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Rockstar Games: co-fundador defende mídia física e critica fim dos discos

Dan Houser expressou apoio aos colecionadores e destacou as vantagens técnicas dos lançamentos puramente digitais para a indústria.

Bernardo Cortez ·

Dan Houser, co-fundador da Rockstar Games, declarou que as empresas devem continuar fornecendo mídias físicas enquanto existir demanda por parte dos jogadores. Em entrevista concedida ao portal IGN durante a San Diego Comic-Con, o executivo abordou o debate sobre a transição para um ecossistema exclusivamente digital, tema que ganhou força após a Sony sinalizar o fim da produção de discos para 2028.

O debate sobre a mídia física na Rockstar Games

Embora tenha expressado apreço pessoal pelos formatos físicos, Houser demonstrou certa neutralidade quanto à mudança inevitável para o digital. Segundo ele, o papel das empresas é acomodar as preferências do público, independentemente de inclinações pessoais da liderança. O criador ressaltou que, se há pessoas que desejam possuir o disco, as companhias deveriam manter essa oferta disponível. Por outro lado, Houser destacou pontos positivos na distribuição digital, especialmente no que diz respeito à manutenção técnica dos projetos. Ele observou que a capacidade de atualizar jogos e corrigir problemas de forma consistente é uma ferramenta útil para garantir a qualidade final das obras, algo que as versões puramente em disco, sem conectividade, não permitiam com a mesma agilidade.

Propriedade digital vs. licenciamento

A discussão levantada pelo ex-executivo da Rockstar Games toca em uma preocupação crescente da comunidade: a propriedade real dos jogos. Enquanto o mercado digital oferece conveniência, críticos apontam a falta de salvaguardas para garantir que o consumidor realmente seja dono do produto. Atualmente, a maioria das compras digitais é tratada juridicamente como o aluguel de uma licença que pode ser revogada pelas plataformas a qualquer momento. Houser, que atualmente lidera o estúdio Absurd Ventures, evitou tomar um lado definitivo na disputa, mas reconheceu que a utilidade das atualizações digitais é um fator crítico para a indústria moderna. A discussão ocorre em um período de transição tecnológica onde colecionadores ainda aguardam confirmações sobre a disponibilidade de edições físicas para os maiores lançamentos da década.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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