Preview: Gods Will Fall mistura lendas célticas com Dark Souls

Leonardo Coimbra ·

Durante o início do mês de Dezembro fomos convidados pela Deep Silver para conferir o mais novo jogo da desenvolvedora independente Clever Beans, Gods Will Fall, que será lançado dia 29 de Janeiro de 2021 para PS4, Xbox One e PC via Steam e Epic Games Store. Nos foi confirmado durante a apresentação que o jogo também será jogável no PS5 e Xbox Series.

A desenvolvedora independente Clever Beans foi fundada em 2010 e trabalhou em dois títulos exclusivos para a Sony. Em 2012 lançou When Vikings Attack e em 2017 lançou a coletânea Wipeout – Omega. Agora a empresa trabalha em seu primeiro título de lançamento multiplataforma.

Gods Will Fall, um Roguelike diferente

A premissa do jogo é simples: Um jogo no estilo Roguelike altamente inspirado em Dark Souls dentro de uma temática Celta.

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Mas antes de mais nada, é importante dizer que ele é um roguelike um pouco diferente. Para ser um jogo nesse estilo, a cada nova tentativa, teremos um novo mundo feito de forma procedural com inimigos também alocados de forma diferente. E geralmente falamos de um único herói, certo?

Em Gods Will Fall isso foi feito de forma diferente. Antes de mais nada, você não é um herói, mas sim um bando que conseguiu sobreviver a um náufrago. Ou seja, teoricamente você terá oito “vidas” antes de morrer definitivamente e ter que recomeçar uma nova tentativa.

Uma outra diferença é que ele não contará com um mundo procedural. nos foi explicado que como a arte foi feita a mão, foi tomada a decisão de deixar mapas fixos, porém, sua dificuldade e alocação de inimigos, incluindo os chefões irão mudar. Em uma primeira tentativa, uma caverna pode ser a mais fácil, mas na segunda tentativa, a mais difícil.

Vale salientar que todos os chefões possuem um comportamento diferenciado e a cada nova tentativa eles mudarão de dificuldade e padrão.

Combate inspirado em Dark Souls e escolhas a serem feitas

Como mencionei acima, o jogo é inspirado em Dark Souls e isso significa que não será um passeio no parque. A cada nova tentativa, você terá que enfrentar os dez deuses que estão atormentando a humanidade. Os padrões dos inimigos sempre irão mudar e não serão fáceis de serem destruídos. Porém, quanto mais inimigos matar em seu caminho, menos vida o chefão final terá disponível.

Para completar essa missão quase impossível, você deverá escolher um guerreiro para invadir a caverna. Caso tenha sucesso, todo o grupo receberá um bônus. Caso falhe, ele ficará preso nesta caverna. E é ai que começa a parte interessante de Gods Will Fall.

Cada um dos guerreiros disponíveis terão um tipo de arma (totalizando cinco variações) e consequente um tipo de ataque e mobilidade (força x alcance x agilidade). Qual é o melhor personagem para usar em cada caverna? Uma boa pergunta que terá que ser respondida na hora. E caso perca um personagem, será que vale a pena tentar um resgate? Ou tentar depois quando tiver mais forte? E algum de seus personagens irá se revoltar pela decisão tomada? Como isso afetará a moral de seu time?

Essa mecânica de moral misturada com a jogabilidade única é o grande diferencial de Gods Will Fall! Cada nova ação e tentativa irá influenciar o seu gameplay e seus personagens. E isso aliado a imprevisibilidade do jogo fará cada tentativa ser emocionante. Vale pontuar que seus personagens irão reagir dar dicas perante certos desafios e inimigos.

Só falta colocar as mãos em Gods Will Fall

Olhando de longe o jogo e conversando com os desenvolvedores da Clever Beans eu achei Gods Will Fall muito interessante em especial com a mecânica que mescla escolhas e estilos diferentes. Por existir a possibilidade de zerar uma caverna e recuperar seus personagens caídos, a mecânica de escolha e recompensa certamente irá desafiar a todos.

Já na parte gráfica tenho sentimento mistos. Não sei se foi pela qualidade do streaming da sessão, mas achei um tanto simples demais. Certamente eu vi e entendi a inspiração para cada cenário e os detalhes deles e dos malvados Deuses, mas aparenta faltar uma camada de polimento ainda.

Porém, como eu não efetivamente joguei, não posso falar se o jogo está ou não balanceado e nem como é o desafio dele. De longe o game me agradou, mas senti a falta de ter um pouco mais de interatividade com as fases e talvez alguns puzzles para quebrar o ritmo de linearidade das fases.

Agora nos resta esperar o dia 29 de Janeiro para darmos o veredito sobre o jogo.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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