Análise: Thunder Force AC no SEGA Ages revive mais uma nostalgia

Bruno Degering ·

A bola da vez das apostas do SEGA Ages é nada mais nada menos que Thunder Force AC. Para refrescar a memória dos nosso leitores, a SEGA Ages é um programa onde eles revivem os clássicos da empresa exclusivamente para o Switch.

Então segura o dedo no B e vamos para a análise.

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Thunder Force AC e suas origens.

O Thunder Force AC é um shooter espacial horizontal feito por uma empresa chamada Tecno Soft, atualmente da SEGA . O jogo apesar de portado segue fielmente os gráficos de quando foi lançado para o Mega Drive em 1992. O jogo foi considerado a época como um dos melhores shooters do Mega Drive, onde os críticos elogiaram de modo especial os gráficos do jogo e a rolagem que dava uma amplitude para o game além das grandes combinações de combate e ação constante.

Mesmo a SEGA sendo a responsável pela publicação do jogo os direitos autorais sempre ficaram a cargo da Tecno Soft, porém a empresa faliu em 2001 e foram comprados por uma empresa Japonesa todos os direitos de Thunder Force. Em 2016 a SEGA resolveu comprar e ficar com os direitos do jogo.

E daí começaram os re-lançamentos quando começaram os projetos SEGA 3D Classics, que tinha como foco o 3DS e o Mega Drive Mini e depois veio o Sega Ages trazendo as raridades para o Nintendo Switch.

Mas e aí? O que temos agora em Thunder Force AC?

O Thunder Force AC é uma versão melhorada do Thunder Force III. Entre eles foram alterados dois níveis que eram presentes no jogo original. Na versão para Switch quando se perde todas as vidas e você decide utilizar os seus “Continues” você volta de onde exatamente parou, já na versão original você voltava na tela de seleção e deveria começar aquela fase do zero. Então o jogo ficou um pouco mais fácil que o original, mas não ache que será tão fácil assim.

Além do que já foi dito o jogo também foi retrabalhado para recompensar o jogador e não ser uma portabilidade como se fosse apenas um emulador rodando uma ROM antiga. Para isso existem 3 naves que podem ser desbloqueadas e que cada uma tem a sua particularidade não sendo apenas uma skin.

Além disso tudo o Rapid Fire volta para a versão do Switch, apesar do jogador poder remover, caso você prefira espancar o B do seu Joy-Con até a morte. Outro detalhe fica por conta da música que se torna agora stereo mais sem perder o charme das trilhas sonoras dos games dos anos 90.

Uma outra mudança é o modo infantil que torna o jogo bem mais fácil, seus continues aumentam de 6 para 9, os tiros da nave matam os inimigos mais rápido e se você morrer as armas que você conquistou não serão perdidas, então fica bem mais simples de destruir os seus inimigos assim e com certeza verá a tela de créditos do jogo.

Existe também a adição de um ranking no qual você pode competir com jogadores do mundo inteiro, então fica o desafio para quem gosta.

Como de costume nos jogos da Sega Ages são as opções de filtro para jogar nos quais destaco aqui a opção de jogar em um fliperama, ele simula um fundo como se fosse um flip de verdade, porém jogar assim torna o jogo bem díficil já que a tela fica relativamente pequena para um jogo que por muitas vezes fica bem rápido e povoado de munição inimiga querendo te matar.

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Conclusão

Thunder Force AC não é uma grande novidade, porém não tira um brilho de poder reviver a nostalgia de poder jogar um dos melhores shooters de nave espacial da década de 90. Também se destaca pelo esforço da SEGA em inovar em alguns detalhes como o modo kids para ajudar os que sentem mais dificuldade ou não tem paciência para grandes desafios. Mesmo sendo curto é garantia de uma boa diversão.

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Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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