O presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, confirmou que a empresa está implementando novas estratégias para combater a ação de cambistas no Pokémon Trading Card Game. Durante a recente reunião anual de acionistas, o executivo afirmou que a companhia trabalha em conjunto com a The Pokémon Company para garantir que os produtos cheguem aos jogadores finais em vez de alimentarem o mercado de revenda.
A declaração ocorre em um momento crítico para a marca, que celebra seu 30º aniversário em 2026. A alta demanda por coleções comemorativas resultou em estoques esgotados em minutos e preços inflacionados em plataformas de terceiros. Furukawa destacou que a Nintendo está atenta às preocupações dos fãs e busca formas de oferecer uma experiência de compra com mais segurança, conforme relatado originalmente pela Kotaku.
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Estratégias da Nintendo contra o mercado cinza de Pokémon
Entre as medidas discutidas para mitigar o impacto dos revendedores abusivos, a Nintendo planeja uma cooperação mais estreita com mercados online e a expansão de vendas sob encomenda. No Japão, o uso de documentos de identidade emitidos pelo governo já é uma realidade em sistemas de loteria para aquisição de itens de alta demanda, uma prática que pode ser refinada ou expandida para outros territórios.
A empresa reconhece que apenas aumentar o volume de impressão das cartas não tem sido suficiente para estabilizar o ecossistema. Bilhões de unidades adicionais foram produzidas nos últimos anos, mas o interesse crescente de investidores mantém a escassez artificial. O objetivo agora é dificultar a automação por bots e a compra em massa por indivíduos que buscam lucro imediato sobre o preço de varejo.
Controvérsia com varejistas e preços abusivos
O cenário de frustração dos consumidores foi agravado por práticas recentes de grandes redes de varejo. A GameStop, por exemplo, enfrentou críticas severas ao listar produtos da linha Pokémon TCG: 30th Celebration com valores muito acima do preço sugerido (MSRP). Relatos indicam que a Ultra-Premium Collection, que possui valor oficial de US$ 180, chegou a ser anunciada por US$ 600 em canais oficiais da loja.
Além do pacote premium, itens como a Elite Trainer Box e outras caixas de colecionador também sofreram marcações de preço agressivas. Embora a varejista não tenha comentado oficialmente sobre os valores praticados, o episódio reforça a necessidade de intervenção direta das detentoras da marca para proteger o público. As medidas de combate à revenda são vistas como essenciais para manter a saúde da comunidade de jogadores ativos, que dependem do acesso justo às novas expansões para competições oficiais.
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