O fim do polêmico Lenovo G02
A Lenovo decidiu encerrar definitivamente a comercialização do G02, um console portátil de emulação que atraiu críticas internacionais por ser vendido com milhares de jogos protegidos por direitos autorais pré-instalados. O dispositivo, que chegou a ser renomeado para Sunyao G02 em uma tentativa de distanciar a marca principal da polêmica, foi removido de grandes plataformas de e-commerce como AliExpress e Amazon após meses de controvérsia sobre a legalidade de seu conteúdo.
A investigação que levou à interrupção das vendas foi iniciada e documentada pelo portal Retro Dodo. O site identificou que o aparelho, vendido por aproximadamente 60 dólares, chegava às mãos dos consumidores fora da China com um cartão SD repleto de ROMs de franquias clássicas da Nintendo e Sega. A presença de títulos de Mario e Sonic em um hardware que carrega o logotipo oficial de uma gigante da tecnologia foi considerada um movimento incomum no setor.
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Justificativas da fabricante sobre o licenciamento
Inicialmente, as explicações da empresa focaram na natureza do produto. A fabricante alegou que o G02 era um hardware de marca branca, produzido através de um acordo regional de licenciamento destinado exclusivamente ao mercado chinês. Segundo a defesa oficial, o dispositivo não deveria ter sido exportado para outros países e as unidades comercializadas internamente na China supostamente não continham os jogos pré-carregados.
A Lenovo atribuiu a presença da biblioteca pirata a vendedores terceirizados em marketplaces internacionais. No entanto, mesmo após uma breve tentativa de relançar o console sob a marca subsidiária Sunyao em meados de junho, a pressão internacional e a atenção da mídia especializada forçaram a retirada completa do produto de circulação. A empresa reiterou que o dispositivo nunca fez parte de seu portfólio global oficial de hardware para jogos.
O mercado de emulação e grandes marcas
Embora consoles portáteis baratos com milhares de jogos piratas sejam comuns em sites de importação, a associação direta de uma empresa de grande porte com esse tipo de prática é rara. Dispositivos similares de marcas menores operam em uma zona cinzenta, mas raramente possuem o peso institucional de uma marca que concorre no mercado de computadores e notebooks de alto desempenho. Com o cancelamento do G02, a fabricante busca evitar complicações jurídicas com detentoras de direitos autorais que são parceiras comerciais em outros segmentos.
Atualmente, buscas pelo modelo Sunyao G02 em sites de compras ainda sugerem o nome do produto, mas os resultados foram substituídos por dezenas de outros emuladores genéricos. O encerramento do projeto marca uma posição defensiva da companhia contra a pirataria de software em seus licenciamentos regionais.
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