Jogos na Steam serviram de fachada para roubo de criptomoedas
O FBI prendeu um homem de 21 anos na Flórida por envolvimento em uma conspiração criminosa que utilizava a Steam para infectar usuários com softwares maliciosos. De acordo com a queixa criminal federal protocolada em 15 de julho de 2026, Zyaire Dontaevious Zamarion Wilkins e outros cúmplices teriam roubado ao menos US$ 220 mil em ativos digitais de milhares de jogadores.
As investigações apontam que Wilkins e seus co-conspiradores lançaram oito títulos infectados com malware entre maio de 2024 e fevereiro de 2026. Estima-se que aproximadamente 8 mil dispositivos foram comprometidos, permitindo o acesso a cerca de 80 carteiras de criptomoedas. A queixa identifica cinco dos jogos utilizados no esquema: Dashverse, Lunara, PirateFi, BlockBlasters e Lampy. Outros três títulos não foram nomeados explicitamente, mas já foram removidos da loja da Valve.
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Esquema de infecção por Steam utilizava táticas de engenharia social
Os jogos maliciosos eram promovidos por meio de redes sociais como X e LinkedIn, além de grupos no Discord e Telegram. O grupo utilizava bots automatizados para identificar perfis com grandes posses em criptomoedas e enviar mensagens direcionadas. Alguns dos títulos, como o Dashverse, anunciavam funcionalidades de Web3 para atrair especificamente investidores de ativos digitais. Uma vez instalados, os jogos extraíam senhas e dados confidenciais necessários para o acesso às carteiras das vítimas.
Wilkins operava sob o codinome Sibel.eth e, segundo os documentos judiciais, atuava no financiamento e marketing do software malicioso. Mensagens recuperadas de dispositivos de co-conspiradores revelaram discussões sobre um investimento de US$ 10 mil em um trojan de acesso remoto. O grupo planejava estratégias para aumentar o número de downloads e realizar campanhas para esvaziar carteiras digitais.
A Valve removeu o jogo PirateFi de sua plataforma em fevereiro de 2025, após detectar que o desenvolvedor havia enviado arquivos com códigos suspeitos. Embora a empresa possua sistemas automatizados de segurança, o caso reforça os desafios persistentes de monitoramento em lojas digitais abertas. A prisão de Wilkins faz parte de uma investigação mais ampla do FBI sobre malware distribuído via Steam, iniciada oficialmente em março de 2026.
Até o momento, o suspeito foi acusado formalmente por meio de queixa criminal, mas ainda não foi indiciado por um grande júri federal. Ele responde por conspiração para obter informações de computadores para ganho financeiro privado.
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