Análise: Cassiodora surpreende em sua simplicidade e diversão

Leonardo Coimbra ·

Para fechar o ano como “O ano dos jogos brasileiros”, desta vez trago a análise de Cassiodora que traz um jogo no estilo Shoot Them Up (Shmup), com influências de jogos clássicos como Cotton, Parodius e Forgotten Worlds.

Então se ligue nesta análise e veja o que Cassiodora tem a te oferecer e como ele se difere do outro ótimo Shmup brasileiro Esquadrão 51 contra os Discos Voadores que também foi lançado neste ano.

Essa análise de Cassiodora foi feita graças a um código cedido pela produtora. O jogo já está disponível para PS5, PS4, Xbox Series, Xbox One, Nintendo Switch e PC e conta com legendas em PT-BR.

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Uma história que não influencia em nada

A história de Cassiodra está longe de ser o ponto forte do jogo. Aqui temos o clássico cenário onde a princesa é raptada pelo vilão, que aqui é o terrível mago Kenzar, e caberá aos três guerreiros Agni, Colden e Luken resgatarem a princesa.

Antes de iniciarem a missão, o mago do reino Faramix (que lembra muito o Merlin) dá uma poção mágica aos heróis que fazem eles voarem e soltarem projéteis. Isso os deixará prontos para resgatarem a princesa.

No mais, os diálogos acontecem através de blocos como se fosse um quadrinho e ele é bem leve dando a personalidade possível a cada personagem.

O que realmente se destaca é a parte visual do jogo que por mais que seja simples, as animações são muito bem feitas e o mundo é muito colorido. Eu achei todos os mundos e fases muito bem feitos e variados. Seja na floresta inicial como na fase do cemitério, é muito legal ver as camadas que dão vida a cada fase.

Um gameplay polido e divertido

Já indo para o que importa em Cassiodora, temos seu gameplay que embora não fuja do que conhecemos no estilo Shmup, ele traz algumas adições interessantes.

Antes de mais nada é importante dizer que os personagens são teoricamente iguais. Eles podem atirar nos inimigos, podem atacar com sua espada a curta distância, possuem um especial assim como um dash que pode ser usado para driblar algumas barreiras e ataques inimigos.

Mas as similaridades acabam por aqui. Caso escolha um personagem específico, todo o dinheiro coletado ficará com ele e pode ser usado na loja para comprar equipamentos de melhorias e isso irá variar entre o estilo de cada jogador. Também é possível customizar seu companheiro por exemplo. Ou seja, quanto mais jogar com um personagem, mais ele terá seu estilo e se tornará diferente de outro.

E no meio da ação Cassiodora traz componentes interessantes. O primeiro é que o tiro a longa distância pode ser de fogo, gelo ou elétrico. Será necessário utilizar um tipo específico em diversos momentos, seja para avançar no game como para lutar contra chefões.

Adicionalmente é possível contar com diversos modificadores de tiro e de habilidade como conseguir um escudo, aumentar velocidade, tiro mais forte, tiro dobrado, tiro que persegue automaticamente e mais.

E por fim, Cassiodora apresenta fases bem diversas o que me chamou bastante a atenção. Não espere apenas atirar e resolver os problemas. Existem alguns tipos de quebra cabeça, fases de perseguição e chefes extremamente criativos. E a parte boa disso tudo é que sim, Cassiodora é desafiador como todo Shmup, mas não é um desafio desleal.

Conclusão

Chegando ao fim desta análise de Cassiodora, posso dizer que embora à primeira vista ele possa parecer um jogo bobo, ele apresenta uma experiência bem sólida e divertida. Os visuais são agradáveis e as mecânicas apresentadas ao longo da experiência dão um frescor ao longo do gameplay.

E a melhor parte de tudo é que é um jogo divertido para curtir com seus amigos e custa apenas entre 30 e 45 reais. Ou seja, super recomendo Cassiodora!

A análise de Cassiodora segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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