Estamos aqui pela quarta vez para analisar The Witcher 3: Wild Hunt. Desde o seu lançamento original em 2015, o título recebeu um suporte formidável da CD Projekt RED: ganhou uma versão para o Nintendo Switch (que rodava de maneira muito satisfatória apesar do downgrade gráfico) e, na virada de geração, recebeu um upgrade gratuito para PS5 e Xbox Series, trazendo resolução 4K, 60 FPS e atalhos práticos para os Sinais de bruxo.
Agora, temos em primeira mão The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered, uma versão que vai muito além da atualização de geração anterior. Para a felicidade geral da nação gamer, esta nova edição é totalmente gratuita para quem já possui o jogo base, liberando de quebra as duas consagradas expansões para todos os jogadores, mesmo para aqueles que nunca as compraram.
Aproveite e compre The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered em nossa parceira Nuuvem
Melhoria visual absurda
A primeira coisa que notei ao abrir esta versão Remastered foi o salto gráfico, que superou muito as minhas expectativas. Não estamos diante de um remaster cru e preguiçoso; se fosse o caso, este lançamento não faria sentido, visto que o upgrade do PS5 e Xbox Series já entregava ótimos resultados. O jogo foi otimizado de forma robusta: as texturas foram renovadas, o sistema de iluminação global adotou tecnologias atuais de sombreamento e o ray tracing foi refeito do zero.
Os modelos dos personagens perderam aquele aspecto poligonal mais datado, enquanto os mapas ganharam uma vegetação mais densa e realista. A paleta de cores do jogo também está muito mais viva. É impressionante notar como o estúdio conseguiu dar a um título de mais de uma década a cara de um jogo atual, sendo bem sincero, ele está visualmente superior a vários lançamentos recentes desta geração.
Contudo, como toda essa repaginada foi construída em cima do código base, certas limitações de engenharia não sumiram. A movimentação robótica e rígida dos personagens, por exemplo, continua idêntica. No quesito técnico de performance, o menu oferece o “Modo Desempenho”, que crava a ação em fluidos 60 FPS (mas sem ray tracing), e o “Modo Qualidade”, que ativa o ray tracing ao custo de limitar o jogo aos clássicos 30 FPS.



Melhorias no gameplay
Historicamente, o combate de The Witcher 3 sempre foi alvo de críticas, seja pela dificuldade inicial ou por exigir uma curva de aprendizado pouco fluida. Felizmente, os desenvolvedores otimizaram essas mecânicas, tornando muito mais fácil identificar o alvo dos seus ataques e a direção das defesas. De início, precisei de um breve período para me acostumar com o novo ritmo, mas a adaptação é muito rápida. Geralt não perde mais tanto tempo “girando a espada” antes de conectar um golpe, resultando em respostas ágeis no controle. Para os saudosistas, é perfeitamente possível desativar o novo sistema no menu de configurações e retornar ao modo clássico.
Outra grande novidade é a câmera adaptável, que deixou de ser estática. Durante os confrontos, ela se ajusta organicamente: recua e abre o ângulo de visão quando o bruxo está cercado por muitos monstros, e se aproxima sobre os ombros de Geralt durante duelos intensos e singulares.
A revisão não se limitou ao fluxo da ação. As árvores de habilidades do protagonista passaram por um forte rebalanceamento. Logo ao carregar o seu arquivo de save antigo, você notará que todos os seus pontos de habilidade foram reembolsados, exigindo que você pare e redistribua os atributos para montar uma nova build totalmente alinhada com as mudanças de balanceamento do mundo.

Conclusão de The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered
The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered é a desculpa perfeita que faltava para você retornar ao Continente. A CD Projekt RED dá uma verdadeira aula de como tratar a sua comunidade ao oferecer de graça não apenas uma revisão gráfica impecável, que coloca o título lado a lado com os grandes lançamentos de mundo aberto da atualidade, mas também acesso liberado às obras-primas Hearts of Stone e Blood and Wine.
Embora a movimentação rígida de 2015 não consiga esconder totalmente a idade da engine original, as excelentes melhorias de qualidade de vida no combate e o dinamismo da nova câmera refinam a jogabilidade de forma substancial. Seja para os fãs de longa data ou para quem ainda não acompanhou a saga de Geralt de Rívia, esta é, indiscutivelmente, a versão definitiva de um dos maiores e mais influentes RPGs de todos os tempos.

