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Análise: Mortal Kombat 2 (filme)

Finish Him!

Anderson Mussulino ·

A franquia Mortal Kombat recebeu uma nova adaptação cinematográfica em 2021, a qual, infelizmente, não foi tão bem recebida pela crítica. Apesar do excelente trabalho de CGI e efeitos práticos, o longa pecou no roteiro, especialmente ao forçar um protagonista inédito em um universo já repleto de lutadores icônicos que poderiam muito bem ocupar esse espaço. No fim, a obra serviu apenas como um longo prelúdio para o verdadeiro torneio entre a Exoterra e o Plano Terreno.

Agora, Mortal Kombat 2 chega aos cinemas com a promessa de corrigir os erros do passado e entregar uma experiência bem diferente. Nós, do Última Ficha, tivemos o prazer de assistir ao filme antecipadamente na Fan Fest de Mortal Kombat 2, que agitou São Paulo ontem, dia 28 de abril. Quer saber o que achamos? Confira a nossa análise.

Um enredo “feijão com arroz” que funciona

O roteiro de Mortal Kombat 2 não busca revolucionar a sétima arte; em vez disso, aposta no clássico e eficiente: o Torneio. A cada round, um número de lutadores é selecionado para a arena, e os eventos nos bastidores auxiliam no desenvolvimento da trama. Obviamente, as coisas não são tão lineares. Afinal, Shao Kahn não é conhecido por jogar limpo, o que garante muitas lutas intensas fora das chaves oficiais.

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Para os críticos de Cole Young, uma boa notícia: sua participação no longa-metragem é mínima. Como o próprio primeiro trailer já revelou, seu destino é trágico. No entanto, a construção dessa morte tem um propósito claro: estabelecer a ameaça colossal do novo vilão. Isso acaba dando um sentido narrativo (ainda que tardio) ao protagonismo do personagem no filme anterior.

O destaque principal fica dividido entre dois pilares. Primeiro, Karl Urban brilha como Johnny Cage. Afastando-se completamente da persona violenta de Billy Butcher (The Boys), o ator captura perfeitamente a arrogância cômica do astro de ação, entregando com primor a imagem de um ator veterano em decadência que já não desperta o interesse de ninguém. Do outro lado, Kitana ganha os holofotes, ancorando os eventos em Exoterra e expandindo a mitologia da franquia. Sua jornada é muito bem desenvolvida, concluindo em um clímax visceral.

O restante do elenco também tem espaço para brilhar. Ludi Lin finalmente recebe o destaque que lhe foi negado no primeiro filme, cimentando Liu Kang como o lutador mais poderoso do Plano Terreno ainda que o longa não o tenha como protagonista.

Coreografias, CGI e muita brutalidade

As coreografias de luta estão espetaculares. O filme abraça o exagero característico dos videogames, transportando combos e movimentos clássicos com fidelidade. E é exatamente isso que os fãs queriam: o absurdo divertido de Mortal Kombat. As inúmeras homenagens aos Fatalities elevam a brutalidade a outro nível, garantindo um autêntico banho de sangue.

A evolução do CGI é nítida. O domínio do fogo por Liu Kang é visualmente impressionante e muito superior ao do primeiro filme. O aguardado embate entre Scorpion e Bi-Han também arranca suspiros, intensificado pelo belíssimo cenário em que a luta se desenrola. O teto técnico da produção, sem dúvidas, subiu.

Outro ponto altíssimo é a maquiagem prática. O visual dos Tarkatans, em especial, Baraka está assustadoramente realista, com direito a uma intimidadora quantidade de dentes expostos. Sua luta contra um dos protagonistas é, de longe, um dos pontos mais altos do filme. Para coroar, a sonoplastia completa a experiência audiovisual com maestria: o som ambiente se mistura aos ruídos pesados de ossos estilhaçando e carne sendo cortada, tudo embalado por uma trilha sonora imersiva.

Conclusão da análise de Mortal Kombat 2

Mortal Kombat 2 melhora consideravelmente em relação ao filme de 2021 ao finalmente colocar o torneio como foco principal e apostar em uma narrativa simples, direta e eficiente. O roteiro não tenta reinventar a roda, mas funciona ao desenvolver rivalidades e dar o devido espaço aos personagens clássicos. Karl Urban rouba a cena como Johnny Cage, Kitana ganha importância vital na trama, e Liu Kang recebe o holofote que merecia.

Nas cenas de ação, o longa acerta em cheio com lutas intensas, golpes icônicos e homenagens grotescas aos Fatalities. Os efeitos visuais evoluíram drasticamente, assim como a maquiagem prática de Baraka, que é um show à parte. Com um áudio visceral e combates memoráveis, Mortal Kombat 2 entrega uma adaptação incrivelmente divertida, violenta e, acima de tudo, fiel ao espírito da série. Flawless Victory.

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80 Nota
Ótimo

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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