Ryse: Son of Rome, título de lançamento do Xbox One, foi projetado originalmente pela Crytek para ser o ponto de partida de uma franquia histórica de grande escala. Segundo relatos recentes de ex-funcionários do estúdio detalhados pelo IGN, o plano era criar uma série que competisse diretamente com Assassin’s Creed, explorando diferentes períodos da história da humanidade em cada novo lançamento.
Planos para o futuro de Ryse: Son of Rome
Embora o primeiro jogo tenha focado na trajetória do centurião romano Marius Titus em sua busca por vingança contra bárbaros, as sequências planejadas expandiriam o escopo geográfico e temporal. De acordo com os documentos e relatos de desenvolvimento, a Crytek pretendia visitar eras como as incursões Vikings nas costas da Inglaterra e França, as invasões mongóis ao Japão e a queda do Império Bizantino para os otomanos em 1453.
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A principal mudança estrutural para as sequências de Ryse: Son of Rome seria a transição de um jogo linear e cinematográfico para um design de mundo aberto. A equipe de desenvolvimento reconhecia as limitações do primeiro título e pretendia introduzir sistemas de navegação com veículos, um modo multijogador PvP completo e um sistema de combate mais dinâmico para corrigir as críticas sobre a repetitividade da jogabilidade original.
Disputas de propriedade e cancelamento
O encerramento precoce dos planos para a franquia ocorreu devido a uma combinação de fatores técnicos e financeiros. Muitos recursos planejados para o título de estreia precisaram ser removidos para garantir que o jogo estivesse pronto para o lançamento do Xbox One em 2013, o que resultou em uma campanha curta de aproximadamente seis horas e recepção mista por parte da crítica especializada.
Após o lançamento, a relação entre a Microsoft e a Crytek se deteriorou devido a divergências sobre a propriedade intelectual. A Crytek não desejava trabalhar em sequências de uma marca que não possuía integralmente, enquanto a Microsoft se recusava a financiar projetos sem deter os direitos da franquia. Durante o processo de reestruturação financeira da Crytek em meados da década de 2010, a Microsoft adquiriu permanentemente os direitos de Ryse: Son of Rome, deixando a marca em um hiato que perdura até hoje.
Atualmente, o título permanece como uma exclusividade de console do ecossistema Xbox, estando disponível também para PC. Apesar do interesse contínuo de uma parcela dos jogadores pela fidelidade visual que o jogo apresentou na época, não existem indicações oficiais de que a Microsoft pretenda retomar os planos de transformá-lo em uma franquia de mundo aberto nos moldes discutidos originalmente pela Crytek.
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