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Bloodborne alcança desempenho inédito no PS5 com nova modificação

Modder desbloqueia poder total do hardware da Sony para rodar o clássico em 4K nativo e taxas de até 120Hz com suporte a VRR.

Bernardo Cortez ·

Bloodborne ganha melhorias técnicas profundas em hardware modificado

Bloodborne recebeu uma série de avanços técnicos significativos através de uma modificação executada em um hardware de PlayStation 5 explorado. Conforme reportagem detalhada da Digital Foundry, a desenvolvedora Christina desenvolveu patches que permitem ao console operar sem as restrições nativas impostas pelo sistema de retrocompatibilidade da Sony. A modificação libera o uso total das frequências de CPU e GPU do PS5, além de disponibilizar 4GB adicionais de memória do sistema para o jogo.

Originalmente, títulos de PlayStation 4 rodando via retrocompatibilidade no PS5 operam com velocidades de clock reduzidas e limites de memória herdados da geração anterior. Ao contornar essas travas, a modificação permitiu que o título da FromSoftware atingisse resoluções e taxas de quadros anteriormente impossíveis no hardware original. Entre os principais destaques está a implementação de uma resolução 4K nativa, mantendo a meta de 30 quadros por segundo, mas corrigindo os problemas crônicos de ritmo de quadros que afetam a versão oficial do jogo desde o seu lançamento.

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Resolução 4K e melhorias na qualidade de imagem

O modo de alta fidelidade visual em 4K nativo não apenas aumenta a contagem de pixels, mas também introduz ajustes estéticos. A modificação remove o efeito de aberração cromática e aplica melhorias no sistema de iluminação global do jogo. Durante os testes, foi observado que até mesmo as fontes da interface de usuário passam a ser renderizadas em 4K, embora os elementos de arte em bitmap permaneçam na resolução original de 1080p. O resultado é uma clareza de imagem superior, preservando a direção de arte original sem as inconsistências visuais de upscaling.

Otimização para 60fps e suporte a 120Hz com VRR

Para jogadores que priorizam a fluidez, a modificação oferece opções de desempenho em 60 quadros por segundo. Em uma resolução de 2304×1296, o jogo mantém uma taxa de quadros estável. Ao subir para 1440p, a performance oscila entre 50 e 60fps, especialmente em batalhas contra chefes que utilizam muitos efeitos de transparência alfa. É neste cenário que entra o suporte a 120Hz e VRR (Variable Refresh Rate), permitindo que a taxa de quadros flutue sem gerar tearing na imagem.

Em configurações de 1080p, Bloodborne consegue atingir entre 85fps e 120fps em consoles com telas compatíveis. Essa alta taxa de atualização reduz drasticamente o atraso de entrada (input lag), resultando em uma experiência de combate muito mais responsiva do que a encontrada na versão de 30fps travada do PS4 Pro ou PS5 padrão. A capacidade de rodar aplicativos de PS4 no modo 120Hz é uma funcionalidade que o sistema operacional da Sony geralmente restringe, mas que a modificação provou ser tecnicamente viável em quase todo o catálogo da geração passada.

Obstáculos para uma atualização oficial pela Sony

Apesar da prova de conceito demonstrar que o hardware do PS5 é capaz de entregar essas melhorias, existem barreiras técnicas para uma implementação oficial. Jogos de gerações anteriores precisam ser recompilados em ambientes de desenvolvimento (SDK) mais modernos para acessar recursos avançados, o que muitas vezes exige um trabalho extensivo de engenharia por parte da publicadora. Atualmente, o sistema de retrocompatibilidade do PlayStation 5 é considerado menos flexível que o do Xbox Series X em relação ao aumento automático de resolução e taxas de quadros sem a intervenção direta do desenvolvedor original.

A modificação também foi aplicada com sucesso em outros títulos, como Batman Arkham Knight, sugerindo que o potencial inexplorado da retrocompatibilidade no console da Sony é vasto. Por enquanto, essas melhorias permanecem restritas a um pequeno grupo de usuários com consoles que possuem versões de software específicas do sistema, mas servem como um demonstrativo técnico do que uma remasterização ou patch oficial poderia oferecer aos jogadores modernos.

O vídeo detalhado do Digital Foundry pode ser visto abaixo:

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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