O mouse premium da Razer continua excelente, mas cobra caro por um luxo muito específico
O Razer Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition é um daqueles periféricos que deixam bem claro, logo de cara, qual é a proposta: ser um mouse sem fio premium, cheio de recurso, confortável para uso prolongado e bonito o suficiente para virar peça em destaque no setup. Ele não tenta ser o mouse mais leve do mundo, não tenta agradar canhoto e também não tenta caber no orçamento de quem só quer “um mouse bom”. Aqui, a Razer está mirando no jogador que quer sensor topo de linha, scroll diferenciado, RGB de verdade, software cheio de ajuste e um visual que chama atenção sem parecer brinquedo barato.
A versão Phantom Green não muda o desempenho em relação ao Basilisk V3 Pro 35K tradicional. A diferença está no chassi translúcido verde, pensado para destacar a iluminação Chroma RGB e dar aquele ar de tecnologia transparente dos anos 90 e começo dos anos 2000. Segundo a própria Razer, a edição mantém sensor Focus Pro 35K, switches ópticos Gen-3, roda HyperScroll Tilt Wheel e 13 controles programáveis, mas troca o acabamento opaco por uma carcaça translúcida que valoriza o RGB.

Na prática, isso faz do Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition um mouse muito forte para quem joga e trabalha no mesmo PC. Só que existe uma pergunta incômoda: ele é realmente melhor ou só é mais bonito e mais caro?
Design do Razer Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition
A linha Basilisk sempre teve uma jeitão gamer espefício. Isso continua. O formato é feito para destros, com descanso para o polegar, laterais emborrachadas e botões posicionados para quem gosta de ter comandos extras sem transformar o mouse em um painel de MMO.
Esse peso é importante porque define o público do mouse. Para quem vem de um Logitech G Pro X Superlight, Razer Viper V3 Pro ou qualquer mouse competitivo de 50 g a 65 g, o Basilisk parece grande e encorpado. Para quem usa o PC para jogar, editar, navegar, trabalhar e alternar entre vários perfis de uso, esse mesmo peso vira parte da sensação de controle. São públicos diferentes os que procuram um Viper ou Superlight pra quem procura um G502 X ou Basilisk.



É um mouse para mão média a grande, principalmente em pegada palm ou claw. Quem tem mão pequena pode sofrer para alcançar o botão lateral frontal com naturalidade, e quem joga com fingertip puro provavelmente vai achar o corpo volumoso demais. Mas da pra usar tranquilamente com qualquer uma das três pegadas.
A Phantom Green Edition entra como a versão mais interessante visualmente. O verde translúcido é mais sutil do que parece em imagem de divulgação, mas ajuda o RGB a se espalhar pela carcaça e pelo underglow.
Sensor Focus Pro 35K: sobra desempenho, mas nem todo mundo vai sentir
O Basilisk V3 Pro 35K usa o sensor óptico Razer Focus Pro 35K de 2ª geração, com até 35.000 DPI, velocidade máxima de 750 IPS, aceleração de 70G, ajustes em passos de 1 DPI e recursos como Smart Tracking, Motion Sync e corte assimétrico de lift-off. A própria Razer destaca esses números como o grande salto em relação ao Basilisk V3 Pro anterior, que usava sensor Focus Pro 30K.
Só que aqui vale uma tradução honesta: 35.000 DPI é mais marketing do que necessidade real. A maioria esmagadora dos jogadores não vai usar nada perto disso. O ganho real está menos no número gigante e mais na consistência do sensor, na estabilidade em diferentes superfícies, no ajuste fino e na baixa latência.

Em jogos, o Basilisk V3 Pro 35K passa exatamente a sensação que um mouse premium deveria passar. Ele é extremamente preciso, tem um deslize muito limpo e responde aos movimentos com uma naturalidade absurda. Não é aquele tipo de precisão que fica só bonita na ficha técnica. É algo que aparece no uso real, principalmente quando você precisa corrigir mira, acompanhar um alvo em movimento ou fazer pequenos ajustes sem sentir o cursor “brigando” com a sua mão.
Os cliques também ajudam muito nessa sensação. Eles são firmes, rápidos e precisos, mas sem ficarem duros ou secos demais. Existe uma resposta tátil muito gostosa, acompanhada de um som que dá prazer de ouvir. Pode parecer detalhe bobo, mas em um mouse desse nível esse tipo de coisa importa. O Basilisk V3 Pro 35K não entrega só desempenho, ele entrega aquela sensação de periférico bem construído, em que cada clique, scroll e movimento reforça que você está usando um produto premium.
Scroll HyperScroll é o recurso que mais pode mudar o uso diário
O grande diferencial prático do Basilisk V3 Pro 35K talvez nem seja o sensor. É a roda Razer HyperScroll Tilt Wheel.
Ela funciona em múltiplos modos: rolagem tátil, rolagem livre e alternância automática via Smart-Reel. Também há clique lateral, o que transforma o scroll em mais dois botões. Tudo isso configurável pelo Synapse.

Isso parece perfumaria até virar hábito. Em jogo, o modo tátil ajuda quando você quer trocar arma, item ou habilidade com precisão. No uso diário, o giro livre é excelente para páginas longas, planilhas, documentos e navegação. Não é comum um mouse gamer ter essa atenção no scroll.
Bateria, conexão e os 8.000 Hz
O Basilisk V3 Pro 35K trabalha em três modos: HyperSpeed Wireless de 2,4 GHz, Bluetooth e cabo USB-C. A Razer divulga até 140 horas no HyperSpeed Wireless e até 210 horas no Bluetooth, além de suporte a polling rate de 8.000 Hz com acessórios vendidos separadamente.
Esse detalhe muda bastante o custo-benefício. O mouse sozinho funciona muito bem a 1.000 Hz, que já é suficiente para a maioria dos jogadores. Para desbloquear 8.000 Hz sem fio, é preciso usar o Razer Mouse Dock Pro ou o Razer HyperPolling Wireless Dongle, vendidos à parte. Ou seja, para usufruir ao máximo da tecnologia, além do valor elevado do mouse, você precisa de acessórios adicionais.
O Basilisk V3 Pro 35K é excelente sem a base. Mas ele fica “completo” mesmo quando você paga mais.
Razer Synapse 4: muita configuração, para o bem e para o mal
O Synapse 4 é parte central da experiência. É por ele que você configura botões, macros, perfis, iluminação, DPI, polling rate, lift-off distance, Smart-Reel e aceleração do scroll.
O lado bom é que o Basilisk V3 Pro 35K vira quase um canivete suíço. Dá para ter perfil para FPS, perfil para MOBA, perfil para trabalho, perfil para edição, perfil sem RGB para economizar bateria e por aí vai. Guardadas as devidas proporções, ele vira um Logitech MX Master só que gamer.

O lado menos bonito é que ele ainda é Synapse. Quem gosta de periférico plug-and-play e odeia software no Windows vai torcer o nariz. Ele é intrusivo, as vezes não intuitivo, devora parte da sua RAM e por ai vai.
Para o público que compra Razer, isso provavelmente não assusta. Mas é bom deixar claro: parte do valor do mouse está justamente no ecossistema. Sabe o famoso ecossistema Apple que prende as pessoas e incentiva a comprar mais e mais Apple? A Razer faz tipo isso.
Phantom Green Edition: edição especial ou firula cara?
A Phantom Green Edition é, essencialmente, um Basilisk V3 Pro 35K com skin premium oficial. Não há ganho de sensor, bateria, switch ou ergonomia em relação às cores tradicionais.
Isso pode soar superficial, mas periférico também é objeto de mesa. E nesse ponto a Phantom Green tem personalidade. Ela conversa com setup RGB, com nostalgia de controle translúcido, com aquele verde “Razer raiz” e com a ideia de peça de coleção.



Para quem compra só pelo desempenho, a edição preta ou branca entrega a mesma coisa. Para quem quer montar setup temático, tirar foto, combinar com Firefly V2 Pro Phantom Green ou simplesmente ter um periférico diferente, a Phantom Green é a versão mais interessante.
Preço no Brasil e custo-benefício
No Brasil, o Basilisk V3 Pro 35K aparece na faixa de mouse super premium sem pudor. Em consulta feita em 30 de junho de 2026, a versão branca estava listada no KaBuM! por R$ 1.179,90 no Pix e R$ 1.311,00 parcelado, com estoque limitado no momento da consulta. A Pichau listava o modelo branco por R$ 1.119,99 no Pix e R$ 1.317,64 parcelado.
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Branco – https://tidd.ly/3SFa31y
Preto – https://tidd.ly/4eU9qbE
A Phantom Green Edition é mais difícil de encontrar no varejo brasileiro tradicional. Resultados de busca indicam presença em Amazon Brasil e Mercado Livre, mas com disponibilidade instável; um dos anúncios da Amazon Brasil para a Phantom Green aparecia como indisponível no momento da busca.
Esse é o ponto em que a análise da uma quebrada na empolgação. O Basilisk V3 Pro 35K é um mouse excelente, mas por mais de R$ 1.000 ele precisa fazer sentido para a sua rotina inteira. Se você joga competitivo sério e quer leveza acima de tudo, há opções mais leves e mais focadas. Se você quer um mouse confortável, cheio de botões, com scroll fantástico, excelente sensor, RGB forte, boa bateria e cara de peça premium, o Basilisk começa a justificar o preço.
Como eu disse na análise do BlackWidow, existe uma camada de produto da Razer que claramente não tenta ser racional. É caro, mira no fã da marca, no jogador que quer montar um setup premium, no cara que gosta da estética translúcida, do RGB bem feito e da sensação de ter algo diferente na mesa. O Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition entra exatamente nesse mesmo lugar.
Conclusão
O Razer Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition é confortável, bonito, tecnicamente excelente e extremamente personalizável. O sensor Focus Pro 35K sobra para praticamente qualquer jogo, o HyperScroll muda o uso diário mais do que parece, a bateria é boa e o visual translúcido verde dá identidade a um produto que já era premium.
Mas também é um mouse caro, voltado só para destros e dependente de acessórios opcionais para liberar o pacote mais completo.
Confira a nossa curadoria com os principais rumores de jogos
No fim, o Basilisk V3 Pro 35K Phantom Green Edition é menos sobre “preciso de 35.000 DPI” e mais sobre querer um mouse premium que faça quase tudo muito bem. Ele é exagerado? Sim. Caro? Bastante. Mas também é um dos mouses sem fio mais completos da Razer, agora na sua versão mais bonita de todas.
NÍVEL DE RECOMENDAÇÃO: OURO

