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Não jogue o prólogo de Nier: Automata no modo Difícil

Pedro Nogueira ·

Algumas vezes, as escolhas de design de um jogo influenciam diretamente na sua jogabilidade. Em Nier: Automata (PC, PS4) isso acontece frequentemente e desde cedo: o prólogo cumpre rigorosamente o papel de apresentá-lo ao mundo do jogo e as suas regras. Dentre elas, nenhuma lição é mais dura de aprender do que como salvar o jogo. Não há salvamento automático, apenas manual e em locais específicos, máquinas espalhadas pelo mundo. A explicação para isso na trama é que os personagens de Nier: Automata fazem o upload de suas consciências nestes locais construídos pela organização para a qual você trabalha e como o local do prólogo fica, digamos, fora de sua jurisdição, não faria sentido ter uma máquina dessas ali. Ou seja, você não pode salvar o jogo durante a introdução. O resultado positivo é a maior imersão no jogo, que não larga o osso do realismo nem para facilitar a vida do jogador. Já o negativo é que você não possui meios de salvar durante essa parte do jogo, que pode levar até 30 minutos para completar.

E o prólogo no modo Difícil pode ser consideravelmente difícil. Durante minhas tentativas, fui morto ao ser cercado por ondas de pequenos inimigos que desviam de seus ataques inesperadamente e conseguem te detonar em apenas três golpes, por adversários um pouco maiores que removem 90% de sua barra de saúde com um tapa, e também pelo chefão da fase, que consegue te eliminar com um único toque de seu colossal braço em uma parte da luta. Foram 3 mortes que resultaram em mais duas horas jogando a mesma parte do jogo desde o início, que inclui assistir a cutscenes obrigatórias.

Em tempo: acho o início de Nier: Automata fortíssimo – trata-se de jogabilidade de primeira com gráficos e animações primorosas que, elevadas à décima potência pela trilha sonora fantástica, prendem o jogador completamente. Só que repetir essa introdução várias vezes por mortes bobas reduz muito o seu impacto. Portanto, se você quer ter a melhor experiência possível e ainda gosta de um desafio, tente jogar pelo menos o prólogo no normal e troque para o difícil depois que ele acaba – acredite, você sairá bem mais satisfeito.

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Pedro Nogueira

Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Rei dos FPS e o Toretto dos jogos de corrida no site. O nerd/entusiasta do PC Master Race. Saudades de quando jogos focavam em ser bons jogos.

5 comentários

      1. Ta foda mesmo. Morri no desafio do robô gigante. Começar tudo novamente… pqp, mas vou continuar no hard mesmo

      2. cara a questao aqui nao é ser casual como você joga um game em que você nao conhece a mecanica no dificil e se você morrer tera que iniciar tudo novamente, um bom tempo perdido pode estressa em ver de diversao é algo como injusto

  1. Eu passei o Prólogo no Normal, no mundo aberto precisei mudar pro Hard, porque os inimigos estavam fáceis de “tankar”. No hard é quase um tapa = K.O., mas me “força” a prestar atenção nos golpes e trabalhar na esquiva.
    O que fez do Prólogo um pouco difícil até no Normal ao meu ver foi a questão de ter pouco espaço pra desviar de muitas ondas de inimigos pequenos.
    Ah, e quanto as cutscenes, acho que boa parte eu cortei segurando o “B/O” no controle. Eu já tinha feito a demo no PS4, então achei melhor pular aquela cena do “final” da intro. Dói.
    Que jogo maravilhoso. Ele é realmente muito pesado e sombrio, mas tem uma certa beleza.

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