O retorno de uma lenda do gênero FPS?
O cenário de jogos de tiro em primeira pessoa acabou de se animar com uma movimentação burocrática que pode significar muito mais do que apenas papelada. A ZeniMax Media, empresa detentora da id Software e subsidiária da Microsoft, submeteu oficialmente um novo registro para a marca QUAKE.
Conforme noticiado inicialmente pelo portal Wccftech, o registro foi efetuado no início de março de 2026, cobrindo diversas categorias relacionadas a software de jogos eletrônicos e serviços online. Embora registros de marcas ocorram com frequência para fins de proteção de propriedade intelectual, o momento atual da indústria e o histórico recente da id Software sugerem que algo maior pode estar sendo planejado nos bastidores.
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Timing estratégico e o aniversário de 30 anos
O que torna este registro particularmente interessante é o contexto temporal. Em junho de 2026, a franquia Quake completará exatamente 30 anos desde o lançamento do jogo original em 1996. Para muitos analistas, a Microsoft e a Bethesda não deixariam uma data tão significativa passar em branco, especialmente após o sucesso estrondoso dos reboots de DOOM (2016) e DOOM Eternal.
Historicamente, a ZeniMax costuma renovar suas marcas a cada dez anos, mas este novo arquivamento surge em meio a rumores persistentes de que a MachineGames (desenvolvedora de Wolfenstein e Indiana Jones and the Great Circle) estaria colaborando com a id Software em um projeto codinome “Quake 6”. Pistas sutis sobre o logo da franquia já haviam sido avistadas em apresentações de desenvolvedores meses atrás, alimentando a teoria de que um anúncio oficial pode ocorrer no próximo Xbox Games Showcase ou na QuakeCon 2026.
O que esperar de um novo Quake?
Diferente de DOOM, que foca na brutalidade visceral e no combate rítmico, a franquia Quake sempre teve uma identidade dual. De um lado, o terror gótico e lovecraftiano do primeiro título; de outro, a ficção científica militar dos Stroggs em Quake II e Quake 4. Um novo capítulo poderia unificar essas estéticas ou optar por um reboot total, trazendo o gênero “Arena Shooter” de volta ao mainstream.
A id Software, que atualmente trabalha no suporte a DOOM: The Dark Ages, provou que consegue modernizar clássicos sem perder a essência. Com o poder do motor gráfico id Tech e o ecossistema do Xbox Game Pass, um novo Quake teria o alcance necessário para conquistar tanto os veteranos que dominam o bunny hopping quanto uma nova geração de jogadores.
Por enquanto, as empresas não se pronunciaram oficialmente. No entanto, o registro de marca é o primeiro passo concreto que indica que o “pai dos shooters 3D” está longe de ser esquecido pela Microsoft.
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