A Lenovo confirmou que o console portátil G02, que circulava em lojas internacionais como um suposto clone genérico, é um produto oficialmente licenciado pela marca. O dispositivo gerou polêmica na comunidade de hardware por chegar às mãos dos consumidores repleto de jogos protegidos por direitos autorais, incluindo milhares de títulos da Nintendo e da Sega, sem qualquer autorização das empresas detentoras das propriedades intelectuais.
Lenovo e a polêmica da pirataria no G02
A confirmação da autenticidade do hardware veio após uma investigação do site Retro Dodo, que entrou em contato com o departamento de licenciamento da gigante de tecnologia. Em resposta oficial, um porta-voz identificado como Pedro afirmou que o dispositivo é produzido por meio de um acordo de licenciamento regional destinado exclusivamente ao mercado chinês. Segundo a empresa, o Lenovo G02 não faz parte do portfólio global oficial da marca.
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Apesar de o hardware ser legítimo, a presença de softwares ilegais é o ponto central do conflito. A fabricante alega que as unidades vendidas oficialmente na China não possuem conteúdo pré-instalado e que não tem controle sobre as ações de vendedores terceiros. Estes lojistas, operando em plataformas como AliExpress, estariam modificando o sistema para incluir cartões de memória carregados com ROMs piratas para atrair compradores internacionais.
Especificações técnicas e mercado cinza
O Lenovo G02 utiliza um processador Rockchip RK3326 acompanhado de 1 GB de memória RAM, especificações comuns em portáteis de baixo custo focados em emulação. O console conta com uma tela IPS de aproximadamente 4,5 polegadas e roda uma distribuição customizada de Linux. O design remete ao clássico Game Boy, mas com a adição de gatilhos traseiros e um direcional analógico.
“Vendas deste dispositivo fora da China não são autorizadas e não estão em conformidade com a política de canais da Lenovo”, declarou o porta-voz da empresa.
A situação coloca a marca em uma posição delicada perante empresas como a Nintendo, conhecida por sua postura rigorosa contra a pirataria. Embora a Lenovo tente se distanciar da responsabilidade pelo software, o uso de sua marca em um produto que facilita a distribuição de conteúdo ilegal via mercado cinza pode gerar complicações legais e danos à reputação da linha Legion, que foca no mercado premium de jogos.
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