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Análise: ZERO Sievert leva a outro nível o conceito de sobrevivência

Anderson Mussulino ·

Jogos de sobrevivência sempre trazem um nível considerado de dificuldade, uma vez que o jogador precise constantemente buscar recursos e pensar sempre um passo a frente nas suas ações para não desperdiçar recursos. Nossa análise é sobre ZERO Sievert, o jogo de sobrevivência da CABO Studio juntamente da Modern Wolf. Quer saber se o jogo é bom? Continue lendo a nossa análise.

Essa análise foi feita graças a um código de Steam cedido pela Agência Masamune. O jogo já está disponível para PC e conta com legendas em PT-BR.

Um mundo devastado a ser explorado

ZERO Sievert se trata de um mundo completamente devastado e com diversos vazamentos nucleares que vai colocar o jogador numa aventura extremamente perigosa em busca de recursos e, claro, sua sobrevivência.

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A história do jogo não é entregue de forma explicita, fazendo com que você precise prestar atenção em diálogos ou nas missões que o jogo te entrega. É algo familiar ao que vemos nas série Souls, onde o game tem um background bastante rico, mesmo que não seja apresentado de maneira tão clara e faça com que o jogador precise ir atrás de colher as informações.

Apesar disso, o grande foco de ZERO Sievert não é a sua narrativa, mas sim o gameplay que é extremamente punitivo e viciante. Veremos mais dele a seguir.

ZERO Sievert

Cautela será a chave para a sobrevivência

Como de praxe em jogos de sobrevivência, não adianta sair atirando para todos os lados, simplesmente isso não vai funcionar. ZERO Sievert é realmente punitivo, fazendo com que você se arrependa constantemente de suas ações que foram tomadas pela emoção ou de maneira prematura. Dito isso, é crucial analisar qual será o seu próximo passo quando sabe que há algum inimigo à espreita.

Logo de começo temos a opção de escolher um entre seis tipos de equipamento que traz armas diferenciadas, algum tipo de colete de balas, mochila e outros recursos. Logo depois temos a difícil missão de conseguir materiais para o maquinista do trem, pois só assim será possível alcançar novas áreas do jogo. Falando nelas, temos ao todo 8 áreas para explorar.

ZERO Sievert trabalha com um sistema familiar aos bons e velhos roguelite, pois ao morrer você perde tudo que conquistou naquela exploração em questão. Contudo, toda vez que retorna para a sua base, fica registrado como você estava naquele exato momento e, consequentemente, você mantém suas conquistas. Para que isso aconteça é necessário que você explore o cenário até um ponto extração que está marcado em seu mapa.

No meio do caminho você encontrará diversos inimigos como outros sobreviventes, zumbis, lobos, javalis, seres sobrenaturais que surgiram por conta da radiação e muito mais, fazendo com que você precise se acostumar com o movimento e ataques de cada um para executar uma ofensiva mais efetiva.

Além dos inimigos há outras coisas para se preocupar como a radioatividade que lhe causa sangramentos que consomem vida constantemente, variações do clima, a noite que lhe impede de enxergar e, até mesmo, o seu campo de visão limitado que pode ocultar inimigos. Durante a sua jornada, você deverá estocar alimentos e água para conseguir sobreviver nessa terra nada amigável, trazendo uma nítida junção de survival com roguelite.

Sistema de combate bastante responsivo

Algo que também é impressionante no jogo é, sem dúvidas, o seu sistema de combate. Todas as armas tem recoil e ter que se acostumar com isso é uma parte bastante importante do game. Da mesma forma que é necessário fazer o recarregamento dela, não tendo uma opção de recarga automática e, consequentemente, você terá que tomar mais cuidado quando estiver em combate.

Falando no combate, os inimigos sempre andam em bandos. Então saiba que aquele que você matou não estará sozinho e provavelmente um ou mais aliados estão próximos. De preferência, pense duas vezes antes de iniciar um combate.

Gráficos e áudio

ZERO Sievert trabalha com a utilização do bom e velho pixel art, mas consegue trazer cenários ricos em detalhes apesar de seus personagens serem bastante simplórios. O que não é algo negativo, uma vez que mesmo simples há bastante detalhes como qual arma estão carregando ou a proteção que utilizam.

Além disso, o seu áudio também tem bastante qualidade ao auxiliar o jogador a identificar de onde os sons são direcionados e assim conseguir se locomover melhor durante a noite. A trilha sonora é quase inexistente, mas isso não é uma crítica, uma vez que para esse estilo de jogo é bastante importante se atentar aos sons ambientes.

ZERO Sievert

Conclusão da análise de ZERO Sievert

Chegando ao fim dessa análise de ZERO Sievert, quero deixar claro que temos aqui um jogo realmente muito difícil. A questão da sobrevivência tomou uma proporção enorme, fazendo com que o jogador pense inúmeras vezes antes de qualquer ação que ele possa tentar executar. Ser precipitado é o maior dos erros. Dito isso, não é um game que indico para todos, uma vez que nem todo mundo curte ficar morrendo e retornando para uma próxima etapa do zero. É um roguelite desafiador e que certamente vai consumir boas horas do seu dia.

ZERO Sievert

Essa análise de ZERO Sievert segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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