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Ocarina of Time Remake: O guia definitivo do retorno da lenda no Switch 2

Analisamos todos os detalhes técnicos e as melhorias de gameplay do aguardado remake revelado na Zelda 40th Anniversary Direct.

Bruno Degering ·

O renascimento de um mito: Ocarina of Time no Switch 2

Hoje, 8 de setembro de 2026, a Nintendo parou o mundo dos games com a The Legend of Zelda 40th Anniversary Direct. O evento, que celebrou as quatro décadas de uma das franquias mais influentes da história, teve como grande estrela a revelação completa de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2. Mais do que um simples remaster, o título foi reconstruído do zero para aproveitar o hardware de nova geração, trazendo uma fidelidade visual que muitos fãs apenas sonhavam em projetos de fãs no Unreal Engine.

Com lançamento confirmado para o dia 5 de novembro de 2026, o remake chega em um momento estratégico, posicionando-se apenas duas semanas antes do gigante Grand Theft Auto 6. Essa confiança da Nintendo demonstra o peso que o retorno de Link à Hyrule de 1998 possui, agora com uma roupagem que redefine o conceito de realismo dentro da estética da série.

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Um salto visual sem precedentes

A primeira mudança que salta aos olhos é a direção de arte. O remake abandona o estilo cartunesco do N64/3DS para abraçar um visual semi-realista, com texturas de alta definição e iluminação global dinâmica que transformam locais icônicos. O Great Deku Tree agora exibe detalhes minuciosos em sua casca e folhagem, enquanto a Kokiri Forest é banhada por partículas de luz que reagem ao movimento do personagem. A Castle Town, que no original de 1998 era composta por cenários pré-renderizados estáticos, foi totalmente reimaginada como uma cidade vibrante e totalmente 3D, repleta de NPCs com rotinas complexas e novos minigames em suas lojas.

Tecnicamente, o jogo utiliza as capacidades do Switch 2 para oferecer uma distância de visão (draw distance) impressionante. Ao subir no topo da Watchtower em Kakariko Village, é possível avistar o Death Mountain e as chamas de Hyrule Castle com clareza absoluta. Embora o jogo ainda mantenha transições entre grandes regiões da Hyrule Field, os tempos de carregamento foram virtualmente eliminados pela velocidade do novo armazenamento do console.

Gameplay modernizado: O fim do ‘Link Rolling’

Uma das maiores críticas ao clássico de 1998 era a locomoção e certas limitações de controle. No remake para Switch 2, a Nintendo introduziu mudanças fundamentais. Pela primeira vez em Ocarina of Time, Link pode saltar manualmente, removendo a dependência do salto automático nas bordas. Além disso, foi implementado um botão de dash (corrida), permitindo que os jogadores atravessem a Hyrule Field sem a necessidade de realizar rolamentos constantes para ganhar velocidade.

A interface de usuário também recebeu uma revisão completa com o sistema Threads of Time. Trata-se de um diário de missões em formato de tapeçaria que registra não apenas os objetivos principais, mas também as pequenas histórias e encontros aleatórios de Link, servindo como um guia visual para o jogador não se perder na vastidão do mundo. O controle da câmera agora é totalmente livre no analógico direito, eliminando as restrições do passado.

Vozes em Hyrule e o poder da Ocarina

Pela primeira vez na história deste título específico, o jogo contará com cutscenes totalmente dubladas, seguindo o padrão estabelecido por Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A trilha sonora, composta originalmente por Koji Kondo, foi inteiramente re-orquestrada, trazendo uma profundidade emocional nova para temas clássicos como o de Zelda e o de Saria.

A interação com o instrumento musical que dá nome ao jogo também evoluiu. Além do sistema tradicional de botões, os jogadores podem utilizar o microfone do Switch 2 ou do controle para assobiar ou cantarolar as notas das canções, acionando magias e mudanças temporais de forma orgânica. Para os colecionadores, a Nintendo anunciou um acessório físico de Ocarina que se conecta ao console, permitindo uma experiência de imersão tátil sem precedentes.

Conteúdo adicional e o ecossistema 40th Anniversary

O remake não se limita a replicar o conteúdo original. Foi confirmado que o jogo incluirá a Master Quest nativamente, além de novos desafios em dungeons expandidas. O aplicativo companheiro Zelda Notes permitirá que os jogadores tirem screenshots, participem de quizes e ganhem pontos de fidelidade Nintendo através de mini-quests de descoberta espalhadas pelo mapa.

Além do software, a Direct revelou produtos relacionados que acompanham o lançamento:

“Ocarina of Time é o pilar sobre o qual a lenda foi construída. Com este remake, honramos o passado enquanto olhamos para as possibilidades técnicas do Switch 2”

Dois novos amiibos foram anunciados, desbloqueando máscaras exclusivas in-game, e um bundle especial do Nintendo Switch 2 com tema de 40 anos da franquia será disponibilizado em tiragem limitada.

O futuro da lenda: Cinema e Legado

Para encerrar, Shigeru Miyamoto apresentou o logo oficial do filme live-action de The Legend of Zelda, que chegará aos cinemas em 30 de abril de 2027. O filme é descrito como uma obra original inspirada na franquia, o que explica a ausência de um subtítulo. Entre novos conjuntos de LEGO e colecionáveis, o foco permanece no impacto cultural de Ocarina of Time, que ainda detém a maior nota da história no Metacritic. Este remake não busca apenas reviver a nostalgia, mas apresentar a obra definitiva de 1998 para uma nova geração de hardware e jogadores.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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