Análise: KINGDOM HEARTS III RE:Mind entrega pouco conteúdo

Leonardo Coimbra ·

A Square-Enix anunciou que KINGDOM HEARTS III RE:Mind (confiram aqui nossa análise do jogo base) será o único DLC de conteúdo que o jogo base receberá. A versão padrão da DLC custa U$29,99 e a versão mais parruda, que vem com o DVD da Orquestra World of TRES custa U$39,99.

É muito importante citar o valor dessa DLC, pois ele não condiz com a realidade da DLC que entrega cerca de 5 horas de conteúdo que não necessariamente é conteúdo novo. Confiram na nossa análise abaixo.

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Spoilers serão inevitáveis

Algo importante a dizer é que KINGDOM HEARTS III RE:Mind se passa durante as últimas horas dos acontecimentos do jogo base. Ou seja, para falar minimamente da DLC, spoilers serão dados sobre o fim do jogo base. Caso não queira spoilers, pule este tópico (mas se já zerou o jogo base, fique tranquilo).

Quem zerou KINGDOM HEARTS III sabe que o jogo acaba “tudo bem”, mas que Kairi se perde no meio dos acontecimentos. Inconformado com esse fim, Sora coloca sua vida em jogo e vai falar com a Charity. Ele pede para usar o poder de acordar “Waking” para procurar pela Kairi e restaurar seu coração. Depois de receber inúmeros avisos que poder “dar MUITO RUIM” ele segue com sua missão.

A partir dai, Sora revive todos os acontecimentos do fim do jogo, mas sob uma nova perspectiva. Algo que é fundamental saber: Ele não tem como alterar a história. Somente poderá procurar pelo coração perdido da Kairi sem saber se irá ou não conseguir achá-la e podendo deixar de existir após sua missão.

A primeira parte desnecessária da DLC

Quando comecei a jogar KINGDOM HEARTS III RE:Mind eu fiquei muito confuso. Afinal era tudo muito similar. Mesmas cenas, mesmos personagens e somente um ou outro detalhe era alterado. Todo o resto era idêntico.

De certa forma isso faz sentido, afinal Sora está revivendo os fatos do passado procurando por Kairi. Porém, aqui a Square errou, pois reutilizou os mesmos chefões cenas e momentos. É realmente jogar tudo de novo.

Sendo justo, existem sim cenas diferentes e dois novos chefões iniciais, mas isso não justifica a DLC.

A segunda parte que brilha em KINGDOM HEARTS III RE:Mind

Depois de passar por essa via crucis, tudo começa a fazer sentido. Ao chegar na última cidade do jogo é possível explorá-la e achar novos lugares. Sua busca intensifica e existem novos diálogos e cenas. Inclusive é possível lutar contra inimigos padrões e subir de nível. Sim, a primeira parte do DLC você nem ganha XP.

Além de poder explorar a cidade, é possível jogar com os outros portadores da Keyblade. É muito legal poder controlar diversos personagens (Kairi é roubadíssima). E além disso, existem novas cenas muito legais onde irá controlar literalmente todos os personagens ao mesmo tempo. É uma bagunça linda de se ver.

KINGDOM HEARTS III RE:Mind agrada os olhos e ouvidos

Como já falamos em nossa análise original, Kingdom Hearts III entrega lindos gráficos e uma música maravilhosa. Não é de se espantar que em sua DLC tudo siga o mesmo padrão.

As novas cenas são lindas e temos literalmente diversos show de luzes. O fanservice de unir todos os personagens é fantástico. E claro, a trilha sonora é sublime. Não por menos fizeram uma orquestra somente para divulgar a música da franquia.

O jogo é muito bem dublado, mas infelizmente não conta com nenhum suporte para o português brasileiro.

Vida após o termino da DLC

Em questão de história, após terminar as 5 horas de KINGDOM HEARTS III RE:Mind, não existe mais conteúdo. Inclusive achei um tanto estranho não ganhar nem uma nova Keyblade, porém, não quer dizer que não existe mais o que fazer.

Terminando a DLC você abrirá a opção Limitcut. Os fãs da série que inclusive jogaram as versões Final Mix já sabem o que lhe esperam. Esse modo irá desafiar suas habilidades quando terá que lutar contra os treze chefões da organização XIII. Todos eles estarão muito mais fortes e desafiadores do que o normal. É realmente um teste de habilidade.

Após ganhar as treze suadas batalhas você abrirá um chefão secreto que você poderá tanto vencer a luta ou perder. Dependendo do seu fim você receberá o final bom ou ruim. Não darei spoiler sobre quem é ou qual é a cena, mas só posso dizer que o diretor do jogo, Tetsuya Nomura não superou certas coisas do passado….

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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