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Análise: Aztech Forgotten Gods

O novo jogo da Lienzo, criadores de Mulaka.

Em 2018, o estúdio Lienzo lançou seu segundo trabalho: Mulaka, um jogo de ação e aventura inspirado no Tarahumara, uma comunidade indígena no norte do México. Desta vez, o estúdio retorna nos dando a oportunidade de fazer essa análise de Aztech: Forgotten Gods, um jogo que agrega várias características de um jogo bem conhecido, sem deixar de lado a vontade do estúdio de mostrar mais sobre a cultura mexicana.

Esta análise de Aztech: Deuses Esquecidos foi possível graças a um código cedido pela produtora a qual agradecemos a confiança e oportunidade. O jogo já está disponível para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC.

A história

Em um futuro alternativo onde o império asteca continuou a florescer, Achtli está tentando viver sua vida normal até que sua mãe, arqueóloga, descobre um curioso artefato antigo. Achtli tenta ajudá-la a desvendar seus segredos e ao fazê-lo desencadeia enormes monstros por toda a terra. Agora, com o poder do artefato, ela decide enfrentar essas bestas titãs pessoalmente e restaurar a paz para Tenochtitlan.

Com esse artefato, o Lightkeeper, Achtli ganha acesso às habilidades que serão usadas durante o jogo. Lightkeeper é basicamente uma grande mão mecânica, que tem o poder de impulsioná-la através do ar, executar socos com força descomunal e escalar paredes com muita facilidade.

Você passará a maior parte do tempo voando pela cidade e arenas, como também subindo em arranha-céus para chegar ao próximo objetivo. Até aí a ideia de um mundo aberto é boa, mas os comandos começam a complicar as coisas…

Jogabilidade e “performance”

O jogo basicamente se baseia em chegar de um ponto ao outro para seguir na história principal. Ao progredir na aventura, podemos obter e comprar novas habilidades, como um poderoso impulso carregado ou a possibilidade de agarrar e impulsionar-nos usando os edifícios, aumentando as opções de deslocamento.

Conforme exploramos a cidade, podemos encontrar desafios e eventos opcionais, que servem para trazer alguma variedade, mas isso foi de longe o maior problema durante nossa análise de Aztech: Forgotten Gods. Não há nada realmente atrativo para se fazer fora da história principal, o que torna o mundo aberto e toda essa melhoria de locomoção questionável para todo o contexto do jogo.

Quando você finalmente começa a encontrar os chefes gigantescos, você começa a ver de onde o prazer do jogo poderia vir. Voar em torno deles e esquivar-se de ataques é realmente divertido quando você consegue pegar os jeito dos comandos pouco intuitivos. Porém, de maneira similar a Shadow of The Colossus, a maioria deles envolve esquivar-se de ataques até que você possa encontrar uma maneira de revelar o ponto fraco, em seguida, pressionar o botão de soco quando você está perto deste local.

Não me agradou muito os pequenos cortes/quedas de FPS durante esses combos sequenciados. Assim como não me agradou toda a queda de frames que tive jogando no Playstation 5. Os gráficos simplórios, o ambiente fechado e as poucas coisas acontecendo no mapa simplesmente não condizem com os gargalos de performance que o jogo apresentou durante minha experiência.

Design e Trilha-sonora

Aqui teríamos o grande diferencial de Aztech Forgotten Gods. As inspirações no império Asteca e a representação disso em mundo futurístico tem muito bom gosto. Tudo parece ter sido desenhado e criado tentando passar exatamente essa mistura de maneira assertiva. Porém, os gráficos lavados não ajudaram a execução do jogo, deixando-nos com a sensação de quem um potencial foi perdido pela Lienzo.

A trilha-sonora se destaca durantes as batalhas contra os chefões, onde um heavy metal começa a tocar e acompanha bem esse que é o maior (literalmente) momento do jogo. Mas é isso. O jogo não possui dublagens, apenas (muitas) caixas de texto.

Conclusão

Aztech Forgotten Gods tem um ótimo conceito e um cenário interessante, mas a jogabilidade e a escolha de mundo aberto como foi feito, simplesmente não cabe para 2022. Embora a ideia de um cenário asteca futurista seja fantástica, o estúdio não conseguiu entregar uma qualidade gráfica ou nem mesmo dublagem, para vender o que estava acontecendo na tela.

Entendemos que sendo um pequeno estúdio, era difícil manter a barra em um título que aposta em combates contra inimigos colossais em espaços abertos, mas talvez nesse momento a equipe pudesse ter revisto o tamanho do mundo que gostaria de entregar para trazer algo mais rápido, polido e prazeroso.

Aztech: Forgotten Gods é uma idéia com um ótimo potencial, com uma boa inspiração artística, mas que peca em sua execução e profundidade, o que acaba fazendo o jogo já chegar datado para esta geração.

Esta é uma análise técnica de Aztech Forgotten Gods que segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Aztech Forgotten Gods

Visual, ambientação e gráficos - 6.5
Jogabilidade - 5
Diversão - 5
Áudio e trilha-sonora - 5.5

5.5

Fraco

Aztech: Forgotten Gods é uma idéia com um ótimo potencial, com uma boa inspiração artística, mas que peca em sua execução e profundidade, o que acaba fazendo o jogo já chegar datado para esta geração.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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