Análise: Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST]

Anderson Mussulino ·

Tokyo Ghoul é um anime e mangá feito para um publico mais adulto, por conta de suas intensas cenas de violência e gore. Sua primeira temporada, em especial, criou uma legião de fãs e começou a servir de porta de entrada para os novatos do mundo Otaku. Como era de esperar, um jogo da série acabou sendo lançado, porém algo que causou estranhamento a todos foi o seu lançamento ocorrer quase um ano após a exibição da terceira temporada. Vamos falar aqui sobre o survivor da Bandai Namco, Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST].

Um simples estudante que mudou de vida

A história de Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST] pega desde a introdução da primeira temporada do anime até os acontecimentos da última. Podemos acompanhar a trajetória do universitário Kaneki Ken em busca de tirar xerox que vai desde de um estudante vitima de uma ghoul até a sua transformação em Haise Sasaki e a aceitação de quem ele realmente é.

Cada fase é dividida em “história principal” e “histórias paralelas”, onde a primeira sempre foca na jornada de Kaneki, enquanto as outras são envolvendo os outros personagens que participam diretamente daqueles eventos.

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A narrativa é contada como se fosse uma folha de arquivo, com fotos que vão mudando e os personagens conversando. Vez ou outra temos o narrador para contextualizar. Não há cenas da animação e tampouco cutscenes com os gráficos do jogo.

Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST] é um survivor que não é survivor

O jogo desde o inicio foi apresentado como um game de sobrevivência e ação cooperativa. Por mais que você tenha que sobreviver aos inimigos da fase, é mais fácil você matar todos do que morrer, fazendo com que o modo história seja monótono até chegar no boss.

Começamos com o pé esquerdo, pois a critica veio antes de contar como funciona o jogo. Se você está indo no modo história, terá uma fase para percorrer com objetivos que variam entre matar todos, desligar alguma coisa, chegar até algum ponto ou sobreviver por x tempo. Após passar por vários inimigos num estilo menos frenético que os “warrior” da vida, alguns obstáculos aparecem como laser no chão ou gás que vai arrancando a sua vida.

Você tem uma barra de vigor que limita as seus golpes especiais que são dedicados a três botões singulares, enquanto o golpe normal/fraco é dedicado a outro. Quando os inimigos aparecem, você pode simplesmente sair apertando os botões como der para derrotá-los.

Alguns deles possuem armas de longo alcance, obrigando você a utilizar o gatilho do seu controle para mudar a jogabilidade para algo familiar a um TPS e derrotá-los a longa distância. Dependendo do seu personagem, o alcance vai variar.

No multiplayer temos um cenário um pouco diferente do que no single-player, mas vamos falar mais sobre isso no tópico seguinte.

Agora sim é complicado sobreviver – Multiplayer

Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST] tem um modo de multiplayer onde temos a opção de criar nosso próprio personagem numa das seguintes classes: ghoul, investigador e quinx.

Os ghouls tem como diferenciação dos outros a kagune, um tipo de energia biológica que é formada pelo próprio sangue podendo servir como armadura ou uma arma.

Os investigadores tem as armas chamadas de quinques que são feitas a partir das kagunes de ghouls mortos.

Por outro lado, os quinxs são a junção das duas classes anteriores podendo utilizar kagunes e quinques.

A diferenciação se encontra no alcance e no modo de ataque, porém, em questões de gameplay é a mesma coisa para qualquer um desses tipos. Só se acostumar com a individualidade de cada. Os investigadores ainda possuem uma arma de fogo para servir como longo alcance.

No multiplayer, além de usar o personagem criado você ainda pode escolher personagens que são do próprio anime.

As partidas ocorrem no confronto de 4 vs 4, colocando para que realizem uma missão como, por exemplo, exterminar o maior número de investigadores. Só que os mapas são ambientes fechados e curtos, fazendo com que o encontro dos dois times seja constantes e eles se enfrentem mais do que vão atrás dos investigadores. Outros modos existem, porém, não há grande diferença entre eles.

É uma bagunça. Uma bagunça divertida.

Gráficos

Agora chegamos num ponto bastante sensível. Os gráficos de Tokyo Ghoul: re [CALL to EXIST] são bem simples a ponto de nem mesmo conseguir ambientar o que é Tokyo Ghoul, inclusive, a ambientação do jogo não consegue representar o que de fato é Tokyo Ghoul, deixando ele muito leve em comparação as outras mídias.

O problema não é apenas simplicidade gráfica, mas você saber que isso está nem mesmo próximo da capacidade de um console da geração atual. Posso estar sendo rígido, mas o jogo de Nanatsu no Taizai estava mais bonitos.

 

 

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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