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Crow Country: Conversamos com os criadores do jogo sobre os desafios de desenvolvimento

Trocamos uma idéia com a ótima equipe da SFB Games.

Estamos próximos do lançamento de Crow Country, um jogo onde com atmosfera tensa se mescla com um enredo misterioso e envolvente. Neste jogo de aventura e terror de sobrevivência, os jogadores são transportados para um parque temático abandonado nos arredores de Atlanta, Georgia, no ano de 1990. Sob a pele da protagonista, Mara Forest, os jogadores se lançam em uma missão para desvendar o desaparecimento de Edward Crow, o enigmático dono do parque.

Antes de mergulharmos nesta envolvente experiência, vamos explorar os bastidores de Crow Country. Nesta entrevista exclusiva com Adam Vian, Diretor Criativo da SFB Games, vamos descobrir os segredos por trás da criação deste jogo, desde suas inspirações até os desafios enfrentados durante o desenvolvimento.

Gostaríamos de agradecer a disponibilidade do time da SFB Games e informar que a entrevista foi feita em inglês, transcrita aqui com tradução livre para o português.

Sabemos que Crow Country se passa em um parque de diversões. Você poderia falar um pouco sobre por que essa escolha foi feita?

Existem duas razões. Em primeiro lugar, os parques temáticos naturalmente oferecem uma grande variedade de locais visualmente interessantes, exteriores, interiores, objetos e assim por diante. Por exemplo, você tem áreas temáticas (como ‘Fairytale Town’ e ‘Haunted Hilltop’), tem atrações, brinquedos, lojas de presentes, restaurantes, salas dos fundos, corredores de funcionários, salas de controle – é tudo o que você poderia querer, realmente.

A segunda razão é que eu sempre quis explorar um parque temático sozinho, quando ninguém mais está por perto. Há algo mágico sobre esses espaços proibidos que os visitantes normalmente não deveriam ver. Aquela sensação de ‘eu não deveria estar aqui, não tenho permissão para estar aqui’ é um ponto de partida realmente bom para um jogo de horror.

Desevolver o jogo com gráficos retrô tornam o desenvolvimento mais difícil ou mais fácil?

Para mim, foi apenas uma combinação natural com meu nível de habilidade, dado que esta é a primeira vez que eu faço um jogo em 3D. Modelagem 3D, iluminação, uma câmera 3D, são todas coisas que tive que aprender conforme avançava. Então, manter as coisas relativamente simples foi apenas uma combinação natural para mim, neste projeto.

De certa forma, o estilo artístico de Crow Country realmente facilitou as coisas. Há um shader customizado bastante complexo na câmera, e os vários efeitos que ele usa tornam o mundo do jogo imediatamente intrigante e misterioso. Então, neste contexto, até mesmo designs de salas simples rapidamente acabariam parecendo atraentes.

A inspiração nos jogos de survival horror dos anos 90 é clara e muito bem-vinda. A equipe da SFB é nostálgica pelos títulos de PS1? A ideia é atrair jogadores mais maduros?

Eu sou um grande fã da era do PS1. Cresci jogando esses jogos, e nos últimos anos tenho colecionado e jogado todos os jogos do PS1 que perdi/sinto falta – não apenas horror, mas todo tipo de coisa. Por alguma razão, o PS1 tem uma incrível biblioteca quase infinita de joias escondidas.

Certamente espero atrair pessoas que têm mais ou menos a minha idade e compartilham uma afinidade pelos jogos de horror da era do PS1. Definitivamente. Mas também adoraria que o jogo chamasse a atenção de jogadores mais jovens e jogadores menos familiarizados com o gênero – espero que Crow Country seja um primeiro jogo de horror realmente bom para muitas pessoas.

Sabemos que os fãs do gênero são muito críticos em relação aos quebra-cabeças. Como foi criar os desafios de Crow Country e que nível de complexidade podemos esperar?

O design dos quebra-cabeças na verdade foi meu foco durante grande parte do desenvolvimento. É a coisa com a qual tenho mais experiência e na qual passei mais tempo de desenvolvimento – Crow Country é um jogo de quebra-cabeça, em sua essência. Mas, é claro, a dificuldade dos quebra-cabeças é bastante subjetiva. Fiz o meu melhor para equilibrar as coisas de forma que fossem desafiadoras e memoráveis, sem serem muito frustrantes. Pelo que estou ouvindo até agora, parece que acertamos mais ou menos. Talvez.

Existem alguns quebra-cabeças mais difíceis no jogo – mas todos eles são opcionais, levando a bônus e segredos. Então os jogadores podem escolher tentar resolvê-los, ou ignorá-los e seguir em frente. Ou – procurar uma solução online!

Que tipo de melhorias podemos esperar nas mecânicas? Sabemos que Crow Country é inspirado nos jogos do PS1. Mas como essas mecânicas serão atualizadas?

Bem, não te limitamos a controles de tanque. Você pode usar o analógico para um movimento estilo ‘moderno’, enquanto os controles de tanque estão no direcional. Use um ou outro, use ambos, o que você preferir.

Você também pode girar livremente a câmera – em torno do eixo y, de qualquer forma. Eu recomendo mover a câmera bastante para explorar os ambientes – isso ajudará na resolução de quebra-cabeças, também!!

Além disso, Crow Country não usa nenhum tipo de mira automática – você pode mover sua mira livremente. Isso foi necessário já que a arma é ocasionalmente usada para interações de quebra-cabeça, então ela precisava ser completamente flexível.

Como última pergunta: Resident Evil vs Silent Hill, quem vence?

Resident Evil ganha como jogo, Silent Hill ganha como experiência de terror.


Animado para o lançamento de Crow Country? Com lançamento confirmado para PlayStation 5, Xbox Series e PC via Steam em 9 de maio. Você pode testar o jogo através da sua demo, já disponível.

Fique ligado no Última Ficha para saber o que achamos do jogo muito em breve!

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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