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Gamescom Latam: Luís Tashiro fala sobre No Heroes Here 2

Bruno Degering ·

Durante a Gamescom Latam 2024, nós tivemos a oportunidade de ter uma ótima conversa com Luís Tashiro, um dos produtores de No Heroes Here 2 da brasileira Mad Mimic.

Confira abaixo os interessantes detalhes do desenvolvimento do jogo e o motivo das inovações e mudanças que trará se comparado ao primeiro jogo da franquia.

Inovações em No Heroes Here 2

Luís Tashiro descreve No Heroes Here 2 como uma fusão inovadora entre os conceitos de Overcooked e defesa de castelo (Tower Defense), criando uma experiência única onde os jogadores não apenas produzem alimentos, mas também munições e armas para defender seu castelo contra hordas inimigas. A principal inovação nesta sequência é a inclusão de elementos roguelike, que introduzem um nível de aleatoriedade significativo ao jogo, aumentando a rejogabilidade. Cada jornada e gameplay são únicas, com sequências de inimigos, obstáculos e recursos que variam a cada run, exigindo estratégias diferentes dos jogadores.

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Além disso, a mudança de uma câmera 2D para uma perspectiva 3D trouxe desafios técnicos consideráveis, mas também abriu novas possibilidades de gameplay. A introdução de sistemas de automação, como esteiras e teleportes, foi uma resposta a esses desafios, permitindo uma gestão mais dinâmica dos recursos.

Tashiro enfatizou que o objetivo era manter a essência caótica e cooperativa do primeiro jogo, ao mesmo tempo em que introduzia novas mecânicas que tornassem cada partida única e desafiadora.

Evolução e Desafios do Jogo

O jogo apresenta uma ampla variedade de armas e perigos que incrementam a complexidade e a dificuldade à medida que os jogadores progridem. Com cerca de 14 armas únicas, os jogadores precisam adaptar suas estratégias constantemente. Além dos inimigos, cada reino no jogo, como Nubland, Trollmirror e Fungaria, introduz desafios ambientais específicos.

Por exemplo, em Trollmirror, os jogadores devem gerenciar tochas para evitar que seus itens congelem, enquanto em Fungaria, os fungos invasores dificultam a produção e a movimentação dentro do castelo.

Esses desafios ambientais forçam os jogadores a adaptarem suas táticas não apenas para combater os inimigos, mas também para lidar com o ambiente hostil. Luís explica que a diversidade de reinos e a necessidade de gerenciar múltiplos fatores ao mesmo tempo tornam o jogo uma experiência rica e envolvente.

Cada novo reino exige uma abordagem estratégica diferente, o que mantém o jogo fresco e emocionante para os jogadores.

Planejamento e Desenvolvimento

O desenvolvimento de No Heroes Here 2 foi um processo meticuloso e bem planejado, que levou aproximadamente 15 meses para ser concluído. Utilizando a Unreal Engine 5, a equipe da Mad Mimic conseguiu criar um jogo que combina alta qualidade gráfica com uma jogabilidade complexa e dinâmica. Luís explica que a ideia do jogo surgiu da experiência acumulada com projetos anteriores e da vontade de experimentar novas mecânicas e perspectivas.

O processo de desenvolvimento envolveu não apenas a criação de novas mecânicas de jogo, mas também a adaptação de tecnologias existentes para criar uma experiência coesa e polida. A equipe aproveitou seu conhecimento prévio em desenvolvimento de jogos 3D para implementar a câmera 3D e as novas funcionalidades, garantindo que cada elemento do jogo contribuísse para uma experiência imersiva e divertida. A colaboração intensa e a comunicação eficiente dentro da equipe foram cruciais para o sucesso do projeto.

Parcerias e Expansão Internacional

Uma das estratégias chave da Mad Mimic para melhorar e expandir No Heroes Here 2 foi a formação de parcerias estratégicas. A colaboração com a Nonsense, braço do Jovem Nerd, tem sido particularmente valiosa. Essa parceria trouxe um fluxo constante de feedbacks construtivos, permitindo que a equipe ajustasse e refinasse o jogo com base em opiniões externas.

Luís destaca que trabalhar com parceiros que entendem a visão do jogo e podem oferecer insights críticos é essencial para o desenvolvimento de um produto de alta qualidade.

Para expandir sua presença internacional, a Mad Mimic tem participado ativamente de eventos globais, como a Gamescom e o Steam Next Festival. Essas feiras oferecem uma plataforma para apresentar o jogo a um público mais amplo e obter feedback de jogadores de diferentes regiões. Luís enfatiza a importância de ganhar visibilidade e construir uma base de fãs internacional, algo que a Mad Mimic está fazendo através de uma presença constante em eventos e uma estratégia de marketing bem definida.

O Futuro e Expansões de No Heroes Here 2

Os planos para o futuro de No Heroes Here 2 dependem fortemente do feedback dos jogadores e do desempenho do jogo no mercado. A equipe está aberta a diversas possibilidades, incluindo a adição de novos reinos, modos de jogo e personagens. Luís explica que a abordagem da Mad Mimic é lançar o jogo, observar a recepção da comunidade e então decidir quais expansões ou melhorias serão mais benéficas. Essa estratégia permite uma evolução orgânica do jogo, baseada nas necessidades e desejos reais dos jogadores.

A equipe de desenvolvimento de No Heroes Here 2 também está considerando formas de manter o jogo atualizado e interessante a longo prazo. Isso pode incluir eventos sazonais, atualizações regulares de conteúdo e novas mecânicas de jogo que mantenham os jogadores engajados.

Por fim, Luís reforçou que a comunicação contínua com a comunidade e a capacidade de adaptar-se rapidamente às mudanças no mercado são fundamentais para o sucesso a longo prazo do jogo.

No Heroes Here 2 está planejado para ser lançado ainda em 2024. Embora nem a data de lançamento nem plataformas foram reveladas, já é possível adicioná-lo na sua Lista de desejos da Steam.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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