivas, princialmente no Japão. Por isso, quando o anúnciaram um derivado focado quase inteiramente na experiência individual e cooperativa chamado Splatoon Raiders deu as caras para o Nintendo Switch 2, a surpresa foi geral. A dúvida que ficava no ar era simples: a fórmula do tiro colorido sustentaria uma jornada solo sem a adrenalina dos confrontos entre jogadores?

A resposta entrega um sonoro sim. Splatoon Raiders não é apenas um experimento bem-sucedido, mas sim uma das produções mais maduras, divertidas e autoconscientes do catálogo recente da empresa. Ele pega a essência do combate contra hordas que os fãs já adoravam no modo Salmon Run e a transforma em um jogo completo de ação e pilhagem, sem perder o carisma escrachado que define esse universo.

Uma Aventura Desencanada em Alto-Mar

A história de Splatoon Raiders nos coloca no papel da Mecânica, uma pilota reservada e habilidosa que acaba naufragando em um arquipélago misterioso conhecido como Ilhas Spirhalite. Junto com você está o carismático e extravagante trio de ídolos Deep Cut: Shiver, Frye e Big Man. Longe dos holofotes dos palcos, o grupo está em busca de tesouros lendários para bancar uma aposentadoria precoce, usando um velho navio de sucata flutuante como base de operações.

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O grande triunfo da narrativa está na química entre os personagens. A postura quieta e prática da nossa protagonista contrasta perfeitamente com a empolgação exagerada e as análises absurdamente erradas que o trio faz das relíquias encontradas. Há um humor leve, sem pretensões grandiosas, mas que constrói um universo initeressante de se estar ao longo das cerca de 15 a 20 horas de campanha principal.

A Arte do Shooter Looter: Arsenal de Sucata e Customização Profunda

A jogabilidade de Splatoon Raiders é o grande pilar onde o jogo brilha com intensidade. A sensação dos comandos foi refinada ao limite na nova plataforma. A movimentação deslizando pela tinta continua fluida, mas o destaque fica para a precisão dos tiros. A combinação entre os analógicos e os sensores de movimento entrega um ajuste fino impecável: é aquele tipo de controle que exige alguns minutos de adaptação, mas que, depois que entra no sangue, faz você se perguntar como conseguiu jogar de outro jeito por tanto tempo.

Em vez das armas mais “industriais”, o visual aqui é puramente improvisado. Você encontrará pistolas feitas com garrafas de sabão, guarda-chuvas moldados em folhas de palmeira e baldes de praia transformados em catapultas de tinta. O arsenal conta com mais de uma centena de opções que surgem como recompensas aleatórias e sobem de nível conforme você progride, forçando o jogador a adaptar constantemente seu estilo de combate para usar a arma mais fortge que ele tem no momento.

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O Sistema de Tanques e Gadgets

Em substituição às bombas tradicionais, agora equipamos tanques de tinta específicos nas costas, divididos em três filosofias de combate:

  • Tanque de Poder: Focado em dano direto e devastador. Inclui aparelhos como o Splatchet, um machado pesado que projeta ondas de tinta e corta os inimigos de perto, além de projéteis giratórios de grande impacto.
  • Tanque de Velocidade: Projetado para quem prioriza mobilidade, reposicionamento rápido e controle de terreno para escapar de emboscadas.
  • Tanque Tático: Oferece suporte com engenhocas posicionáveis, como torretas automáticas que mantêm a pressão sobre os adversários enquanto você se recupera.

Cada uma dessas ferramentas aceita modificadores e peças que alteram seu funcionamento, criando uma camada surpreendente de construção de personagem (builds). Dá para ajustar desde a frequência de disparo de uma torreta até adicionar explosões no momento em que você salta ou pousa. A profundidade é enorme e incentiva a testar diferentes abordagens para cada tipo de missão.

Para os momentos de desespero total, a coleta de ovos deixados pelos inimigos carrega uma barra de ataque especial. Quando acionada, os membros do trio Deep Cut entram em ação para executar golpes devastadores na tela, salvando a pele no último segundo.

O Loop de Gameplay de Splatoon Raiders: Masmorras, Caos e Puzzles

A estrutura das missões é variada e muito bem ritmada. Você navegará por diferentes biomas cumprindo objetivos que vão desde limpar arenas subterrâneas contra o relógio até explorar cenários abertos em busca de rotas secretas.

O verdadeiro charme do game design aparece nas masmorras de desafio. Nelas, o jogo limita seus recursos a um equipamento específico, exigindo raciocínio lógico e domínio absoluto da mecânica para resolver quebra-cabeças ambientais e alcançar o final. É um respiro criativo fantástico entre as sessões de tiroteio frenético.

O Desafio da Marea Alta: Salmonids enlouquecidos

As criaturas anfíbias conhecidas como Salmonids retornam com sede de vingança. Quem jogou os títulos anteriores reconhecerá chefes clássicos em Splatoon Raiders, mas os encontros aqui foram reformulados para criar batalhas caóticas e cheias de adrenalina.

Conforme você avança para a metade final da jornada, o nível de desafio sobre de forma vertiginosa. A tela se enche de projéteis, lasers e dezenas de inimigos atacando ao mesmo tempo. Não é um jogo que subestima a habilidade de quem está no controle. Nesses momentos de pico de dificuldade, a organização do seu inventário e a escolha certa do equipamento fazem toda a diferença entre a vitória e o retorno frustrante para a base.

Para quem busca ainda mais desafio em Splatoon Raiders — ou precisa de uma mãozinha —, o jogo oferece o modo cooperativo para até três jogadores. Você pode entrar em sessões online, jogar com amigos ou usar um sistema de pedido de socorro para chamar outros navegantes para superar as missões mais brutais, incluindo as versões “Picantes” dos cenários já concluídos, que entregam as melhores recompensas do jogo.

Performance e Estilo no Nintendo Switch 2

No aspecto técnico, a produção mostra a força do novo hardware. As cores são vibrantes, a física da tinta fluindo pelos cenários roda sem engasgos e a quantidade de elementos simultâneos na tela durante as batalhas mais intensas é impressionante. Tudo isso é embalado por uma trilha sonora espetacular, recheada de ritmos marcantes e energia contagiante que ditam o ritmo das partidas.

Inclusive fiquei impressionado de como consegui jogar muito mais horas no modo portátil do que outros jogos. Splatoon Raiders parece estar muito bem otimizado.

Conclusão da análise de Splatoon Raiders

Splatoon Raiders é uma demonstração de força da Nintendo no campo dos jogos de ação. Ao transformar o combate contra hordas em uma aventura solo riquíssima em sistemas de customização, ritmo acelerado e direção de arte impecável, o título se consolida como uma porta de entrada perfeita para quem nunca jogou a série e um presente inesquecível para os fãs veteranos. É colorido, desafiador, extremamente viciante e, acima de tudo, divertido do primeiro ao último disparo de tinta.

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90 Nota

Splatoon Raiders

Imperdível

Com uma mistura impecável de tiroteio colorido, customização profunda e o charme inconfundível do trio Deep Cut, Splatoon Raiders redefine os rumos da franquia e entrega um dos melhores jogos de ação solo da nova geração. É uma jornada vibrante, desafiadora e absolutamente indispensável para quem curte a franquia ou se afastava por conta do competitivo.

Desenvolvedor Nintendo EPD Production Group No. 5
Publicadora Nintendo
Lançamento 23/07/2026
Plataformas Nintendo Switch 2
Plataforma jogada Nintendo Switch 2
Dublado PT-BR Não
Legendado PT-BR Não
Cópia Cedida pela publicadora
Onde comprar

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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